sábado, 17 de abril de 2021

Classe média 'encolhe' na pandemia e já tem mesmo 'tamanho' da classe baixa.

A pandemia do coronavírus fez aumentar não só o número de brasileiros que vivem na extrema pobreza como diminuiu a classe média ao seu menor patamar em mais de 10 anos em relação ao total da população. Pesquisa do Instituto Locomotiva mostra que, com o aumento do desemprego e o tombo da renda, esse grupo social deixou de compreender a maioria dos brasileiros.

De acordo com o estudo inédito antecipado ao G1, o percentual da população brasileira pertencente à chamada classe média tradicional caiu de 51% em 2020 para 47% em 2021 – mesmo 'tamanho' da classe baixa. A maior marca, segundo o Locomotiva, foi registrada em 2011, quando a classe média era 54% da população brasileira.

A pesquisa considera como classe média famílias com renda mensal per capita (por pessoa) entre R$ 667,87 e R$ 3.755,76.

Foto: G1 Economia

O percentual de 47% foi calculado a partir de projeções e análises estatísticas do Locomotiva com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) e da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em números absolutos, a "classe média tradicional" foi estimada em 100,1 milhões de pessoas em março, contra 105 milhões em 2020. Ou seja, a crise trazida pela pandemia empurrou 4,9 milhões de brasileiros da faixa intermediária de renda para a classe baixa.

"Essa camada da população não tinha poupança, nem os recursos da elite para passar bem por essa pandemia. Também não contaram com auxílios emergenciais ou políticas voltadas para a base da pirâmide, que foi quem mais sofreu durante a crise", afirma o economista Renato Meirelles, presidente do Instituto Locomotiva.

Ele, que pesquisa há 20 anos as mudanças nas classes sociais do país, explica que o processo de expansão da classe média no Brasil foi interrompido desde a crise que se iniciou em 2014. Mas foi a primeira vez em mais de 10 anos que a classe média deixou de representar mais da metade da população.

"Esses brasileiros, que mudaram de vida no início do século, hoje estão tendo um sentimento que há muito tempo não se via no país, o sentimento de perda. E perder dói muito mais do que deixar de ganhar", diz.

Foto: Economia G1

Renda em queda e endividamento em alta

Maria José de Almeida, a Nena, sofre esse impacto negativo da crise nos rendimentos. Aos 44 anos, ela tem quatro filhos: Jéssica, Lorrany e os gêmeos Maxsuell e Rikelmy. Como as meninas haviam saído de casa, o salário de R$ 2,5 mil por mês como empregada doméstica sustentava três pessoas.

Ainda na primeira onda da Covid-19 no Brasil, os dias de trabalho de Nena foram reduzidos à metade. Os ganhos passaram a ser de cerca de um salário mínimo. Não bastasse, Lorrany e o marido perderam o emprego. Sem dinheiro para o aluguel, cada membro do casal voltou para a casa dos pais. Nena recebeu a filha e a neta, Eloah.

"Meus filhos ficavam na escola, não tinha a filha em casa. Manter cinco pessoas com um salário mínimo é bem difícil. As contas começaram a atrasar", diz Nena.

Em tempos pré-pandemia, as contas da casa eram quitadas com R$ 1,8 mil. Agora, não há sobras. Eventualmente, recebe doação de cestas básicas da Central Única das Favelas (Cufa), que ajuda no orçamento.

Ainda assim, Nena foi obrigada a recorrer à antecipação do saque do FGTS para zerar os débitos e não sofrer corte de luz, por exemplo, cujo valor mensal triplicou. Ela não teve acesso ao Auxílio Emergencial, pois tinha registro em carteira na época das inscrições.

"Todo mês sobra uma conta para pagar. Até agora, deu tudo certo. Mas não sei como será nos próximos meses se essa vacina não vier logo", afirma Nena.

Uma pesquisa de opinião realizada pelo Locomotiva mostra que 6 de cada 10 brasileiros da classe média tradicional afirmam que a renda diminuiu no último ano. Desse recorte, 19% das famílias estão sobrevivendo com metade ou menos da sua renda pré-pandemia.

Ainda de acordo com o levantamento, 58% da classe média afirma que recorreu a bicos, vendeu algum bem ou abriu um negócio para obter renda extra após a chegada da pandemia. Mais endividados, 71% disseram ter ao menos uma conta em atraso. Na média, são 4,6 contas em atraso entre os inadimplentes.

O levantamento ouviu 1.620 pessoas, nos dias 21 e 22 de março, em 72 cidades em todos estados do país.

Entre os brasileiros de classe média entrevistados, 35% dos não conseguiram manter a doméstica ou a babá, 23% abriram mão ou perderam o plano de saúde e 18% daqueles que pagavam escolas particulares transferiram os filhos para escolas públicas.

Crise de perspectiva

Com o encolhimento da renda da população, o Locomotiva estima que a classe média deixará de consumir cerca de R$ 100 bilhões em 2021, representando um fator de dificuldade adicional para a recuperação da economia brasileira.

"A classe média quando não enxerga uma luz no fim do túnel, não investe no seu negócio, em uma faculdade, não faz crediário... E a crise de perspectiva faz com que a retomada da economia demore muito mais do que gostaríamos", afirma Meirelles.

Analistas têm destacado que o grande número de desempregados, a inflação acima do teto da meta, preocupação com a saúde das contas públicas e o chamado risco fiscal dificultam uma retomada da economia.

A consultoria Tendências, por exemplo, projeta o retorno da recessão técnica em 2021, com quedas no PIB de 0,6% para o primeiro e 0,9% para o segundo trimestre deste ano. Para o ano todo, a projeção é de alta de 2,7%, uma recuperação fraca, e que ainda depender do ritmo de vacinação contra a Covid-19. A estimativa média dos analistas do mercado financeiro está atualmente em 3,08%.

Para quem permaneceu na classe média, essa estagnação complica a criação de novos empregos e uma situação mais confortável. Mas, para quem 'cai', a chance de retorno fica ainda mais distante. Um crescimento em xeque somado à redução de benefícios sociais dão a equação de dificuldades extras para as classes de renda mais baixa, tirando de perspectiva uma ascensão.

No ano passado, o Auxílio Emergencial mais que compensou a queda de rendimentos do brasileiro, mas o prospecto para esse ano, com parcelas menores, é negativo. Nos cálculos da Tendências, a massa de renda ampliada na economia (que agrega salários, benefícios sociais, previdência e rentabilidade de investimentos) subiu 5,3% em 2020, apoiada no auxílio. Neste ano, a queda deve ser de 3,8%, com depósitos menores e geração de empregos que não compensará as perdas da pandemia.

Nas classes D e E, a variação de renda entre um ano e outro será uma montanha russa. A primeira rodada do Auxílio Emergencial, com parcelas de R$ 600 e redução no fim do ano para R$ 300, elevou a renda desse extrato social em 23,4%. Com as quatro parcelas de R$ 250 previstas para a segunda rodada, a queda de rendimentos deve chegar a 14,4% em 2021.

"Quase 50% da renda dessas famílias das classes D e E vem de previdência e transferências sociais. Com o quadro fiscal do país, que prevê apenas recomposição de inflação para o salário mínimo e aumento sensível do Bolsa Família, a mobilidade social fica muito mais difícil", diz Alessandra Ribeiro, diretora de macroeconomia da Tendências Consultoria.

Problemas estruturais

Para os economistas consultados pelo G1, o aumento da desigualdade social durante a pandemia traz ainda efeitos de longo prazo na formação educacional do brasileiro.

A absorção do currículo básico na escola e as relações interpessoais são apenas dois dos fatores prejudicados pela pandemia e que compõem o desenvolvimento de habilidades de crianças e adolescentes. Estudantes mais limitados nessa formação inicial resultam em profissionais com menor qualificação e, por consequência, menor produtividade e renda.

"A disparidade educacional, que existe entre diferentes nível socioeconômicos, será intensificada nessa geração e carregada ao longo da vida. O grande desafio da política educacional dos próximos anos é tentar minimizar esse processo", diz Rodrigo Soares, economista e professor do Insper.

"E a situação das finanças públicas vai ter implicações para a capacidade do governo de fazer política pública nesse sentido", prossegue Soares.

Após um ano de pandemia e com campanhas de vacinação em marcha lenta, 18 estados brasileiros ainda mantém aulas de forma remota, o que limita acesso de estudantes mais pobres. Segundo a Unicef, um total de mais 5 milhões de crianças e adolescentes não estão participando de maneira regular da escola no país.

"Isso está nos levando para trás. Já calculamos que isso nos fez regredir duas décadas em número de crianças e adolescentes desvinculados da escola", disse Florence Bauer, representante do Unicef no Brasil, no último dia 5.

Por G1/RN

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Tárcio Macedo e Vittor Melo pleiteiam 14 casas populares para Campo Grande.

Foto: Reprodução

Tárcio Macedo esteve representando o mandato da deputada Eudiane Macedo na Cehab junto com o vereador Vittor Melo, o secretário de Tributação Isaac Patrício e a secretária de Assistência Social Israella Gadelha para tratar da construção de 14 casas populares dentro do programa Pró-Moradia Viver Melhor e regularização fundiária do Conjunto Prefeito Miguel Brito de Melo no município de Campo Grande.

Eles foram recebidos pelo chefe de gabinete Múcio Lima e o o responsável pela Regularização Fundiária, Gildo.

Segurança

Tárcio ainda se reuniu junto ao vereador Vittor Melo com o Subtenente da PM, coronel Mendonça, afim de tratar sobre o reforço do policiamento na região de Campo Grande.

Por Guilherme Fernandes

Odon Júnior comemora ônibus escolar enviados por emenda da senadora Zenaide.

Foto: Reprodução

A Prefeitura de Currais Novos recebeu na manhã desta terça-feira (13), mais um ônibus escolar que foi adquirido com o objetivo de renovar e reforçar a frota que transporta os alunos da rede municipal de ensino.

Esse é o quinto veículo, do pacote de 05 ônibus, adquiridos através do Programa Caminho da Escola, com o objetivo de transportar os estudantes da rede municipal, num investimento total de R$ 1.166.800,00, com uma contra partida do município no valor de R$ 47.448,00.

Assim como os outros, esse também está equipado com dispositivo de rampa de acesso veicular que permita ao estudante com deficiência ou com mobilidade reduzida o acesso ao interior do veículo por meio de plano inclinado, além de outros dispositivos de segurança específicos para o transporte dos estudantes.

O investimento na aquisição desses 05 ônibus foi feito foi feito por meio de uma Emenda Parlamentar da Senadora Zenaide Maia.

Cristiane Dantas propõe que reuniões do comitê científico sejam transmitidas pela TV.

Foto: Reprodução

Dar mais transparência às posições científicas que embasam as decisões governamentais, por meio dos decretos voltados ao combate da pandemia da Covid-19. Esse é o objetivo de um projeto de lei protocolado pela deputada estadual Cristiane Dantas (Solidariedade), na Assembleia Legislativa.

De acordo com a proposta, Cristiane Dantas quer tornar obrigatório que as reuniões do Comitê Científico do Estado sejam transmitidas, por meio de canais televisivos ou pela Internet, a fim de que as discussões e orientações debatidas cheguem ao conhecimento de toda população do Rio Grande do Norte.

"É necessário que a sociedade saiba quais, como e por quem são tomadas as decisões que definem todos os atos, decretos, leis e todas as ações tomadas pelo Governo do Estado durante a pandemia do novo coronavírus", ressalta a parlamentar.

Além do projeto de lei, a deputada também apresentou requerimento de mesmo teor na Assembleia Legislativa a ser encaminhado à Secretaria Estadual de Saúde e à governadora Fátima Bezerra.

quarta-feira, 14 de abril de 2021

No meio de missa, padre anuncia que está apaixonado por mulher.

Foto: Reprodução

"Meu coração se apaixonou". Com essas palavras, o padre Riccardo Ceccobelli, sacerdote da diocese de Todi, no centro da Itália, anunciou que pendura a batina por amor. "Meu coração se apaixonou. Nunca tive a possibilidade de trair as promessas que fiz, mas quero tentar viver esse amor", disse o padre Riccardo ao superior, o bispo Gualtiero Sigismondi, segundo um comunicado da diocese.

O padre, que contou a história à imprensa nesta terça-feira (13/4), foi suspenso do serviço e iniciou os trâmites para voltar ao estado laico, segundo a mesma fonte.

"Agradeço a dom Riccardo por todo serviço prestado até agora. E, em primeiro lugar, envio-lhe meus mais sinceros votos para que esta decisão, tomada em plena liberdade como ele mesmo me disse, garanta-lhe paz e serenidade", declarou o bispo Sigismondi.

O padre confessou que a decisão foi difícil, porque ama e respeita a Igreja.

"Não consigo ser coerente, transparente e correto com [a Igreja] como tenho sido até agora", reconheceu, segundo o comunicado.

A "confissão" em público, diante de seu rebanho e de seu bispo, foi feita durante a missa dominical.

Segundo o jornal Il Corriere della Sera, "todo mundo sabia" em sua cidade, perto de Perugia, que Riccardo estava com uma mulher. Sua identidade não foi divulgada.

Por Metrópoles

Senado aprova uso de verbas de saúde por estados e municípios.

Foto: Marcello Casal Jr

O Senado aprovou hoje (13) o Projeto de Lei Complementar (PLP) 10/2021, que estende até o fim deste ano a autorização concedida a estados, Distrito Federal e municípios para utilizar, em serviços de saúde, verbas remanescentes de anos anteriores dos fundos de saúde. Essas verbas devem ter sido repassadas pelo Ministério da Saúde. A matéria ainda precisa de sanção presidencial para ter validade.

Esse projeto altera a Lei Complementar 172, de 2020, que permitiu que cerca de R$ 6 bilhões ociosos ao final de 2019 nas contas dos fundos de saúde de estados, Distrito Federal e municípios fossem alocados em ações de enfrentamento da pandemia em 2020.

Para o relator da matéria, Esperidião Amin (PP-SC), o projeto é generoso, tendo em vista que os gestores de saúde e assistência social terão mais liberdade para aplicar os recursos “que não foram poucos e que remanesceram”. 

“Isso mostra que 2020 não foi um ano com recursos escassos para saúde e assistência social. Tomara que neste ano possamos ter esse atendimento prioritário para salvar vidas”, disse o senador.

Por Agência Brasil

terça-feira, 13 de abril de 2021

"O que falta é vacina!" afirma senadora Zenaide Maia.

Foto: Reprodução

Ontem (12), em audiência da Comissão Temporária Covid-19 para debater à pandemia nos municípios, a senadora defendeu que o Governo Federal providencie mais vacinas. A parlamentar pediu vacinas para todos e destacou que o grande problema que hoje o país enfrenta, com o elevado número de mortes, é pela falta de vacinação.

Durante sua fala, Zenaide destacou também a importância do distanciamento social, uso de máscara e o financiamento para micro e pequenas empresas. “O auxílio emergencial é necessário e não pode ser de R$ 150,00 ou R$ 250,00. É muito pouco”, defendeu a senadora.

Vendas de março são 26% maiores em relação ao mesmo mês em 2020 no RN.

Foto: Pedro Vitorino

O volume de vendas realizadas pelas empresas do Rio Grande do Norte em março atingiu, em média, o patamar de R$ 304 milhões por dia. O valor é 26% maior que o registrado no mesmo período em 2020, quando as empresas potiguares conseguiram vender uma média de R$ 240 milhões por dia.

O crescimento foi maior entre as organizações que atuam no segmento do comércio atacadista, cujo faturamento médio diário subiu de R$ 40,3 milhões por dia para R$ 59,9 milhões. Um acréscimo nominal de R$ 19,6 milhões negociados nos últimos 12 meses.

O segundo setor que mais teve o maior volume de vendas foi o comércio varejista. O ticket médio de vendas diárias do varejo passou de R$ 66,4 milhões para R$ 80 milhões entre março de 2020 e março deste ano. Apesar de o número de transações ter reduzido levemente, o valor das vendas subiu.

As empresas desse segmento foram as que tiveram oscilações menos drásticas no volume médio negociado ao longo dos últimos 12 meses, logo após o decreto do estado de calamidade pública em função da Covid-19. O volume médio diário de vendas do varejo potiguar fechou março deste ano com um total de faturamento bruto diário da ordem de R$ 80,3 milhões. No mesmo mês de 2020, o valor médio foi de R$ 66,4 milhões.

Em relação a fevereiro, o volume de operações comerciais, verificadas nos principais setores da economia do Rio Grande do Norte ficou 2,4% menor que o resultado visto em fevereiro. Foram mais de 909 mil operações de vendas por dia no terceiro mês do ano, marcado pelo início das medidas restritivas neste ano para conter a segunda onda da pandemia no estado. Os segmentos que mais influenciaram positivamente o resultado foram o atacado, a indústria e o varejo.

Bares e restaurantes mais afetados

Os dados sobre a movimentação dos setores produtivos são da Secretaria Estadual de Tributação (SET-RN), que divulgou nesta segunda-feira (12) a 17ª edição do Boletim de Atividades Econômicas. O informativo mensal reúne os principais indicadores da economia do Rio Grande do Norte a partir da emissão de notas fiscais e do volume negociado pelas empresas potiguares.

A publicação mostra, no entanto, que o setor de bares, restaurantes e similares registrou uma retração nas vendas da ordem de 30% mensais a partir de março do ano passado. O volume de movimentado começou a subir após agosto do ano passado, quando houve o início da retomada da abertura das atividades não essenciais, chegando a dezembro com um pico de faturamento bruto médio de R$ 4,8 milhões, negociados por dia. No entanto, gradativamente, esses estabelecimentos começaram a ter baixas novamente e, no mês passado, registraram uma média diária de vendas de R$ 2,7 milhões.

Segundo a Secretaria Estadual de Tributação, o governo vem acompanhando os reflexos da crise para os donos de bares e restaurantes, principalmente depois da instituição do toque de recolher, que afeta diretamente o funcionamento desses estabelecimentos. A pasta informou que, entre as medidas tomadas para atenuar esses efeitos, houve prorrogação dos prazos para recolhimento de tributos das empresas que atuam nessa área. Além disso, o setor foi isentado temporariamente da cobrança da conta mensal de água.

Receitas

O Boletim de Atividades Econômicas também destaca a situação da arrecadação. O total de receitas próprias recolhidas no mês passado foi de R$ 541 milhões, frente aos R$ 583 milhões arrecadados em fevereiro deste ano. Uma redução nominal de aproximadamente R$ 42 milhões.

Esse montante é referente à arrecadação do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), que registrou alta de 14% em relação a março do ano passado, do Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens e Direitos (ITCD) e principalmente do Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), que é o principal tributo que compõe as receitas estaduais.

No mês passado, o recolhimento do ICMS chegou a R$ 504 milhões, contra os R$ 560 milhões, arrecadados em fevereiro deste ano. Por outro lado, em comparação com março do ano passado, houve uma alta de 14%, já que no terceiro mês de 2020, o RN recolheu R$ 442 milhões com o tributo.

Por G1/RN

TCE desmente que Governo do Estado usou recursos da covid-19 para pagar servidores.

Foto: Reprodução

Após um onda fake news que varreu o Estado no final de semana com direito a endosso do presidente Jair Bolsonaro o Tribunal de Contas do Estado (TCE) emitiu nota em que nega ter constantado que o Governo do RN usou recursos da União destinados à covid-19 para pagar os servidores.

Abaixo a nota que joga uma pá de cal na versão das correntes bolsonaristas do Rio Grande do Norte:

Sobre a repercussão das informações divulgadas no Boletim Extraordinário 01/2021, levantamento que traz uma avaliação dos impactos da pandemia do coronavírus nas finanças do Rio Grande do Norte e dados consolidados sobre as transferências federais feitas para o Estado em 2020, o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RN) esclarece:

TCE esclarece informações sobre transferências federais e despesas do Estado no combate à Covid-19

1. No dia 31 de março, o Auditor de Controle Externo Evandro Alexandre Raquel, Diretor de Administração Direta, concedeu entrevista ao programa Repórter 98, na rádio 98 FM. Na ocasião, ele informou que o Governo do Estado realizou, dentro da rubrica de recursos ordinários, Fonte 100, pagamentos na ordem de R$ 900 milhões para custear a folha de pessoal dos servidores da Saúde no ano de 2020.
2. Em nenhum momento, o Auditor afirmou que esse valor de R$ 900 milhões foi pago com recursos enviados pela União exclusivamente para auxiliar o Estado diretamente no enfrentamento à Covid-19, uma vez que dentro dos recursos enviados existiam valores de livre alocação, conforme disposição legal, além de que a fonte 100 engloba também arrecadação própria.
3. Conforme mostra o Boletim Extraordinário, o Estado recebeu do Governo Federal R$ 1,1 bilhão em transferências extraordinárias em 2020, destinados às ações de saúde, assistência social e compensação financeira em razão da queda na arrecadação. Do total de recursos, a maior parte (R$ 750,9 milhões) é de livre alocação.
4. Esse valor de R$ 750,9 milhões foi incorporado à Fonte 100, que congrega os recursos ordinários do Estado, incluindo a arrecadação própria, e foi transferido por força da Lei Complementar 173/2020, que estabelece o Programa Federativo de Enfrentamento ao Coronavírus, bem assim, pela Medida Provisória nº. 938/2020, que dispôs sobre o apoio financeiro para compensar a queda no repasse do Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Por Bruno Barreto

segunda-feira, 12 de abril de 2021

Mulheres de comunidade rural se unem para plantar e produzir em quintal coletivo no RN.

Foto: Hugo Andrade

Mulheres de uma comunidade rural no município de Mossoró, na Região Oeste do Rio Grande do Norte, se uniram para plantar e produzir alimentos em um quintal coletivo. A estratégia é chamada de "quintal produtivo".

Uma dessas produtoras é a agricultora Eliete Costa, que vive no Assentamento Favela. Todo o espaço disponível na localidade, que tem cerca de 1 hectare, é aproveitado para plantação. "Meu quintal é dividido em várias partes. Uma parte é minha casa, tem a parte do calçadão com a cisterna, e tem essa parte aqui que tem 80 pés de acerola e 40 pés de cajueiro", disse.

Esse é um dos exemplos de convivência com o semiárido aliado às boas práticas da agricultura familiar. Ao longo dos anos, Eliete Costa foi beneficiada com vários projetos que fortalecem à atividade no campo. No assentamento, por exemplo, eles utilizam caixas d'água para um sistema de reaproveitamento de água - que é usado durante o período mais seco do ano pra irrigar os pomares e as hortaliças. A placa solar ajuda a economizar energia na hora de tirar a água da cisterna do calçadão para a caixa d'água.

Ainda tem um "minhocário", um dos principais responsáveis pela boa produção. Neste espaço é preparado o húmus, adubo natural que conta com a ajuda das minhocas californianas indispensáveis na preparação de uma bom composto orgânico, como explica o engenheiro agrônomo Ranieri Lira, que atualmente faz parte da equipe de técnicos agrícolas do município que acompanha e orienta a agricultora.

"Nós vamos ter um produto final riquíssimo em nutrientes, que é o húmus de minhocas. Esse húmus serve pra utilizar na produção de mudas ou na produção de bandejas de hortaliças. O resultado final traz um substrato riquíssimo em nutrientes para as sementeiras. A planta vai ter um maior vigor e aí teremos um resultado final que é uma planta sadia", explicou.

A filha de Eliete, LucianaClementino, também ajuda no trabalho do campo, além de manter a horta própria na casa dela.

"Graças a Deus eu nunca senti vontade de sair daqui e ir pra outro canto e se Deus quiser vou acabar meus dias aqui trabalhando na agricultura", disse.

Foto: Hugo Andrade

Trabalho em comunidade

Mãe e filha fazem parte de um grupo formado por 11 mulheres da comunidade favela. E o que todas essas mulheres têm em comum? Vontade de produzir

Pra aumentar e diversificar ainda mais a produção, o grupo de mulheres conseguiu essa área que fica aqui mesmo na comunidade. É um espaço de cinco hectares que será utilizado como uma área agroflorestal. O objetivo dessas mulheres é produzir ao longo de todo ano mais de dez culturas diferentes.

"Aqui na época do inverno a gente pode produzir milho, pode produzir feijão de sequeiro, quando chegar setembro tem a safra do caju, da manga, tem o tamarindo, a seriguela, tem a macaxeira, jerimum", explicou Luana Clementino, líder do grupo de mulheres.

Foto: Hugo Andrade

O feijão que já foi plantado está começando a aparecer e as estacas dos pés de cajarana já vingaram. Ao todo, foram 70 estacas plantadas na área. Quando as plantas estiverem no ponto ideal da produção, a expectativa do grupo é que a cajarana se torne o principal produto de venda. Isso porque a fruta desperta uma grande procura o ano inteiro. Boas vendas significam renda permanente para as mulheres e as famílias.

"É muita coisa que em um espaço onde está agregado essas 11 mulheres que têm família, e algo que vai com certeza melhorar nossa renda, dá outra vida à nossa comunidade com renda também e almejar nossos sonhos, que é o principal objetivo: a gente sonhar juntas e realizar", disse Luana Clementino.

E é com esse sentimento que a agricultora Jessina Olivera também quer aumentar a produção agroecológica que mantém com a família. Na casa dela, todo mundo se envolve com a agricultura familiar. As atividades são diversas: desde a produção de mudas de caju para venda, além da criação de bichos e do pomar recheado de pés de acerolas carregados com a fruta. Tem também goiaba e o feijão, plantado há trinta dias que está se desenvolvendo bem com a chuva, que na região do assentamento, chegou de forma satisfatória este ano.

"A gente trabalhava no quintal e já estava sem espaço pra plantar. Aí surgiu o grupo e com isso a gente conseguiu mais um hectare de terra, que é um espaço que a gente vai colocar um novo plantio. A gente já plantou a cajarana, o feijão e pretendemos também plantar a horta quando melhorar a situação da água. A gente está providenciando pra ter uma hortaliça com um espaço bem maior", disse Jessina.

Por G1/RN