segunda-feira, 14 de julho de 2025

Ex-prefeita de Mossoró é indicada para suplente de Fátima Bezerra.

Foto: Redes Sociais

Fontes MDBistas ligadas ao nosso portal ligaram, neste final de semana, nos dando essa notícia quentinha que vai animar mais ainda as eleições do próximo ano: "A ex-prefeita Fafá Rosado foi indicada para ser suplente da governadora Fátima Bezerra nas eleições do próximo ano".

Fafá Rosado é filiada ao MDB, partido do atual vice e futuro governador Walter Alves, no qual a mesma tem uma excelente relação. Foi prefeita de Mossoró por dois mandatos deixando um legado em obras e de entendimento com o funcionalismo público.

Segundo um passarinho vermelho, a ex-prefeita já recebeu uma ligação da governadora falando em tal assunto.

Este blog tentou contato com a ex-prefeita mas, até o momento da publicação desta matéria, não conseguiu retorno.

Será que já temos um dos suplentes de Fátima Bezerra? 

Por Guilherme Fernandes

Cidade do RN tem mais de 90% da população morando em unidade de conservação ambiental, diz IBGE.

Foto: Prefeitura Municipal de Nísia Floresta

Mais de 126,6 mil pessoas moram em Unidades de Conservação da Natureza (UC’s) no Rio Grande do Norte, segundo dados inéditos divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O levantamento foi feito no Censo 2022.

O número total representa 3,83% da população do estado. No entanto, chama a atenção a realidae do município de Nísia Floresta, na Grande Natal: segundo o IBGE, 91% da população da cidade, mais de 29 mil pessoas, moram dentro de unidade de conservação.

O município fica dentro da Área de Proteção Ambiental Bonfim/Guaraíra, que é a unidade com a maior população no estado. Ao todo, 72.035 pessoas moram nela. Em segundo lugar, está a Área de Proteção Ambiental Piquiri-Uma, com 43.423 residentes.

Segundo o IBGE, as unidades de conservação são espaços territoriais e os seus recursos ambientais com características naturais relevantes, instituídos pelo Poder Público e com regime especial de administração, com limites e objetivos de conservação.

No RN, foram identificados moradores em Áreas de Proteção Ambiental (APP), em florestas, em parques e em uma reserva de desenvolvimento sustentável.

De acordo com a superintende estadual do IBGE/RN, Fabiana Fábrega de Oliveira, uma das inovações do Censo 2022 é o fornecimento das primeiras estatísticas oficiais sobre as características sociodemográficas dos grupos populacionais que moram nesses espaços.

“Os gestores terão informações demográficas para as unidades que poderão embasar decisões mais assertivas de acordo com os objetivos planejados para cada um dos tipos de Unidade de Conservação”, explicou a superintendente.

Veja os cinco municípios do RN com maior população em áreas de conservação ambiental

Município População total População residente em Unidades de Conservação

Nísia Floresta (RN) 31.942 29.356

São José de Mipibu (RN) 47.286 26.739

Goianinha (RN) 26.741 12.864

Tibau do Sul (RN) 16.929 11.478

Pedro Velho (RN) 13.824 11.467

Fonte: IBGE

Além do destaque de Nísia Floresta, o município de São José do Mipibu também registrou 26.739 pessoas residentes em territórios deste tipo, o que representa mais de 56% da população local. O município também fica na área da APA de Bonfim Guaraíras.

Ainda segundo o IBGE, em Natal, apenas 36 pessoas vivem em unidades de conservação. Nos outros municípios potiguares com mais de 100 mil habitantes (Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e Mossoró) não há moradores nesse tipo de espaço.

Maioria de homens e pardos

O resultado do Censo 2022 mostra que a maioria (50,4%) dos residentes em unidades de conservação no RN são homens, 63.804. As mulheres somam 62.816 residentes (49,6%).

A pesquisa também detalha a cor e a raça dos moradores: pessoas pardas são 56,5% do total, brancas são 32,2%, pretas são 10,3%, indígenas são 0,8% e amarelas são 0,2%.

Quanto à declaração de pertencimento étnico indígena e quilombola, 1.327 residentes em UC’s são de populações indígenas, com 51,5% mulheres e 48,5% homens, e 500 são de populações quilombolas, sendo 50% homens e 50% mulheres.

Foram identificadas nove UC’s com moradores no RN.

Unidades de conservação do RN com moradores

Nome da Unidade de Conservação Número de habitantes

Área de Proteção Ambiental Bonfim/Guaraíra 72.035

Área de Proteção Ambiental de Jenipabu 3.273

Área de Proteção Ambiental Dunas do Rosado 3.396

Área de Proteção Ambiental Piquiri-Una 43.423

Floresta Nacional de Açu X

Floresta Nacional de Nísia Floresta X**

Parque Estadual Mata da Pipa X**

Parque Natural Municipal da Cidade do Natal Dom Nivaldo Monte X**

Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Ponta do Tubarão 4.470

X= número não informado

Fonte: IBGE

Maior unidade do RN

Segundo o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema) a Área de Proteção Ambiental Bonfim-Guaraíra foi criada através de decreto estadual em 1999, a fim de proteger os ecossistemas de dunas, mata atlântica, manguezais, praias, rios e lagoas, além de espécies vegetais e animais em Tibau do Sul, Goianinha, Arês, Senador Georgino Avelino, Nísia Floresta e São José de Mipibu.

A APA tem 42 mil hectares e é a maior Unidade Estadual de Conservação. No interior dela, ainda existem outras três Unidades de Conservação oficialmente criadas: a Floresta Nacional de Nísia Floresta (federal); Parque Estadual Mata da Pipa (estadual); e Reserva Faunística de Tibau do Sul (municipal).

No interior da APA Bonfim-Guaraíra há também um posto avançado da reserva da biosfera da Mata Atlântica, representado pelo Santuário Ecológico de Pipa, em Tibau do Sul.

Fonte g1/RN

Tarifas anunciadas por Trump podem fortalecer relação entre Brasil e China, afirmam especialistas.

Foto: Reprodução

Especialistas em relações internacionais dizem que as tarifas anunciadas por Donald Trump podem acabar fortalecendo ainda mais os laços do Brasil com a China. Os chineses já são o maior parceiro comercial do Brasil desde 2009.

Distâncias são relativas, no mundo dos negócios. Enquanto os Estados Unidos se afastam do Brasil, a China se aproxima. Um caminho percorrido, em parte, sobre quatro rodas.

A importação de carros chineses pelo Brasil deu um salto em 2023 e atingiu US$ 1 bilhão. No ano passado, US$ 3 bilhões. Neste ano, só até junho, o valor já passa de US$ 2 bilhões.

Mas o desembarque não é mais só de carro pronto. Fábricas inteiras têm vindo da China para o Brasil.

E ocupando espaços que já foram de montadoras ocidentais — seja na Bahia, seja no interior de São Paulo.

Em São Paulo, a linha de produção será inaugurada no mês que vem, pouco mais de dois anos depois da venda do primeiro carro da marca no Brasil.

“Nossa estratégia sempre foi olhar o Brasil, começar a fazer as primeiras vendas, trazer novas tecnologias, mas também preparar uma estratégia para fazer do Brasil uma base de produção para o Brasil, para a América do Sul e para a América Latina”, afirma Ricardo Bastos, diretor de relações institucionais da GWM.

Investimento significa avanço nas relações entre dois países. É como se as duas partes assumissem um compromisso maior, para além da compra e venda de produtos.

E os chineses têm reforçado em ritmo acelerado o interesse pelo Brasil.

Em uma década, a China superou os Estados Unidos na quantidade de dinheiro investido aqui — principalmente em mobilidade, energia limpa e tecnologia.

Túlio Cariello, diretor do Conselho Empresarial Brasil-China explica que a China tem ocupado territórios que os Estados Unidos deixaram de lado.

“A América Latina acabou ficando um pouco à deriva, vamos colocar assim, nas prioridades de política externa americana. E nesse contexto, a China, por ter também uma proximidade ali de complementaridade muito grande com a América Latina — porque é uma região que fornece, por exemplo, insumos essenciais, commodities agrícolas, minerais, energéticas para a China —, essa aproximação é natural”, detalha o diretor de Conteúdo e Pesquisa do Conselho Empresarial Brasil-China.

“Então eles têm buscado fortalecer muito também os laços diplomáticos com os países da América Latina, têm fortalecido também a sua presença de investimentos. Isso acaba tendo uma importância muito significativa para tornar mais eficiente a relação comercial entre a América Latina e a China no longo prazo”, acrescenta.

Uma proximidade que, na avaliação de Alexandre Uehara, professor de Relações Internacionais, desagrada ao presidente Donald Trump.

Mas mesmo com novas taxas para os produtos brasileiros nos Estados Unidos, ele diz que o Brasil não deve fechar portas.

“Economicamente falando, de fato, não vejo que haja interesse para o Brasil se distanciar de nenhum dos dois, porque os dois são parceiros importantes tanto em termos de investimento como em termos de comércio. Eu entendo que, para o Brasil, é melhor que haja uma negociação, que a diplomacia avance e consiga resolver essas tensões”, analisa Uehara, que é coordenador do curso de Relações Internacionais da ESPM.

Aprenda a fazer uma deliciosa e prática torta de liquidificador.

Para quem busca praticidade na cozinha, a torta de liquidificador é uma boa opção. Simples e fácil, a receita leva menos de 10 ingredientes: farinha de trigo, ovos, leite, óleo e fermento em pó. O recheio fica bastante cremoso com cenoura, milho e queijo muçarela.

Depois de bater os ingredientes no liquidificador, leve para assar no forno por aproximadamente 40 minutos. É uma sugestão fácil e prática para o almoço ou jantar. Confira o passo a passo completo da receita e faça em casa!

Foto: Receitas

Ingredientes

. 2 ovos

. 1 e meia xícara de leite

. Meia xícara de óleo

. 1 xícara de farinha de trigo

. 1 colher de sopa de fermento em pó

. 1 cenoura ralada

. 1 lata de milho-verde

. 1 xícara de queijo muçarela ralado

. Queijo parmesão ralado a gosto

Modo de Preparo

1. Em um liquidificador, coloque 2 ovos, 1 e meia xícara de leite e meia xícara de óleo. Bata por 2 minutos.

2. Em seguida, adicione 1 xícara de farinha de trigo e 1 colher de sopa de fermento em pó. Bata até obter uma mistura homogênea.

3. Despeje metade mistura do liquidificador em uma forma untada e enfarinhada.

4. Adicione 1 cenoura ralada, 1 lata de milho-verde e 1 xícara de queijo muçarela ralado.

5. Em seguida, coloque o restante da massa e acrescente queijo parmesão ralado a gosto.

6. Leve ao forno preaquecido a 180 graus Celsius por aproximadamente 40 minutos ou até ficar dourada.

7. Sirva em seguida.

sexta-feira, 11 de julho de 2025

Salinas e pescados devem ser os setores mais afetados pela tarifa de Trump no RN.

Foto: Jornalismo TCM

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou na quarta-feira (9) uma carta pública ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciando a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A nova taxa está prevista para entrar em vigor em 1º de agosto.

Após o anúncio, o Governo do Rio Grande do Norte começou a articular possíveis ações e alternativas caso a medida não seja revogada. A taxação pode ser altamente prejudicial ao estado, especialmente para os setores que exportam para os Estados Unidos, mercado de grande relevância para o RN. “Em 2025, as exportações para os EUA já superam 67 milhões de dólares”, afirma o secretário da Fazenda do RN, Carlos Eduardo Xavier.

Entre os setores mais destacados estão produtos de origem animal não destinados à alimentação, que têm maior relevância, além de caramelos e confeitos, pescados e, na região de Mossoró, o sal. Esses dois últimos devem ser os mais afetados. “As exportações para os Estados Unidos representam até 70% do total desses setores. Uma tarifa adicional de 50% pode comprometer totalmente a competitividade desses produtos, impactando as empresas do estado e a geração de empregos”, explica Xavier.

A projeção é que o impacto seja muito negativo, não apenas para o Rio Grande do Norte, mas para a economia brasileira como um todo. Tanto o Governo Federal quanto o estadual esperam que o plano de taxação seja revisto pelo presidente dos EUA. “Trump tem um histórico de anunciar medidas e depois recuar, mas precisamos reagir com firmeza para evitar que isso se concretize, pois os produtos brasileiros podem perder competitividade”, destaca o secretário.

A perda de competitividade não afeta diretamente a arrecadação estadual, mas impacta a geração de empregos. “Perder uma fatia importante do mercado americano pode causar um impacto significativo nos empregos dos setores afetados”, alerta Xavier.

O Governo do RN já está se mobilizando para dialogar com os setores econômicos impactados e avaliar alternativas. A intenção é buscar novos mercados caso a medida não seja revista. “O mercado chinês, por exemplo, é uma alternativa para os pescados. No caso do sal, há desafios logísticos, já que é um produto de baixo valor agregado, onde o custo de frete é muito representativo no preço final. Estamos organizando uma reunião na próxima semana com os segmentos afetados para discutir alternativas de mercado, visando minimizar a redução no faturamento das empresas e, consequentemente, na geração de empregos no estado”, conclui o secretário.

O Governo do Estado emitiu uma nota sobre aumento da tarifa de exportação para os Estados Unidos.

Confira na íntegra:

“As implicações dos aumentos de tarifas, por parte dos Estados Unidos, para produtos importados do Brasil têm sido monitoradas com atenção pelo Governo do Estado, por intermédio da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico, da Ciência, da Tecnologia e da Inovação, desde março, quando ocorreu o anúncio das primeiras elevações. Essa monitorização visa orientar iniciativas que mitigam as consequências na economia do Rio Grande do Norte.

O anúncio do aumento da tarifa para 50%, a partir de agosto deste ano, exige um acompanhamento ainda mais rigoroso e uma atuação articulada com o Governo Federal e os setores produtivos, para preservar a competitividade dos setores exportadores do RN.

Diante da atual guerra tarifária imposta pelo governo Trump, o Estado do Rio Grande do Norte, por meio de seus órgãos de planejamento e desenvolvimento econômico, monitora atentamente os desdobramentos do cenário internacional.

Embora o Rio Grande do Norte possua uma pauta diversificada no comércio exterior, as exportações e importações para o mercado norte-americano têm participação expressiva. Entre janeiro e março deste ano, o RN exportou US$ 26,2 milhões para os Estados Unidos, enquanto as importações somaram US$ 9,8 milhões, resultando em um superávit de US$ 16,4 milhões na balança comercial bilateral.

Em 2024, as exportações do Rio Grande do Norte para os Estados Unidos totalizaram US$ 67,1 milhões. Os dez principais produtos exportados nesse período incluíram produtos de origem animal impróprios para alimentação humana, caramelos e confeitos, albacoras-bandolim frescos, outros açúcares de cana, sal marinho a granel, querosenes de aviação, granitos, albacoras/atuns frescos, mangas frescas e castanha de caju fresca ou seca.

As importações, por sua vez, totalizaram US$ 76,2 milhões em 2024. Entre os produtos oriundos dos Estados Unidos, destacam-se o óleo diesel, outras gasolinas, coque de petróleo, copolímeros de etileno e alfa-olefina, trigo e misturas de trigo com centeio, copolímeros de etileno e ácido acrílico, medicamentos com compostos heterocíclicos, caldeiras aquatubulares, poli(cloreto de vinila) não misturado com outras substâncias e medicamentos contendo produtos para fins terapêuticos.

É importante notar que, somente nos seis primeiros meses de 2025, o volume exportado para os Estados Unidos já se iguala ao montante exportado ao país durante todo o ano de 2024.

Diante dessas circunstâncias, é relevante fortalecer as políticas públicas adotadas pelo Governo do Rio Grande do Norte para o desenvolvimento sustentável, no que diz respeito à competitividade de nossos produtos no mercado externo. 

As ações recomendadas incluem: mapear com precisão as barreiras tarifárias e não tarifárias em vigor para cada produto nos EUA; investir na capacitação técnica de exportadores locais sobre exigências sanitárias e padrões internacionais; fomentar acordos comerciais e protocolos fitossanitários bilaterais, inclusive por meio de articulação federativa; incentivar o reposicionamento de produtos nas cadeias de valor globalizadas, com foco em diferenciação e sustentabilidade; e apoiar a busca por novos mercados-alvo, especialmente na Ásia e América Latina.

Simultaneamente, há firme convicção de que as iniciativas adotadas pela Presidência da  República em defesa da soberania brasileira e preservação da competitividade dos produtos nacionais no mercado externo — com assessoramento e respaldo dos Ministérios da Fazenda; do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; e das Relações Exteriores — assegurarão a continuidade do crescimento e da prosperidade.“

Por Yuri Rodrigues

Festa do Bode 2025: exposição e julgamento de raças bovinas terão aumento no número de expositores e animais.

Foto: Divulgação

A exposição e o julgamento dos animais dentro da Festa do Bode são organizados a partir da parceria da Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Seadru) com algumas instituições. A Associação dos Criadores do Rio Grande do Norte (ANORC) organiza o evento das raças bovinas. Para este ano, haverá aumento no número de expositores e de animais.

A ANORC tem uma expectativa muito alta de mais uma edição da maior caprifeira do Estado, que será realizada de 7 a 10 de agosto, no Parque de Exposições Armando Buá. O número de animais para a exposição e julgamento neste concurso deve chegar a 300 e de expositores acima de 30.

“Nós temos expectativa de ter mais de 30 expositores na Festa do Bode. É um crescimento altíssimo do número de expositores de bovinos dentro da festa e também do número de animais. A gente geralmente tinha uma exposição de bovinos por volta de 200 animais e estamos com expectativa acima de 300 animais na Festa do Bode”, destacou Mateus França, presidente da associação.

A festa é promovida pela Prefeitura de Mossoró, através da Secretaria Municipal de Agricultura, e faz parte do Calendário Estadual de Exposições Agropecuárias. O espaço para o julgamento dos animais das diversas raças de ovinos, caprinos e bovinos está maior para este ano. Nas raças de ovinos e caprinos o julgamento é organizado pela Associação Norte-riograndense dos Criadores de Ovinos e Caprinos (ANCOC).

Julgamento de raças bovinas

– Sindi

– Gir

– Girolando

Comissão de Direitos Humanos vai debater impactos da energia eólica em Serra do Mel.

Foto: Eduardo Maia

Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, o deputado Ubaldo Fernandes (PSDB) se reuniu com a vice-presidente, deputada Divaneide Basílio (PT) e com assessorias dos gabinetes de ambos e da deputada Teresinha Maia (PL), para afinar o debate da audiência pública que acontecerá nesta sexta-feira (11). Na audiência serão discutidos os impactos da chegada de equipamentos para captação de energia eólica, no município de Serra do Mel.

“Recebemos um pedido da Fetarn (Federação dos Trabalhadores Rurais), da CUT e do SAU (Serviço de Assistência Urbana), ligado à Arquidiocese de Natal, para que nós pudéssemos discutir, debater e ouvir em relação às instalações da energia eólica”, explicou o deputado. Segundo Ubaldo, a intenção da audiência é tentar um equilíbrio, vez que o Ministério Público já recomendou uma reformulação nas instalações dos equipamentos.

“Os colonos dizem que os contratos devem ser revistos em relação a impacto ambiental, citam problemas relacionados à saúde, e reclamam que as torres eólicas são instaladas muito próximas umas das outras”, disse o parlamentar, ressaltando que os colonos ainda questionam a finalidade no uso das terras de Serra do Mel. “Quando o ex-governador Cortez Pereira criou o município, a finalidade era que as terras fossem ocupadas pela agricultura familiar”, lembrou Ubaldo, acrescentando que o progresso e o desenvolvimento trouxeram a energia eólica para a comunidade. “O assunto é muito técnico e temos que ouvir segmentos para saber qual o posicionamento do judiciário”, encerrou o deputado Ubaldo.

quarta-feira, 9 de julho de 2025

Natal se prepara para receber “Congresso Internacional de Desenvolvimento Infantil - CINDI” em agosto.

Foto: Reprodução

Entre os dias  14 e 16 de agosto de 2025, o Centro de Convenções de Natal-RN recebe a 3ª edição do CINDI – Congresso Internacional de Desenvolvimento Infantil , evento que tem se consolidado como um dos mais relevantes espaços de formação, inovação e conexão na área da infância atípica.

Com o tema  “Nem tudo é autismo” , o CINDI 2025 amplia o olhar sobre os atrasos no desenvolvimento e reforça a importância de abordagens multiprofissionais e integradas no cuidado com crianças e adolescentes. São esperados mais de 2 mil participantes de todas as regiões do Brasil — entre eles,  médicos, psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, gestores, educadores, pesquisadores e empreendedores do setor, além de mais de 35 marcas de destaque na área para elevar a experiência do evento.

A programação conta com palestrantes nacionais e internacionais de referência em suas áreas, painéis temáticos, feira de exposições, ativações de marcas e experiências imersivas. E, um dos grandes destaques desta edição, será a plataforma de gamificação, que conectará os participantes ao conteúdo e aos expositores de forma dinâmica, tecnológica e engajadora.

Dentre os profissionais já confirmados para o CINDI 2025, estão: a psicóloga, especialista em neurociência e desenvolvimento infantil, diretora científica do evento, Bruna Andria; o neurologista, Renato Arruda; a psicóloga, Paula Kopruzinski; as terapeutas ocupacionais, Lindsay Hardy e Emilly Hills; as renomadas fonoaudiólogas, Elisabete Giuspi e Michelle Procópio e a doutora em biologia molecular, Graciela Pignatari; além de convidados dos patrocinadores como a FIAT, Fono com Amor, Insight, Grupo Castro, Spider e mais 15 profissionais de referência em suas áreas.

“O CINDI é mais do que um congresso — é um movimento. Queremos que as pessoas saiam do evento inspiradas, mais preparadas e conectadas com o que há de mais atual no desenvolvimento infantil. É um espaço para trocar, aprender e transformar.”, destaca Ana Júlia Rodrigues, diretora do Instituto Beehave, organizador do evento.

A iniciativa tem como missão impactar diretamente a qualidade da assistência prestada a crianças com atrasos no desenvolvimento, fortalecendo redes de apoio, aproximando ciência e prática clínica, e valorizando os profissionais que atuam nessa jornada de cuidado. O Congresso hoje é um marco na educação dos profissionais do desenvolvimento infantil no nordeste e contribui para a garantia de prestação de serviços de mais qualidade no Brasil e em todo nordeste.

As inscrições já estão no último lote e podem ser feitas através do  site www.congressocindi.com.br

Governo anuncia pagamento antecipado do 13° salário para servidores da educação e órgãos com arrecadação própria.

Foto: Reprodução

A Secretaria de Estado da Administração (SEAD) anunciou que o pagamento de um montante de 40% do décimo terceiro salário dos trabalhadores da educação e dos órgãos com arrecadação própria será feito adiantado no próximo dia 9 de agosto.

Ainda no mesmo dia será pago o valor referente a 60% do décimo terceiro salário dos professores temporários referente ao ano de 2024.

Por Guilherme Fernandes

Cajueiro no RN vai perder o posto de maior do mundo com poda? Entenda.

O maior cajueiro do mundo, que fica na cidade de Parnamirim, na Grande Natal, deve passar por uma poda a partir do mês de agosto, por conta de uma determinação judicial, o que tem dividido opiniões de moradores e especialistas.

Mas o que pode de fato pode acontecer caso a poda seja feita? O cajueiro corre o risco de perder o posto de maior do mundo?

Segundo o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema), órgão estadual responsável pela administração do cajueiro, não há esse risco.

O diretor técnico do órgão, Thales Dantas, explicou que o cajueiro permanecerá como o maior do mundo mesmo com a poda sendo realizada.

"O Cajueiro de Pirangi vai continuar sendo maior do mundo independentemente da poda e do manejo de fitossanitário que nós vamos realizar", disse.

O Cajueiro de Pirangi - que tem esse nome por estar na praia de Pirangi do Norte - é reconhecido desde 1994 pelo Livro dos Recordes, o Guiness Book, como o maior do mundo, tendo aproximadamente 10 mil metros quadrados de extensão.

O local é um ponto turístico tradicional no litoral do Rio Grande do Norte. Segundo o Idema, em 2024, mais de 350 mil turistas visitaram o cajueiro.

Foto: José Farias/Drone do Sol

Poda é necessária, diz Idema

Atualmente, é estimado que cerca de 1,2 mil metros da planta ultrapassam a da área cercada, passando por plataformas que levam os galhos por cima das ruas e também perto de casas e comércios.

Em uma das avenidas que cercam o cajueiro, os galhos tomam metade da via. Em outra, uma plataforma foi construída anos atrás para suspender os galhos sobre a pista.

O diretor técnico do Idema explicou que esse tipo de poda é inédita na árvore centenária. Para ele, essa é uma medida para cuidar da planta.

"Sempre que foi feito um manejo higiênico sanitário, ou seja, cortar onde estava o cupim, a broca, mas nunca tinha tido uma poda realmente", disse.

"O mais importante que a gente quer deixar para a população é que esse manejo fitossanitário é importante para cuidar da planta. São 137 anos e ela nunca passou por um processo realmente de poda fitossanitária".

A poda foi determinada pela Justiça em 2024, dentro de um processo antigo, atendendo pedidos feitos por moradores e comerciantes da região. O processo está em fase de execução.

"Houve essa determinação e a gente está agora no cumprimento dessa sentença. O governo não está matando o cajueiro, muito pelo contrário. Essa poda realmente é necessária para a gente estar cuidando, inclusive para preservar, porque hoje, sem esse cuidado, pode acabar batendo um carro, causar problemas nos galhos", completou o diretor técnico do Idema.

Ao todo, o Idema prevê um investimento de R$ 200 mil no processo de poda, que pode levar até seis meses.

O que diz quem é contrário à poda?

A bióloga Mica Carboni, que trabalhou no cajueiro, considera que a poda poderia representar uma "catástrofe" para a planta.

De acordo com ela, o cajueiro se expandiu porque muitos de seus galhos tocaram o chão e também criaram raízes. Além de aumentar a árvore em tamanho, esse processo causa o rejuvenescimento da planta.

"A poda de contenção pode gerar uma catástrofe para esse cajueiro. Porque seria podar indiscriminadamente galhos no entorno só para botar ele de novo dentro do tamanho que as pessoas acham que ele deve ter. Essa poda pode limitar o crescimento, pode atrofiar ele, pode gerar o envelhecimento acelerado dele, que rejuvenesce enquanto os seus galhos periféricos enraízam novamente", afirmou a bióloga.

De acordo com Mica, o enraizamento dos galhos gera na planta os "hormônios da muda", que são devolvidos para toda planta mãe. A bióloga afirmou que artigos científicos explicam esse processo metabólico que geraria o rejuvenescimento da árvore.

"Só assim esse cajueiro consegue frutificar com mais de 140 anos de idade. Um cajueiro normal frutifica até uns 40, 50 anos no máximo. E ele continua, continua vigoroso, justamente pelos seus enraizamentos, justamente por isso ele é o maior cajueiro do mundo", disse.

"É muito contraditório querer limitar ele. Uma rua, casas, pode se construir em qualquer lugar. O maior cajueiro do mundo, só existe ele", defendeu.

O que dizem moradores, comerciantes e turistas

Morador da região onde o cajueiro fica localizado, o corretor de imóveis Francisco Cardoso também se posicionou contrário à poda e acredita que o procedimento pode causar riscos para a planta.

"A partir do momento que a poda tirar quase 1000 metros do maior cajueiro do mundo, vai dar um impacto muito grande na árvore. É uma grande quantidade de massa e a partir do momento que acontecer isso, ele vai estar propício para entrada de brocas, fungos, bactérias e infecções, trazendo até atrofiamento de galhos. Se não tiver muito cuidado, leva a morte do cajueiro", defendeu.

O turtista Francivaldo Macedo, que visitava o cajueiro nesta terça (8), disse que acha "uma pena eles quererem podar, porque é importante para a cidade, para o turismo da cidade".

A comerciante Íris Lopes também disse ser contra a poda pelo receio disso afetar o número de turistas na região.

"A gente acha que essa poda vai interferir nas nossas vendas, a gente que vive do turismo e precisa que o turista venha e conheça aqui. A gente acha que devido a essa poda não vai ser mais tão atrativo", disse.

Fonte g1/RN