sexta-feira, 19 de abril de 2024

Canais da nova parabólica digital contam a História do Brasil por meio de programação variada.

Foto: Reprodução

Na próxima segunda-feira (22), o Brasil completa 524 anos de descobrimento. Para entender um pouco mais da História do Brasil, é possível ir além da internet e dos livros. Com a nova parabólica digital, é possível ter acesso a uma extensa programação sobre esses temas.

A TV Brasil exibe, aos domingos, às 10h, a série “Fazendas Históricas”, que mostra fazendas importantes do período colonial, localizadas em cidades dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Um passeio pelo país daquela época, cuja principal fonte de riqueza eram os cafezais. Às 19h30, no mesmo canal, o telespectador pode curtir o " Nos Caminhos dos Viajantes”, programa que percorre as trilhas descritas por naturalistas do século XIX, como o inglês Charles Darwin, dos ecossistemas brasileiros. Ao refazer as primeiras expedições científicas no país, a atração promove um resgate histórico da fauna e da flora brasileiras.

Na TV Cultura, a série “História da Arte no Brasil” aborda os principais momentos e movimentos da arte brasileira, como barroco, modernismo, entre outros. O programa vai ao ar às segundas-feiras, às 5h.

Na terça-feira (23), a partir das 5h, o programa “100 Anos de Cultura e Conflitos”, na TV Senado, terá um episódio só sobre a Primeira República, marcada por problemas sociais, especialmente originados pelos séculos de escravidão no Brasil. No sábado (27), a partir das 14h, o canal exibirá o segundo episódio sobre o período republicano, desta vez focando no papel importante que os negros livres e os imigrantes desempenharam nos primeiros anos do regime, apesar da trágica realidade.

Essas são atrações de apenas alguns dos mais de 80 canais disponíveis na nova parabólica digital, que funciona com qualidade de imagem e som superior à da parabólica tradicional, cujo sinal, em breve, vai deixar de ser transmitido em todo o Brasil. A nova parabólica digital pode ser obtida gratuitamente por todos aqueles inscritos no CadÚnico, que recebem algum benefício do governo federal, e que tenham a parabólica tradicional instalada e funcionando. Para verificar se tem direito à troca, é preciso acessar o site sigaantenado.com.br ou ligar para 0800 729 2404. 

Realizada pela Siga Antenado desde 2022, a substituição da antena é necessária porque, em breve, a parabólica tradicional deixará de funcionar. Quem não fizer a atualização pode ficar sem sinal de TV. O agendamento para a instalação do kit gratuito com a nova parabólica digital, que é liberado por fases, está disponível em 3.678 municípios brasileiros. 

Sobre a Siga Antenado

Siga Antenado é o nome fantasia da EAF (Entidade Administradora da Faixa), criada por determinação da Anatel. É a entidade responsável por apoiar a população durante a migração do sinal de TV utilizado pelas parabólicas tradicionais (Banda C) para o sinal das parabólicas digitais (Banda Ku). A Siga Antenado é formada pelas operadoras Claro, TIM e Vivo, que foram as vencedoras dos blocos nacionais do leilão do 5G, com as licenças da faixa 3,5 GHz.

Guerra Mundial: entenda riscos de um conflito entre Israel e Irã.

Foto: Reuters

O risco de uma nova guerra mundial existe caso Israel revide o último ataque do Irã, o que pode arrastar o planeta para uma crise econômica de grandes proporções, segundo especialistas entrevistados pela Agência Brasil.

O mundo aguarda qual será a resposta militar de Israel ao ataque sofrido do Irã que, por sua vez, estava revidando o ataque à sua embaixada em Damasco, na Síria. Os aliados de Tel Aviv apelam, publicamente, para que o país não amplie a guerra no Oriente Médio, Já o Irã promete uma “resposta feroz”, rápida e “ainda mais dura” caso Israel revide o ataque.

O doutor em história pela Universidade de São Paulo (USP), José Arbex Junior, avalia que estamos caminhando para um cenário que, se não for contido, pode levar a uma guerra mundial.

“Quando você engaja o Irã no conflito, você está mexendo com toda a estrutura geopolítica de poder e, historicamente, os Estados Unidos mantém uma relação bastante hostil com o Irã desde pelo menos 1979, quando teve a Revolução Iraniana”, comentou.

Foto: Damião A. Francisco

Para o especialista, os Estados Unidos (EUA) e seus aliados vivem agora um novo impasse. “Eles não têm como entrar com tudo em uma guerra contra o Irã. Afinal, isso arruinaria a economia mundial e arruinaria as chances do [Joe] Biden se reeleger presidente dos EUA”, destacou.

Arbex lembrou que o Irã controla o Estreito de Hormuz, pequeno pedaço de oceano por onde passa boa parte do comércio mundial de petróleo. “Imagina se o Irã, em uma situação de conflito, resolve fechar o Estreito de Hormuz? O preço do barril do petróleo sobe, tranquilamente, para 150 dólares ou mais. Isso explode a economia europeia. Por isso que os europeus estão em pânico”, completou.

O professor de jornalismo da USP, que foi correspondente internacional em Moscou e Nova Iorque, citou ainda que o Irã é fundamental para economia chinesa.

“[O petróleo do Irã] é o sangue da economia chinesa. Então, se for interrompido o fornecimento de petróleo para a China, por força da guerra, não tenho dúvida nenhuma de que a China vai se alinhar com o Irã”, completou José, acrescentando que, diplomaticamente, Pequim já é próximo de Teerã.

A professora de Relações Internacionais do Ibmec de São Paulo, Natalia Fingermann, também avaliou que a guerra, hoje regional, pode escalar para uma guerra global devido ao cenário de grande instabilidade, que vem se agravando desde a Guerra na Ucrânia.

Foto:  Arquivo pessoal

“O risco existe. Não é uma coisa totalmente distante, louca ou sem sentido nenhum. O risco existe e acho que ele nunca foi tão possível, pelo menos nos últimos 40 anos”, destacou a professora, acrescentando que há ainda o risco do uso de armas nucleares.

Fingermann lembrou que a escalada do conflito pode aumentar a inflação global, afetando todo o mundo. “[Se o conflito aumentar], vamos ter um aumento do preço do petróleo e, consequentemente, um processo de inflação global porque, querendo ou não, o petróleo ainda é a principal fonte de energia e de transporte do alimento do mundo”, acrescentou

Israel e EUA

O professor José Arbex avaliou que Israel atacou a Embaixada do Irã, em Damasco, com objetivo de envolver Teerã no conflito para, com isso, tentar trazer os EUA para mais perto de Tel Aviv.

O especialista argumentou que Israel estava isolado internacionalmente e, internamente, o governo vinha sofrendo pressões pela saída do primeiro-ministro, Benjamim Netanyahu, que corre o risco ser preso se deixar o poder. Além disso, citou a econômica do país, parcialmente paralisada pela guerra, como outro fator preocupante para Israel.

“Netanyahu jogou todas as fichas no agravamento do conflito com o Irã para puxar apoio dos Estados Unidos, que ele estava perdendo por causa das eleições nos EUA.” Ele acrescentou que Gaza tem afetado a perspectiva eleitoral de Biden.

A professora Natalia Fingermann lembrou que, oficialmente, Israel justificou o ataque contra a embaixada do Irã para desarticular o apoio que do país ao Hezbollah, grupo do Líbano em conflito na fronteira Norte de Israel. Porém, ela avaliou que Netanyahu teve outros ganhos com o envolvimento direto do Irã.

“Primeiro, ele tira o foco sobre Gaza, que sai da pauta internacional, e ele volta a ter apoio internacional e doméstico. Então, em certa medida, ele consegue fazer a sua manutenção de poder”, resssaltou.

Questão palestina

Fingermann disse ainda que a entrada do Irã pode ter consequências negativas para causa palestina. Para a especialista, Netanyahu foi quem mais tirou vantagem na nova situação.

“Quando todos os grandes aliados de Israel, como Estados Unidos, França e Inglaterra, param de olhar para Gaza e focam mais no Irã, a gente tem, assim, o receio de que aquela população fique abandonada.”

Para o professor José Urbex, a questão palestina se fortalece, pois mostra que eles não estariam sozinhos contra Israel. Ele citou ainda a manifestação da presidente da União Europeia, Ursula von der Leyen, que, apesar de condenar o Irã, pediu que a questão palestina seja resolvida.

“Não é por acaso que ela faz uma declaração dessa. O Irã demonstrou que, se essa coisa prosseguir e a guerra prevalecer, a coisa vai ficar muito feia”, disse. Além disso, Arbex avaliou que o ataque do Irã revelou certa fragilidade de Israel, que precisou dos aliados para conter os drones de Teerã.

“[Ajudaram Israel] os Estados Unidos, Inglaterra, Jordânia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e a fragata francesa, que está estacionada lá perto. O que sobrou para Israel fazer? Sobrou pouquíssima coisa. Israel é integralmente dependente desses aliados externos”, acrescentou.

Fonte Agência Brasil

TRT retém R$ 765 mil de premiações do ABC para pagamento de dívidas trabalhistas.

O Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN) reteve R$ 765 mil das premiações recebidas pelo ABC da CBF neste ano de 2024 para o pagamento de dívidas do clube com a Justiça do Trabalho.

Segundo o juiz Inácio André de Oliveira, havia R$ 2.063.943,39 na conta judicial, valor decorrente "de repasses da CBF realizados em 2024" pelas participações do clube nas copas do Brasil e do Nordeste.

Foto: Augusto César Gomes

A decisão, portanto, reteve R$ 765 mil para o pagamento dos trabalhadores e liberou cerca de 1,2 milhão para o ABC.

A dívida trabalhista total do clube atualmente é de R$ 6,3 milhões e envolve 32 processos, segundo o Tribunal Regional do Trabalho.

O plano de pagamento para 2024, que destinará R$ 150 mil mensais para pagamento aos credores, foi homologado nesta quinta-feira (18) pelo juiz Inácio André de Oliveira, da CMPP/CAEX.

Além disso, segundo o TRT, cerca de R$ 65 mil, em média, referentes à Timemania têm sido depositados mensalmente na conta judicial.

O juiz esclareceu que os pagamentos foram programados para serem realizados por ordem de antiguidade de processos.

Fonte g1/RN

Audiência sobre situação do Estádio Nogueirão é marcada por ausência de representantes da Prefeitura de Mossoró.

Foto: Edilberto Barros

A Câmara Municipal de Mossoró realizou, na manhã de ontem, 18, uma audiência pública para debater a situação do Estádio Manoel Leonardo Nogueira, conhecido popularmente como Nogueirão. A audiência, de iniciativa do vereado Isaac da Casca (MDB), trouxe à tona questões críticas sobre o estado do equipamento esportivo e enfatizou a necessidade imediata manutenção.

Ninguém da Prefeitura de Mossoró compareceu.

Na composição da mesa, estiveram presentes o vereador Isaac da Casca, a vereadora Marleide Cunha, Hieraldo Santos, professor de educação física da UERN, Hermeson Pinheiro, presidente da OAB/Mossoró, o representante do Baraúnas Lima Neto, Lenilton, do Mossoró Esporte Público e o ex-vereador Genivan Vale. Também participaram da audiência os vereadores Tony Fernandes, Paulo Igo e Omar Nogueira, além de representantes de setores ligados ao esporte.

Desabamento e apelo

Em fevereiro deste ano, uma parte significativa do Estádio Nogueirão desabou. Para o presidente da OAB, Hemerson Pinheiro, o incidente é um reflexo da falta de manutenção do Nogueirão ao longo dos anos. “Em 2016, a UNI-RN apresentou um estudo que já apontava a precariedade das instalações”, explicou. Hemerson pontuou ainda o perigo da falta de manutenção da estrutura para as pessoas que residem ou frequentam o entorno do Estádio. “Todos os dias pessoas fazem caminhadas ali. Passam pelo local. E correm riscos”, alertou.

Além do perigo a segurança das pessoas, a estrutura precária do Estádio também causa preocupação por causa do impacto social e econômico e falta de preservação da história de Mossoró. O professor de educação física da UERN Hieraldo Santos destacou os efeitos que a paralização das atividades no Estádio provoca na comunidade local. “As atividades que deixam de ser desenvolvidas ali impactam na geração de emprego e renda para uma série de trabalhadores que vivem direta ou indiretamente de eventos esportivos”.

Lima Neto, que representou o time de futebol Baraúnas, fez um apelo para a recuperação parcial do estádio, citando o abandono do gramado e os custos proibitivos de realizar jogos em outras cidades. “Estamos quase perdendo o gramado dali, que está abandonado. Temos que realizar os jogos na cidade de Assu, porque Mossoró não tem estádio adequado para eventos oficiais de futebol. Torcedores gastam com deslocamento e nós gastamos com a estrutura de outros estádios, quando estes valores poderiam está sendo investidos no Nogueirão”, disse.

Reforçando o apelo para a recuperação do Nogueirão, o vereador Isaac da Casca revelou que Mossoró é a única cidade brasileira, com uma população com mais de 250 mil habitantes, que não possui estádio de futebol habilitado para receber um jogo oficial de futebol.

Ausência

Para a vereadora Marleide Cunha, a falta de representantes da Prefeitura de Mossoró e de outros vereadores da situação na audiência é problemática. “Observo aqui que não há representantes da Prefeitura e nem vereadores de situação. Não há desculpa para a ausência, temos obrigação de vir aqui debater assuntos importantes para a população”, disse.

Os vereadores Tony Fernandes, Omar Nogueira e Paulo Igo reforçaram a crítica da vereadora e condenaram a ausência da Secretaria Municipal de Esportes. “A audiência pública deixa claro que a situação do Estádio Nogueirão é uma questão urgente que requer atenção imediata. A comunidade de Mossoró e os representantes do esporte local estão clamando por ações concretas para restaurar o estádio e garantir a segurança e o bem-estar das famílias que vivem no entorno. E é um espanto que a Secretaria Municipal de Esportes não envie representantes”, disse Tony.

Nota da Prefeitura

Em contrapartida, a Prefeitura de Mossoró, por meio da Comissão de Projeto Estratégico de Gestão, enviou uma nota à Câmara, sobre um projeto técnico e a possibilidade de permuta para um novo estádio na cidade.

De acordo com a nota, assinada pelo secretário de programas e projetos estratégicos, Almir Mariano, a ideia é construir um novo estádio. A ideia, ainda de acordo com a nota, surgiu após debates e análises de diversas secretarias e representantes dos clubes mossoroenses Potiguar e Baraúnas.

Haverá uma consulta pública para que a população possa opinar. Posteriormente, o documento será enviado à Câmara Municipal de Mossoró para aprovação do edital de permuta para construção do estádio.

Ofício

Ao final da audiência, um ofício com demandas e sugestões feitas pelos participantes do debate, e com o objetivo para minimizar os impactos que a paralização do Estágio Nogueirão, será encaminhado para a Prefeitura de Mossoró.

Fonte Blog do Barreto

quarta-feira, 17 de abril de 2024

Fuga de presos de Mossoró 'foi a única e será a última' dos presídios federais, diz Lewandowski.

Foto: Vinicius Loures

O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, afirmou nesta terça-feira (16) que a fuga dos dois detentos do presídio de segurança máxima de Mossoró (RN) "foi a única e será a última" do sistema penitenciário federal.

Ele deu as declarações durante uma audiência na Comissão de Segurança Pública da Câmara. Ao comentar a fuga de Rogério da Silva Mendonça e Deibson Cabral Nascimento em fevereiro, o ministro disse que várias falhas no estabelecimento prisional permitiram que a dupla escapasse, como o "relaxamento da vigilância".

Rogério e Deibson ficaram 50 dias foragidos e foram recapturados em Marabá, no Pará, a mais de 1,5 mil quilômetros de Mossoró.

"Projeto antiquado, obsoleto. É uma prisão que tem mais de 20 anos, uma penitenciária antiquíssima em que os padrões de segurança talvez não fossem tão rigorosos como hoje se exigem nas novas penitenciárias", disse.

"Houve a fadiga do material, houve sim relaxamento da vigilância, houve quebra dos protocolos de segurança, as revistas diárias não foram feitas, vários equipamentos falharam, estavam fora de uso, obsoletos, como videocâmeras, luzes. Não havia as muralhas em torno de presídios, porque isso é normal, todo presídio é cercado de muralhas", completou o ministro.

A fuga dos detentos de Mossoró foi a primeira na história do sistema penitenciário federal, instituído em 2006. Além da penitenciária do Rio Grande Norte, há outras quatro unidades.

Rogério Mendonça e Deibson Nascimento fugiram do presídio em 14 de fevereiro, após abrirem passagem por um buraco atrás de uma luminária. Na fuga, eles cortaram duas cercas de arame usando ferramentas de uma obra que ocorria no local.

Eles foram recapturados no dia 4 de abril por agentes da Polícia Rodoviária Federal com o apoio da Polícia Federal.

Oposição critica atuação do governo

A atuação do governo federal foi criticada por deputados que participaram da comissão. "Foram 50 dias de operação que nada se resolveu no estado, de fracasso", disse o deputado Sargento Gonçalves (PL-RN).

Lewandowski afirmou que a direção do presídio foi afastada e que o processo de licitação para obras de aprimoramento do sistema de segurança estão em curso. "A volta dos presos para Mossoró demonstra exatamente a confiança da administração na segurança daquele presídio federal", disse o ministro.

"Estamos no processo de licitação de Mossoró, tudo de acordo com a legislação vigente da Lei de Licitações. Há verba, sim, para isso no Fundo Penitenciário e está sendo utilizado", acrescentou.

Saidinha

O ministro defendeu o veto feito pelo presidente Lula ao projeto das saídas temporárias de presos. O veto manteve o direito à saída temporária dos presos do semiaberto para visita a familiares.

"O presidente da República homenageando o congresso sancionou 90% ou mais desse projeto de lei", declarou o ministro.

Lewandowski disse que Lula defendeu a não concessão do benefício a detentos que cometeram crimes de alta periculosidade.

"Outra questão polêmica, que o presidente respeitou e nos cobrou: "Vamos vetar ou existem mecanismos para que os presos perigosos que cometeram crimes perigosos não tenham direito à saída temporária?" Eu disse: sim, presidente, nós mantivemos", disse.

Fonte g1/RN

Médica, Zenaide alerta sobre volta do sarampo e faz apelo para população se vacinar.

Foto: Geraldo Magela

Ao defender a aprovação, no Congresso Nacional, do projeto de lei 826/2019, que cria o Programa Nacional de Vacinação em Escolas Públicas e seguiu recentemente para votação em plenário, a senadora Zenaide Maia (PSD), que também é médica, faz um apelo para que a população brasileira volte a se vacinar contra o sarampo e para que pais, mães e demais responsáveis por menores de idade também vacinem as crianças. Ela alerta para um fato preocupante: a doença, que é grave e pode levar à morte, voltou a crescer no país. 

“Entrei no voo para Brasília e havia uma pessoa com sarampo, algo que seria inimaginável há pouco tempo. Nos últimos anos, a partir de teorias estapafúrdias, sem lógica científica, tem havido uma diminuição gravíssima da cobertura vacinal, colocando em risco a vida e a saúde da população”, afirma. 

Conforme a parlamentar, antes da vacina, o sarampo matava mais de dois milhões de pessoas por ano em todo mundo. A vacinação eliminou a doença não apenas no Brasil, mas em todo o continente americano, como reconheceu a Organização Pan Americana de Saúde, em 2016. 

“É fundamental defender as políticas de vacinação não apenas contra o sarampo, mas contra outras doenças para as quais a ciência já desenvolveu imunizantes. E mais: é importante que a vacina esteja presente em todos os cantos do país, acessíveis ao maior número de pessoas, de todas as idades, sempre de acordo com as melhores práticas científicas. É esse o sentido do nosso trabalho legislativo: a defesa da vida”, frisa Zenaide. 

Militante defensora da saúde pública, a senadora reforça a necessidade de promover canais de informação de interesse público para combater o negacionismo e as notícias falsas que circulam na internet. “Pais, mães: vacinem seus filhos! É gratuito e pode salvar uma vida inocente! Eu sempre digo o seguinte: familiares e demais responsáveis que deixam de vacinar crianças mesmo sabendo dos riscos da não imunização estão cometendo crime de abandono de incapaz”, reitera Zenaide. 

Sarampo mata

Segundo o ministério da Saúde (https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sarampo), o sarampo é uma doença grave que pode deixar sequelas por toda a vida ou até mesmo causar a morte. A vacina é a maneira mais efetiva de evitar que isso aconteça.  

Algumas das complicações do sarampo são:

Pneumonia (infecção no pulmão) - Cerca de 1 em cada 20 crianças com sarampo pode desenvolver pneumonia, causa mais comum de morte por sarampo em crianças pequenas;

Otite média aguda (infecção no ouvido) - Ocorre em cerca de 1 em 10 crianças com sarampo e pode resultar em perda auditiva permanente;

Encefalite aguda (inflamação no cérebro) - 1 a 4 em cada 1.000 crianças podem desenvolver essa complicação e 10% destas podem morrer;

Morte - 1 a 3 a cada 1.000 crianças doentes podem morrer em decorrência de complicações da doença.

Para Zenaide, a evolução e o retorno dessa doença exemplificam, “de modo bastante adequado”, a importância da imunização para a saúde da sociedade de modo geral, além de lançar luz a respeito dos riscos de posturas não respaldadas pelo melhor conhecimento científico. 

Ministério da Saúde orienta

Segundo o Ministério da Saúde (https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/s/sarampo/vacinacao), na rotina dos serviços de saúde, todas as pessoas de 12 meses a 59 anos de idade têm indicação para serem vacinadas contra o sarampo. Adolescentes e adultos não vacinados ou com esquema incompleto contra o sarampo devem iniciar ou completar o esquema vacinal de acordo com a situação encontrada, respeitando as indicações do Calendário Nacional de Vacinação. 

Na rotina dos serviços públicos de vacinação, há duas vacinas disponíveis para proteção contra o sarampo: vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) e a tetraviral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela).

A administração dessas vacinas é feita conforme as indicações estabelecidas no Calendário Nacional de Vacinação. 

Vacinação nas escolas

Zenaide trabalha pela aprovação do projeto de lei 826/2019, que cria o Programa Nacional de Vacinação em Escolas Públicas. Aprovada em fevereiro deste ano na Comissão de Educação da Casa, com voto a favor e forte defesa verbal da representante potiguar, a proposta já está pronta para ser votado no Plenário do Senado. 

O objetivo do projeto é ampliar a cobertura vacinal da população. Equipes de saúde locais irão às escolas públicas para vacinar as crianças matriculadas nos ensinos infantil e fundamental, oferecendo as vacinas previstas para cada idade. 

“A imunização dentro da escola constitui um grande avanço na proteção das nossas infância e juventude e ajuda muitos pais que trabalha o dia todo fora de casa. Lamentavelmente, grupos anticiência e antivacinas têm se levantado contra isso, usando argumentos falaciosos, disseminando mentiras a respeito de riscos que não existem. As vacinas salvam vidas e a desinformação pode matar”, observa Zenaide.

Doença foi epidemia no Brasil

O sarampo passou a ser doença de notificação compulsória nacional em 1968. Durante muitos anos, foi uma das principais causas de mortalidade na infância, principalmente nos menores de um ano de idade. A doença comportava-se de forma endêmica no Brasil, ocorrendo epidemias a cada dois ou três anos.

A vacina contra o sarampo foi introduzida no Brasil na década de 1960, ainda de modo descontinuado. Em 1973, foi criado o Programa Nacional de Imunizações (PNI), com os objetivos principais de organizar, implementar e avaliar as ações de imunização em todo o país.

A partir de então foram realizadas campanhas em áreas urbanas de vários estados e em locais onde eram encontradas baixas coberturas vacinais. Em 1992, o Brasil definiu a extinção da doença como prioridade da sua política de saúde implantando o Plano Nacional de Eliminação do Sarampo.

O Plano teve previa a vacinação da população entre nove meses e 14 anos de idade, um mínimo de 95% de cobertura vacinal para os menores de um ano de idade, vigilância epidemiológica intensiva para os casos suspeitos na comunidade, capacitação de pessoal, campanhas de divulgação, entre outras ações. Os resultados foram extremamente positivos.

“Apesar desses grandes avanços, o comportamento antivacina e a exploração político-demagógica dessa crença não científica ganharam mais repercussão durante a pandemia do coronavírus, quando até mesmo autoridades de saúde, além do próprio presidente da República, pregaram no Brasil contra as vacinas e boicotaram o Programa Nacional de Imunização (PNI)”, assinala Zenaide.

Vereadora cobra pagamento de emendas dos anos de 2021 a 2024.

Foto: Edilberto Barros

Em pronunciamento na Câmara Municipal de Mossoró, nesta terça-feira (16), a vereadora Carmem Júlia (MDB) voltou a cobrar o pagamento de emendas impositivas referentes aos anos de 2021 a 2024. 

As emendas impositivas são uma fatia do orçamento municipal, alocadas anualmente pelos parlamentares na Lei Orçamentária Anual (LOA). Segundo a parlamentar, até então, desde 2021, o repasse das emendas não tem sido feito pela gestão municipal. 

“Importante instituições, ONGs e equipamentos públicos não receberam as emendas, como a Liga de Estudos e Combate ao Câncer, por exemplo. Também há emendas destinadas ao município, para compra de aparelho de ultrassonografia e para as Unidades de Pronto Atendimento (UPA)”, exemplificou. 

Obras

Outro destaque no pronunciamento de Carmem Júlia foi o andamento das obras em Mossoró. Segundo a parlamentar, não adianta que a gestão municipal inicie várias construções, sem finalizar as obras que já estão em andamento. 

“Como acontece no PAM do Bom Jardim, com o tomógrafo encaixotado há dois anos, e a obra segue se arrastando. Assim como a Cobal, Vuco Vuco e tantas outras. Não adianta iniciar várias obras e não terminar”, observou. 

Ainda de acordo com a vereadora, enquanto o município anuncia construção de novas Unidades Básicas de Saúdes (UBS), as unidades já existentes sofrem com falta de equipamentos, medicamentos e profissionais. 

“Não adianta só construir um equipamento, tem que colocar pra funcionar, e funcionar a contento. Que atenda a população daquela região. Faço aqui essa cobrança para que a população abra os olhos. São muitas obras que são iniciadas, mas o que adianta iniciar e não concluir?”, questionou.

Por Alessandro Dantas

segunda-feira, 15 de abril de 2024

Sem conseguir montar nominata, Larissa desiste de ser candidata.

Foto: Reprodução

Os municípios que formaram suas nominatas e têm pré-candidatos no PSB deverão ser priorizados e fortalecidos, mas os danos da alteração no comando do Partido Socialista Brasileiro às vésperas do fechamento do prazo de filiações partidárias para as eleições deste ano ainda não foram totalmente analisados pela nova presidente estadual do partido, ex-deputada Larissa Rosado. Seu nome foi oficializado nesta quarta-feira (10), após reunião com o presidente nacional, Carlos Siqueira, em Brasília.

Larissa assume o partido após desentendimento da direção nacional com Rafael Motta, que presidia a sigla no estado, na semana passada. Numa articulação, via PT nacional, o PT RN conseguiu do PSB a garantia de permanência do em sua base, em apoio à candidatura de Natália Bonavides (PT), na capital, e a saída da base do prefeito Allyson Bezerra (União), em Mossoró.

Sem concordar com a retirada da sua pré-candidatura a prefeito, Motta saiu do PSB. Entre os acordos com seu partido de destino, o Avante, estaria a promessa de levar os nomes ligados a ele nos municípios.

Em Mossoró, reduto do rosadismo, a nominata, que fora montada pelo grupo de Allyson Bezerra, foi desfeita. Com o partido nas mãos do sandrismo (grupo de Sandra Rosado) a menos de 48 horas para fechamento dos prazos, na cidade oesteana não houve tempo hábil para montar nova lista de pré-candidatos. A própria Larissa Rosado não colocará seu nome à vereança e vai mirar na campanha estadual de 2026.

“A nominata não se faz de uma hora para outra. Então eu enxerguei nessa possibilidade de retorno ao PSB uma oportunidade também, além de estar num partido que eu gosto, que eu me identifico, mas de reconstrução do partido e de possibilidade de retorno a outras posições de nível político no estado”, explicou.

O grupo de Larissa Rosado foi filiado ao PSB de 2005 a 2018. Agora, retorna com o objetivo de crescimento do partido. Esse, segundo a ex-deputada, foi o principal mote da reunião com Carlos Siqueira.

“A comissão provisória foi montada observando psbistas antigos, pessoas que estão no partido há muito tempo, algumas pessoas que são candidatas. Depois da comissão publicada (no TSE), vamos fazer reunião com o pessoal de Natal e vamos percorrer o estado inteiro e onde tiver candidatura, a gente vai chegar para conversar, para ver quem tem apoio, o que pode ser viabilizado”, afirma.

Mesmo tendo assumido o PSB com a aliança em Natal e Mossoró com o PT firmada em âmbito nacional, Larissa diz entender que ficou claro na conversa com Siqueira que “existe a parceria com o PT, mas o PSB tem escolhas próprias, apesar do apoio a Natália e o alinhamento em Mossoró, vamos observar as nuances do partido em todos os lugares”.

Em Natal, o presidente Wellington Bernardo garantiu à nova presidente da sigla que a nominata formadas por 30 pré-candidatos a vereador, “chega até o dia da convenção com tranquilidade”. “Uma nominata forte, onde a gente pode fazer dois vereadores”, espera.

Em Mossoró, o PSB volta para a oposição, onde permaneceu até o mês de fevereiro, quando havia passado para a base do prefeito. Com a oposição dividida, o PSB se mantém alinhada com o lado esquerdo, apoiando o projeto que o PT lançar, seja qual for.

Nos demais municípios, a presidente ainda deve se inteirar da situação.

“Ainda não tive acesso. Pelo que eu vi não temos nenhum prefeito, mas nós temos pré-candidatura a prefeito. Vamos chegar a cada lugar que o partido tem candidatura, a prefeito, vice-prefeito, vereador, para apoiar essas pessoas”, afirma.

O trabalho de apoio em 2024 foca em 2026. Após o período eleitoral, uma segunda parte deve ser realizada.

“Vamos fazer trabalhos do PSB Mulher, de escola de lideranças para atrair novos filiados para o PSB. Eu entendo que o período eleitoral não é o período de fazer essa outra parte de escola de líderes, do PSB mulher, do fortalecimento de candidaturas femininas, agora é através do apoio partidário mesmo”, finaliza.

Por Carol Ribeiro

Governo inicia serviços para construção da sede do 12º BPM, em Mossoró.

Foto: Carlos Santos

Com previsão de investimento na ordem de R$ 1,9 mi, começaram os serviços de terraplanagem na área de construção da nova sede do 12º Batalhão da Polícia Militar (BPM), na zona leste de Mossoró.

Construído no prolongamento da avenida Antônio Campos e Silva, no bairro Costa e Silva, a nova sede terá uma localização estratégica, segundo as autoridades de segurança, estando ainda próxima de importantes equipamentos públicos como o campus central da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia e o Abatedouro Frigorífico de Mossoró (AFIM).

“Abrange tanto a área de mata que temos próximas da Costa Branca, que também engloba a região do batalhão e toda a região entre bairros populosos como o Vingt Rosado, os Pintos e o próprio Ninho, que é um bairro particular, mas que muitas das vezes acontecem algumas ocorrências”. Exalta o tenente-coronel Jailson Andrelino de Souza Cavalcante, comandante do 12º BPM.

Em terreno doado pela Uern, a ordem de serviço foi assinada pela governadora Fátima Bezerra (PT) em 20 de fevereiro e o prazo para conclusão das obras é de um ano. Parte dos recursos a construção advém de emenda do deputado General Girão (PL).

Fonte BSV

Aprenda a fazer uma receita de batata-doce cremosa.

Foto: Divulgação

A batata-doce é um alimento fácil de encontrar, acessível, além de muito saborosa. Versátil, ela pode ser consumida apenas cozida, como purê, e até no preparo de algumas massas, como pães.

A receita deste domingo (14) do Inter TV Rural apresenta uma batata-doce cremosa. É uma maneira diferente de consumir essa raiz tão comum na mesa dos nordestinos, sobretudo no interior. O preparo é feito ao forno, com poucos ingredientes e muto sabor.

Veja a receita a abaixo:

Ingredientes

. 2 batatas-doces grandes cozidas em água e sal (cada uma pesando aproximadamente 450g)

. 200 g de queijo coalho ralado grosseiramente

. 100 g ou ½ copo de requeijão cremoso

. Erva aromática de preferência (nessa receita utilizamos alecrim e orégano)

. 30 ml ou 2 colheres de sopa de manteiga de garrafa

. Azeite, sal e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo

Vamos lavar bem as batatas e em seguida cozinhá-las inteiras, em água e sal, sem tirar a casca, até que elas fiquem macias. Devemos usar batatas médias ou grandes para esse preparo.

Após cozinhar, vamos cortar as batatas ao meio, no sentido longitudinal (do comprimento) e com a ajuda de uma colher retiramos parte da polpa das batatas. É importante deixar cerca de ½ cm de polpa perto da casca.

Essa polpa que vamos retirar deve ser reservada em um recipiente. Vamos utilizar a polpa para rechear as batatas. Temperamos a batata com sal, pimenta do reino e ervas aromáticas, além de metade da porção de queijo separada para essa receita (a outra metade fica para a finalização). Misturamos bem. Por fim, colocamos também o requeijão cremoso.

Após misturar bem essa espécie de purê, vamos rechear as partes das batatas-doces que ficaram com a casca.

Quem preferir, pode reservar uma parte desse recheio para usar em outro preparo. Nessa receita utilizamos apenas 2/3 da purê da batata para o recheio.

Nas batatas inteiras, vamos pincelar um pouco de manteiga da terra e em seguida preenchemos todo espaço com o recheio feito com o purê da batata. Repetimos esse processo com todas as batatas e finalizar com o queijo coalho ralado por cima. Quem quiser pode colocar um pouco de orégano ou outra erva de preferência por cima.

Levamos as batatas ao forno para gratinar em uma assadeira untada com um fio de azeite. O forno deve ser preaquecido a 200 ° até que a superfície fique levemente dourada.

Nessa receita as batatas ficaram cerca e 30 minutos ao forno, mas o tempo pode variar de acordo com o forno e com o gosto.

Fonte g1/RN