Os professores contratados do município de Alexandria realizaram uma mobilização no dia 12 de junho após tentativas de diálogo com a gestão municipal, por meio de ofícios, sem obtenção de resposta. O objetivo era discutir o reajuste do piso salarial da categoria. Após uma paralisação de um dia, foi marcada uma reunião entre os profissionais e a gestão.
Os professores compareceram acompanhados de um advogado escolhido pela categoria para representá-los. No entanto, durante o encontro, o assessor jurídico do prefeito deixou a reunião por não concordar com a participação do representante legal dos professores.
Durante o recesso escolar, cerca de 16 professores que não participaram da paralisação foram convocados para uma reunião na qual foram informados de que os contratos seriam encerrados e que, para permanecerem trabalhando, deveriam assinar contrato com uma empresa terceirizada. Os demais professores não foram chamados para esse encontro.
Posteriormente, a Secretaria Municipal de Educação informou, por meio das redes sociais, que a situação estaria relacionada a uma decisão do TCE-RN que impediria novas contratações ou renovações de contratos. Entretanto, os professores ressaltam que seus contratos foram assinados em janeiro de 2026, com vigência prevista até fevereiro de 2027.
A proposta apresentada pela empresa terceirizada gerou preocupação entre os profissionais, pois não prevê o cargo de professor, mas sim o de auxiliar de turma. Segundo os docentes, isso representaria um rebaixamento da função exercida, além de possíveis prejuízos relacionados aos direitos trabalhistas e previdenciários, bem como à comprovação do exercício da atividade docente. Diante disso, mais de 40 professores se recusaram a assinar os contratos.
Até o momento, os profissionais afirmam não ter recebido qualquer comunicado oficial sobre uma possível exoneração, tendo conhecimento apenas por informações verbais e comunicações informais nas redes sociais, o que tem gerado insegurança jurídica e profissional.
Em busca de esclarecimentos, pais e professores realizaram uma nova manifestação nesta terça-feira (30) e acompanharam uma sessão da Câmara Municipal. Na ocasião, vereadores informaram que não haviam sido oficialmente comunicados sobre exonerações ou outras medidas relacionadas aos contratos dos professores.
Diante da ausência de informações oficiais, pais, alunos e professores aguardam um posicionamento da gestão municipal sobre a continuidade dos contratos, o funcionamento das escolas e a manutenção do trabalho pedagógico já desenvolvido pelos atuais docentes. Com o retorno das aulas se aproximando, cresce a preocupação das famílias quanto à continuidade do ensino e à possibilidade de mudanças que possam impactar o processo de aprendizagem dos estudantes.









