sábado, 7 de novembro de 2026

Hospital Tarcísio Maia ganha reforço com segundo tomógrafo e neurologia 24 horas.

O Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró, receberá um novo tomógrafo até o fim deste ano. A informação foi confirmada pelo secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, durante visita à unidade nesta sexta-feira (6).

O equipamento será enviado pelo Ministério da Saúde e deverá ser instalado na antiga sala de Raio-X. Para receber o novo tomógrafo, o espaço passará por uma reforma, que não estava prevista no projeto inicial de revitalização do hospital.

Com a chegada do equipamento, o HRTM contará com um segundo tomógrafo, ampliando a capacidade de atendimento da unidade.

Foto: Reprodução

Reforço na neurologia

Durante a visita, o secretário também anunciou um convênio com a Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM).

A pedido da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), a entidade contratou uma empresa do Rio Grande do Sul para oferecer atendimento em neurologia por telemedicina, em regime de plantão 24 horas.

O serviço deverá reforçar o atendimento especializado a pacientes com traumatismos, acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e meningite.

Alexandre Motta também acompanhou o andamento das obras de reforma do Hospital Tarcísio Maia. Segundo ele, parte dos serviços já foi concluída e a expectativa é que a maior parte da intervenção seja entregue até 31 de dezembro.

“Estamos com a obra bem adiantada”, afirmou o secretário.

Por Guilherme Fernandes

Simulação mostra que novo critério manteria Thabatta eleita e Robinson na suplência.

Uma simulação matemática baseada nos resultados oficiais das eleições de 2026 para deputado federal no Rio Grande do Norte aponta que uma eventual mudança no critério de distribuição das sobras eleitorais não alteraria a composição da bancada potiguar na Câmara dos Deputados.

O levantamento foi motivado pela Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8036, apresentada pelo PDT ao Supremo Tribunal Federal (STF). A ação questiona o atual sistema das maiores médias, utilizado na distribuição das sobras eleitorais, e está sob relatoria do ministro Gilmar Mendes.

O partido argumenta que o modelo pode favorecer a concentração de mandatos em determinadas legendas. A ação, no entanto, não apresenta uma fórmula substituta definitiva. Para avaliar um possível impacto, a simulação adotou o critério dos maiores restos.

Nas eleições de 2026, o Rio Grande do Norte registrou 1.967.700 votos válidos para deputado federal. Com oito vagas em disputa, o quociente eleitoral foi de 245.962 votos.

Na primeira distribuição, o PL conquistou três cadeiras, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, ficou com duas, e a Federação União Progressista, composta por União Brasil e PP, conquistou uma. Restaram duas vagas para a distribuição das sobras.

Pelo atual método das maiores médias, a União Progressista ficou com a primeira vaga remanescente e a Federação Brasil da Esperança com a segunda. O resultado final foi de três deputados para o PL, três para a Federação Brasil da Esperança e dois para a União Progressista.

Na simulação pelo critério dos maiores restos, foram considerados os votos que não foram convertidos em cadeiras na primeira etapa. A União Progressista ficou com 241.925 votos restantes, seguida pela Federação Brasil da Esperança, com 143.866, e pelo PL, com 34.494.

As duas vagas remanescentes também seriam destinadas à União Progressista e à Federação Brasil da Esperança, mantendo exatamente a mesma divisão das oito cadeiras.

Foto: Reprodução

Thabatta mantém mandato e Robinson segue suplente

Com o resultado, a deputada federal eleita Thabatta Pimenta (PV), que recebeu 92.743 votos, manteria o mandato nos dois modelos analisados. Já Robinson Faria (PP), que obteve 123.008 votos, continuaria na suplência, pois a Federação União Progressista não conquistaria uma terceira cadeira.

Robinson terminou a disputa interna da federação apenas 32 votos atrás de João Maia (PP), eleito com 123.040 votos.

A diferença na votação individual dos candidatos, no entanto, não define isoladamente quem ocupa uma cadeira. No sistema proporcional, as vagas são conquistadas inicialmente pelos partidos e federações e, posteriormente, preenchidas pelos candidatos mais votados de cada grupo, conforme as regras legais.

A simulação reforça que, caso o STF optasse pela substituição do método das maiores médias pelo critério dos maiores restos, mantidas as demais condições do cálculo, não haveria mudança na bancada federal do Rio Grande do Norte.

O levantamento, porém, não antecipa o julgamento da ADI 8036. O Supremo poderá adotar outros critérios ou definir os efeitos de uma eventual decisão de forma diferente.

Por Guilherme Fernandes

quinta-feira, 5 de novembro de 2026

FICRO 2026 começa nesta quinta-feira e movimenta Mossoró com negócios, palestras e atrações culturais.


A 38ª edição da Feira Industrial e Comercial da Região Oeste (FICRO) começa nesta quinta-feira (5), em Mossoró. O evento segue até sábado (7), no Thermas Hall, com programação voltada ao empreendedorismo, geração de negócios e valorização da produção regional.

A feira será aberta ao público diariamente, das 16h às 22h. A programação reúne rodadas de negócios, palestras sobre gestão e mercado, Cozinha Show e atrações culturais com artistas locais e regionais.

A solenidade oficial de abertura está marcada para as 19h30 desta quinta-feira.

Criada em 1988 pelo Sebrae-RN, a FICRO passou a ser organizada pela Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM) em 1999. Ao longo de quase quatro décadas, o evento se consolidou como espaço para exposição de produtos e serviços, integração empresarial e geração de oportunidades para empresas de Mossoró e de outras cidades do Rio Grande do Norte.

Confira a programação

Quinta-feira (5)

9h às 15h – Rodada de Negócios Culturais – Sebrae-RN

16h – Abertura ao público e palestra Use Escala Corp

17h – Palestra: Infraero

18h – Palestra: Turbina Vendas – Sebrae-RN

19h30 – Solenidade de abertura da FICRO 2026

19h30 – Cozinha Show: Adega Mnemosine e Karolas – Sebrae-RN

21h – Farra de Casal – BNB Cultural

22h – Caroline Melo – BNB Cultural

Sexta-feira (6)

9h às 15h – Rodada de Negócios Feito Potiguar – Sebrae-RN

16h – Abertura ao público

17h – Palestra: Rafael Demetrius – De Mossoró para o Paraguai

18h – Palestra: Gestão que Sustenta – Tendências do Food Service para 2026 – Sebrae-RN

19h30 – Cozinha Show: Casa de Vó e U7 – Sebrae-RN

21h – Nida Lira – BNB Cultural

22h – Dayanne Nunes – BNB Cultural

Sábado (7)

16h – Abertura ao público e palestra MTB Indústria

17h – Palestra: Gabrielle Cornetti

18h30 – Palestra: Seu prato dá lucro ou você está pagando para o cliente comer? – Sebrae-RN

19h30 – Cozinha Show: Alimente Restaurante e Tenda Restaurante – Sebrae-RN

19h30 – Premiação dos expositores e do Concurso VideoMaker

21h – Caixa Pop – BNB Cultural

22h – RIS – BNB Cultural

Por Guilherme Fernandes

De olho em 2028, PSDB aposta em vitórias no Norte e Nordeste para recuperar força política.

Foto: Reprodução

O PSDB iniciou nesta quarta-feira (4) a preparação para as eleições municipais de 2028. A estratégia da legenda é ampliar sua presença nas regiões Norte e Nordeste, tendo como base as vitórias nos governos de Alagoas e do Tocantins.

O planejamento foi discutido durante reunião ampliada da Comissão Executiva Nacional, com a participação dos governadores eleitos JHC, de Alagoas, e Vicentinho Júnior, do Tocantins, além de prefeitos e parlamentares do partido.

O presidente nacional do PSDB, deputado Aécio Neves (MG), destacou a renovação da sigla e afirmou que as novas administrações devem ajudar a fortalecer o partido nos municípios.

A legenda também conta com os prefeitos Igor Normando, de Belém, e Léo Bezerra, de João Pessoa, que ingressaram no PSDB em 2026. A intenção é utilizar as gestões como vitrines para ampliar a presença regional e preparar o partido para as eleições de 2030.

JHC afirmou que pretende transformar Alagoas em uma referência de gestão pública. No estado, o PSDB também elegeu Marina Candia para o Senado e Gilvan Barros para a Câmara dos Deputados.

Desempenho eleitoral

O PSDB sofreu uma forte redução de sua presença municipal nas eleições de 2024. O partido elegeu 273 prefeitos, contra 523 em 2020, e, pela primeira vez desde sua fundação, em 1988, não conquistou nenhuma capital.

Nas eleições gerais de 2026, a legenda voltou a conquistar espaço ao eleger os governadores de Alagoas e do Tocantins, dois senadores, 11 deputados federais e 26 estaduais.

Apesar do avanço nos governos estaduais, o partido reduziu suas bancadas em relação a 2022. Na Câmara dos Deputados, passou de 13 para 11 parlamentares, enquanto nas assembleias legislativas caiu de 56 para 26 representantes.

Ainda assim, a federação PSDB-Cidadania superou a cláusula de desempenho e garantiu acesso aos recursos do Fundo Eleitoral e do Fundo Partidário no próximo pleito.

Por Guilherme Fernandes

quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Democratas viram o jogo e assumem Câmara e Senado impondo derrota histórica a Trump nos EUA.


O Partido Democrata elegeu a maioria da Câmara dos Representantes e do Senado dos Estados Unidos nas eleições legislativas de terça-feira (3), impondo uma derrota histórica ao presidente Donald Trump . Os republicanos perderam o controle das duas Casas do Congresso, que passaram às mãos da oposição em janeiro de 2027, nos dois últimos anos do mandato presidencial.

A derrota dificultará a aprovação de projetos do governo, dará aos democratas poder para bloquear o cronograma presidencial e ampliar as investigações sobre a Casa Branca. O resultado também poderá influenciar a disputa pela sucessão de Trump, nas eleições presidenciais de novembro de 2028, ao alterar a projeção de forças entre os partidos e as articulações em torno de possíveis candidatos.

Segundo balanço divulgado na manhã desta quarta-feira (4), os democratas conquistaram 228 das 435 cadeiras da Câmara, contra 139 dos republicanos, com 68 distritos ainda indefinidos. No Senado, democratas e aliados independentes somaram 54 dos 100 assentos, contra 44 republicanos, restando duas disputas. Os números são parciais. Os resultados superaram as projeções feitas pelas pesquisas, que já apontavam uma derrota de Trump.

O resultado inverte a demonstração de forças em Washington. Antes da eleição, os republicanos controlavam o Senado com 53 cadeiras e também detinham a maioria na Câmara. Agora, Trump terá de negociar com a oposição para aprovar parte de sua agenda.

A vitória democrata incluiu pelo menos sete cadeiras do Senado anteriormente ocupadas por republicanos e mais de duas coleções de distritos na Câmara. O avanço ocorreu em meio à insatisfação dos participantes com o custo de vida, a guerra contra o Irã e a condução do governo.

Viradas históricas no Texas e no Kansas

No Texas, James Talarico derrotou o republicano Ken Paxton e se tornou o primeiro democrata eleito senador pelo Estado desde 1988, encerrando 38 anos de domínio republicano. No Kansas, Adam Hamilton conquistou uma cadeira que o partido não vencia desde 1932.

Os democratas também mudaram assentos na Carolina do Sul, com Annie Andrews; em Ohio, com Sherrod Brown; e em Iowa, Maine e Carolina do Norte. Além disso, preservaram vagas importantes, como a de Jon Ossoff, reeleito na Geórgia, e a de Jeanne Shaheen, em New Hampshire, conquistada por Chris Pappas.

A vitória alcançou governos estaduais. Gina Hinojosa foi eleita governadora do Texas, encerrando 36 anos de domínio republicano. Na Geórgia, Keisha Lance Bottoms se tornou a primeira mulher negra eleita para governar o Estado.

Arte: Congresso em Foco

O que muda para o governo Trump

Com maioria nas duas Casas, os democratas poderão controlar a pauta legislativa, comandar comissões, convocar membros do governo e abrir investigações parlamentares. Também terão condições de barrar restrições presidenciais, inclusive para a Suprema Corte, e dificultar projetos sobre imigração, impostos e gastos públicos.

A Câmara poderá ainda aprovar propostas de impeachment, mas a destituição do presidente dependeria de dois terços dos votos do Senado.

Arte: Congresso em Foco

O controle do Congresso não garante, porém, a aprovação de toda a agenda democrata. No Senado, muitas propostas dependem de 60 votos para superar obstruções, embora existam discussões. Trump também conservará o poder de veto, cuja derrubada exige dois terços dos votos em cada Casa.

Como funcionam as eleições de meio de mandato Conhecidas como midterms ,essas eleições ocorrem na metade do mandato presidencial. A Câmara é renovada integralmente a cada dois anos, enquanto os senadores têm mandatos de seis anos, com renovação de aproximadamente um terço das cadeiras a cada eleição.

Em 2026, disputavam-se os 435 assentos da Câmara e 35 das 100 vagas do Senado, além de governos estaduais. O novo Congresso ocorrerá em 3 de janeiro de 2027, com mandato até janeiro de 2029.

Fonte Congresso em Foco

Zenaide defende PEC da Segurança e cobra recursos para estados e municípios.


Após votar a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2021, conhecida como PEC da Segurança Pública, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no mês passado, a senadora Zenaide Maia (PSD-RN) voltou a defender a aprovação da medida. Em pronunciamento na tribuna do Plenário do Senado nesta terça-feira (3), a parlamentar ressaltou que a ampliação das atribuições de estados e municípios nessa área exige a garantia de recursos permanentes para o cumprimento concreto das ações previstas.

Atenta às demandas municipalistas, a senadora salientou a necessidade de maior aporte orçamentário para ajudar prefeituras a custear o aumento da participação local na prevenção da violência e no combate à criminalidade. Segundo ela, essa responsabilidade legal extra pode aumentar as despesas das prefeituras, principalmente nas cidades menores.

“A modernização da segurança pública que essa PEC propõe é importante, mas deve ser acompanhada de um pacto federativo efetivo que distribua não apenas atribuições, mas também os recursos necessários ao seu cumprimento”, assinalou.

Na tribuna, Zenaide relembrou ser autora, junto a outros 31 senadores subscritores, da PEC 44/2019, Proposta de Emenda à Constituição que prevê recursos mínimos que a União deve destinar ao Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

Além disso, ela defendeu investimentos em tecnologia, aumento dos efetivos das forças de segurança e educação pública em tempo integral como forma de prevenção da violência. 

“A segurança pública é uma responsabilidade compartilhada, mas a capacidade de financiamento dos entes federativos é profundamente desigual. Enquanto alguns municípios possuem arrecadação própria suficiente para manter estruturas especializadas, a grande maioria depende de transferências constitucionais e enfrenta dificuldades até mesmo para custear os serviços públicos essenciais como saúde, educação e assistência”, frisou a senadora.

Vitória unânime no Senado: PEC endurece combate ao crime, enquanto maioridade penal divide parlamentares.

Foto: Reprodução

O Senado aprovou nesta terça-feira (3) a PEC 18/2025, conhecida como PEC da Segurança Pública, que visa ampliar a integração entre os órgãos de segurança e fortalecer o combate ao crime organizado. A PEC foi aprovada por unanimidade, com 73 votos favoráveis em primeiro turno e 75 em segundo turno. Com isso, a emenda será promulgada.

Emendas que tratavam da redução da maioridade penal acabaram sendo desmembradas do texto e passarão a tramitar como proposta autônoma.

O desmembramento foi aprovado com um placar apertado, 38 votos a 36. Senadores oposicionistas defendiam a votação das emendas. O líder do MDB, senador Eduardo Braga (MDB-AM), sugeriu que as novas propostas sejam analisadas em calendário especial pelo Plenário. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se comprometeu a dar celeridade à votação das PECs paralelas.

"A Secretaria-Geral da Mesa não vai encaminhar [as propostas] para a Comissão de Constituição e Justiça. Nós vamos aguardar o requerimento do calendário especial. Vossas Excelências têm que construir qual é o texto que vai ser votado" disse o presidente do Senado.

A PEC, de iniciativa do Executivo, foi aprovada em calendário especial, com a dispensa de prazos e sessões de discussão. O relator, senador Rogério Carvalho (PT-SE), rejeitou outros pedidos de mudança, para evitar que o texto tivesse que voltar à Câmara dos Deputados.

"Isso impediria a promulgação imediata e atrasaria o atendimento de necessidades inadiáveis da população brasileira, que clama por mais segurança pública" explicou o relator.

Entre os principais pontos da proposta aprovada está a inclusão do Sistema Único de Segurança Pública (Susp) na Constituição. A PEC também amplia a participação do governo federal no setor e estabelece regras para a criação de polícias municipais. Além disso, traz medidas mais rigorosas contra integrantes de facções criminosas e milícias, proteção às vítimas e mais recursos para a segurança pública.

Maioridade penal

A discussão em Plenário se concentrou na redução da maioridade penal, que não fazia parte da proposta, mas era objeto de duas emendas. Ao propor a tramitação das duas como uma PEC paralela, o relator disse considerar que a redução da maioridade penal é tema estranho ao texto, o chamado “jabuti”.

Rogério Carvalho também destacou a “forte divergência doutrinária e política” sobre a maioridade penal e lembrou que a Câmara dos Deputados já constituiu, em agosto deste ano, uma comissão especial sobre o tema para tratá-lo com o aprofundamento técnico que exige.

"Acatar a Emenda 84, de Plenário, numa PEC apreciada sob o rito de calendário especial suprimiria as instâncias de debate adequadas, tratando de assunto extremamente complexo em texto com objetivo diverso" avaliou.

A emenda à qual se referiu o relator foi apresentada pelo líder da oposição, senador Rogerio Marinho (PL-RN). O texto buscava reduzir a idade de responsabilização penal para 16 anos como regra geral e para 14 anos nos casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.

Rogerio Marinho discordou que o tema fosse um jabuti, já que, para ele, maioridade penal faz parte da segurança pública. Ele também argumentou que o fatiamento da PEC impediria a discussão e votação das emendas.

"O relator propõe que, na prática, este Plenário seja cerceado, seja emudecido, que haja uma procrastinação, que se coloque para adiante, que não se permita que a discussão aconteça" criticou.

A outra emenda sobre redução da maioridade penal foi apresentada pelo líder do PT, senador Camilo Santana (PT-CE). Pelo texto, a redução para 16 anos valeria apenas para os crimes hediondos.

Divergência

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) ponderou que havia um consenso sobre a necessidade de mudanças na maioridade penal, apoiadas inclusive pelo presidente Lula, e defendeu que as emendas fossem colocadas em votação. Senadores de oposição, como Carlos Portinho (PL-RJ) e Efraim Filho (PL-PB), protestaram contra o desmembramento das emendas e pediram que fossem votadas pelo Plenário.

"É inadmissível que sejam retirados dos senadores e senadoras o direito e a prerrogativa do mandato. O argumento mais esdrúxulo que eu já vi ser colocado aqui é o de que a matéria era estranha. Aqui a gente sabe o que é jabuti, a gente já lidou com muitos deles diversas vezes, e este não é um caso de matéria estranha" disse Efraim.

Para a líder do governo, senadora Teresa Leitão (PT-PE), era natural que se aprovasse a parte consensual do texto.

"A luta política sobre a PEC da segurança não existe. Todos concordamos com ela. Nós podemos ter uma aprovação unânime ou quase unânime da PEC da segurança, assim como tivemos na PEC 6x1" disse a líder, ao defender o desmembramento.

Tanto Jaques Wagner (PT-BA) quanto Eliziane Gama (PSD-MA) destacaram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já afirmou ser a favor de mudanças nas regras sobre maioridade penal.

O que prevê a PEC

A PEC aprovada prevê medidas mais rigorosas contra integrantes de facções criminosas, milícias e organizações paramilitares, com punições proporcionais à posição de cada integrante na hierarquia desses grupos.

Entre as medidas estão o cumprimento obrigatório de pena em estabelecimentos de segurança máxima, restrições à progressão de regime e a benefícios processuais, além da possibilidade de confisco de bens ligados a atividades criminosas.

O texto também estabelece a responsabilização de pessoas jurídicas envolvidas com essas organizações e amplia a proteção a denunciantes e familiares. Para as vítimas de crimes, assegura direitos como assistência, informação, acesso à Justiça e participação no processo penal, com atenção especial às mulheres.

Outra mudança é o fortalecimento da cooperação entre União, estados, Distrito Federal e municípios no combate à criminalidade. A PEC incorpora o Sistema Único de Segurança Pública (Susp) à Constituição e prevê ações conjuntas, compartilhamento de informações e integração dos sistemas utilizados pelos órgãos de segurança.

A proposta também permite a criação de polícias municipais, sujeitas a critérios de formação, capacidade financeira e fiscalização. Além disso, amplia as atribuições da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para incluir o policiamento de ferrovias e hidrovias federais e institui o Sistema de Políticas Penais, com novas regras para a atuação das polícias penais.

Em relação ao financiamento, a PEC protege os recursos dos fundos nacionais de Segurança Pública (FNSP), Penitenciário (Funpen) e de Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-Fim da Polícia Federal (Funapol) contra bloqueios e desvios de finalidade, ressalvadas exceções previstas no texto. Também destina ao setor 10% do superávit do Fundo Social.

Emendas

A proposta foi aprovada com emendas consideradas de redação. Uma delas, sugerida pelo senador Carlos Portinho, possibilita que as Forças Armadas recebam ressarcimento, em operações de Garantia da Lei e da Ordem, com recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública.

Outras emendas que haviam sido apresentadas em Plenário foram rejeitadas pelo relator. Duas delas, do senador Eduardo Gomes (PL-TO), incluíam no artigo da Constituição que trata dos órgãos da segurança pública os órgãos do sistema socioeducativo dos estados e do Distrito Federal e os agentes de trânsito, além de reconhecer o patrulhamento viário como atividade de natureza policial.

Também foi rejeitada emenda do senador Dr. Hiran (PP-RR) sobre a autonomia da polícia científica, que já faz parte de outra proposta, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 76/2019, aprovada pelo Senado em 2025.

Durante a análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o relator já havia suprimido do texto o repasse gradual de 10% a 30% da arrecadação das bets para financiar o Fundo Nacional de Segurança Pública e o Fundo Penitenciário Nacional. A mudança foi feita antes da edição da medida provisória que proibiu as bets, para evitar a menção a elas na Constituição.

Fonte Agência Senado

terça-feira, 3 de novembro de 2026

Reservatórios do RN têm recuperação, mas quatro açudes continuam completamente secos.

Foto: Flávio Soares

Os reservatórios do Rio Grande do Norte estão com 44,27% da capacidade total de armazenamento, o equivalente a aproximadamente 2,289 bilhões de metros cúbicos de água. Os dados são da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com referência ao período de 29 de outubro a 2 de novembro de 2026.

O volume representa uma recuperação de dois pontos percentuais em comparação com o mesmo período de 2025, quando os mananciais registravam 42,27%. Apesar da melhora, o nível ainda está abaixo dos índices observados em 2023 (54,09%) e 2024 (67,17%).

Situação dos principais reservatórios

A barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, em Assú, maior reservatório do estado, acumula 845,96 milhões de metros cúbicos, o equivalente a 35,65% da capacidade total.

Já Oiticica, em Jucurutu, registra 67,23%, com 459,48 milhões de metros cúbicos. Santa Cruz do Apodi também apresenta nível acima de 60%, com 66,32%. Em Upanema, o açude Umarí está com 55,05% da capacidade.

Quatro reservatórios estão completamente secos

O levantamento aponta que quatro reservatórios permanecem sem água: Itans, em Caicó; Passagem das Traíras, em São José do Seridó; Dourado, em Currais Novos; e Mundo Novo, também em Caicó.

Outros mananciais apresentam volumes preocupantes. O Esguicho, em Ouro Branco, está com apenas 3,76% da capacidade, enquanto o Boqueirão de Parelhas registra 6,52% e o Sabugi, em São João do Sabugi, 6,84%.

Também apresentam níveis baixos os reservatórios Tabatinga, em Macaíba, com 13,07%, e Pataxó, em Ipanguaçu, com 17,98%.

Por Guilherme Fernandes

Eleições definem novo cenário na Assembleia; veja quem pode apoiar e quem deve fazer oposição a Cadu Xavier.

Foto: José Aldenir

O governador eleito do Rio Grande do Norte, Carlos Eduardo Xavier, o Cadu de Lula (PT), terá como principal desafio equilibrar as contas públicas e enfrentar a delicada situação financeira do estado. Para implementar as medidas necessárias, algumas delas impopulares, o futuro governo precisará construir uma base sólida na Assembleia Legislativa.

Após a vitória nas urnas, Cadu afirmou que pretende formar uma maioria para aprovar projetos de interesse do estado. Atualmente, conta com o apoio de dez deputados eleitos e reeleitos: sete da federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) e três do PSDB, incluindo o presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira.

Nos bastidores, outros parlamentares eleitos pela oposição são apontados como possíveis aliados. Entre eles estão Kleber Rodrigues e Neilton Diógenes, ambos reeleitos pelo Progressistas (PP). Os dois integraram a base governista durante a gestão de Fátima Bezerra (PT), mesmo tendo apoiado Allyson Bezerra (União Brasil) na disputa pelo Governo do Estado.

Também aparecem como nomes abertos ao diálogo os deputados estreantes Júlio César (PP), ex-prefeito de Ceará-Mirim, e Bibiano Azevedo (MDB), ex-prefeito de Serra do Mel. Ambos foram eleitos sem depender diretamente das principais estruturas partidárias, o que pode facilitar a definição de suas posições na próxima legislatura.

Diálogo será fundamental

Cadu Xavier sinalizou que pretende adotar uma postura mais aberta ao diálogo do que a gestão de Fátima Bezerra, buscando apoio tanto entre os parlamentares que estiveram em seu palanque quanto entre aqueles que apoiaram adversários.

Nesse cenário, Ezequiel Ferreira terá papel estratégico. Aliado de Cadu no segundo turno, o presidente da Assembleia foi importante na articulação e aprovação de projetos durante os últimos oito anos, embora tenha mantido distanciamento em momentos de divergência com o Executivo.

A relação entre os dois também deverá passar pela eleição da próxima Mesa Diretora. Impedido de disputar novamente a presidência, Ezequiel pretende apoiar um nome de sua confiança para comandar o Legislativo estadual.

Uma eventual sintonia entre Cadu e Ezequiel nessa escolha poderá facilitar a formação de uma maioria na Assembleia e garantir sustentação política ao futuro governo.

Deputados eleitos com Cadu Xavier

- Cristiane Dantas (PSDB)
- Daniel Valença (PT)
- Divaneide Basílio (PT)
- Dr. Gustavo Soares (PSDB)
- Eudiane Macedo (PV)
- Ezequiel Ferreira (PSDB)
- Francisco (PT)
- Isolda Dantas (PT)
- Ivanilson Oliveira (PV)
- Kaline Amorim (PV)

Parlamentares que podem dialogar com o futuro governo

- Bibiano Azevedo (MDB)
- Júlio César (PP)
- Kleber Rodrigues (PP)
- Neilton Diógenes (PP)

Deputados que devem fazer oposição

- Adjuto Dias (PL)
- Camila Araújo (PL)
- Cinthia Pinheiro (União Brasil)
- Coronel Azevedo (PL)
- Dr. Kerginaldo Jácome (PL)
- Gustavo Carvalho (PL)
- Luiz Eduardo (PL)
- Nelter Queiroz (PP)
- Robson Carvalho (União Brasil)
- Tomba Farias (PL)

Por Guilherme Fernandes

Aprenda a preparar salada colorida com queijo coalho.

 A salada colorida com queijo coalho é uma opção prática para quem busca uma refeição leve, nutritiva e cheia de sabores. Nesta receita exibida no Inter TV Rural, a preparação combina cenoura, vagem, ervilha, acelga, tomate e pimentões com cubos de queijo coalho.

O prato é acompanhado por um molho feito com suco de laranja, azeite e mel, que pode ser servido à parte ou acrescentado à salada antes de servir.

Veja abaixo o passo a passo da receita:

Ingredientes

Para a salada

. 200 g de queijo coalho cortado em cubos

. 200 g de cenoura cortada em cubos e cozida al dente

. 200 g de vagem cortada e cozida al dente

. 200 g de ervilha

. 10 folhas de acelga cortadas

. 3 tomates grandes maduros, sem sementes e cortados

. 1 pimentão vermelho sem sementes e cortado em fatias

. 1 pimentão amarelo sem sementes e cortado em fatias

Para o molho

. Suco de 2 laranjas

. 4 colheres (sopa) de azeite

. 2 colheres (sopa) de mel

. Sal a gosto

. Pimenta-do-reino a gosto

Modo de preparo

Higienize todos os vegetais antes de iniciar o preparo. Corte a acelga separando a parte mais firme da base, que deve ser cortada em cubos, das folhas verdes, que devem ser fatiadas finamente.

Retire as extremidades da vagem e cozinhe em água fervente por aproximadamente 2 a 3 minutos. Em seguida, transfira para um recipiente com água gelada e cubos de gelo para interromper o cozimento e preservar a cor e a textura do vegetal. Faça o mesmo com a cenoura, cortada em cubos menores, deixando-a macia, mas ainda firme.

Corte os pimentões vermelho e amarelo em fatias compridas, retire as sementes dos tomates e corte-os em pedaços. Em um recipiente grande, coloque a acelga, a vagem, a cenoura, os pimentões, a ervilha e os tomates. Misture bem todos os ingredientes.

Acrescente o queijo coalho cortado em cubos e misture novamente até distribuir os ingredientes. Transfira a salada para uma travessa de servir.

Para preparar o molho, misture o suco de laranja, o azeite, o mel, o sal e a pimenta-do-reino em um recipiente até incorporar os ingredientes.

Sirva o molho em uma molheira à parte ou despeje sobre a salada. A recomendação é acrescentá-lo apenas alguns minutos antes de servir, para preservar o frescor dos vegetais e do molho.

Se desejar, o queijo coalho também pode ser grelhado antes de ser incorporado à salada, acrescentando um sabor diferente à preparação.

Foto: Reprodução