A Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) no Rio Grande do Norte elaborou um conjunto de ações preventivas e emergenciais para reduzir os impactos do fenômeno El Niño, previsto para influenciar as condições climáticas do estado entre o segundo semestre de 2026 e a metade de 2027.
Diante da expectativa de um período prolongado de estiagem, a autarquia realizou um levantamento das comunidades rurais e dos assentamentos do interior potiguar com maior risco de desabastecimento de água. O objetivo é antecipar medidas de resposta e garantir o fornecimento hídrico nas áreas mais vulneráveis.
Assentamentos entram no mapa de atenção prioritária
O cruzamento de informações realizado pelo setor de engenharia do Incra com os registros pluviométricos da Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (Emparn) apontou situação de alta vulnerabilidade em diferentes localidades.
Entre os assentamentos identificados estão Oziel Alves e Maisa, em Mossoró; Poço Novo, em Baraúna; e Nova Trapiá, em Açu.
O levantamento também incluiu as agrovilas Chico Rego e Terra da Esperança, em Governador Dix-Sept Rosado; Alto da Felicidade, em Afonso Bezerra; e São Sebastião, em Taipu.
As medidas de resposta rápida abrangem ainda as comunidades quilombolas de Macambira, localizada entre os municípios de Lagoa Nova e Bodó, e Capoeiras, em Macaíba.
Previsão climática motiva ações preventivas
De acordo com os alertas mencionados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as águas do Oceano Pacífico Equatorial apresentam aquecimento superior a dois graus Celsius em relação à média histórica.
Projeções científicas internacionais citadas no planejamento indicam 90% de probabilidade de o El Niño alcançar a classificação de “muito forte”. Os dados também apontam 69% de chance de o fenômeno se consolidar como o evento climático mais severo registrado desde 1950.
Diante desse cenário, o Incra prevê manter articulação permanente com órgãos públicos e entidades locais para acompanhar os níveis dos reservatórios, monitorar a situação hídrica e assegurar o abastecimento das regiões que possam ser afetadas pela estiagem.
Por Guilherme Fernandes









