quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Do Bolsa Família à maioridade penal: veja o que Flávio Bolsonaro e Lula mudaram em seus discursos.

Os candidatos à Presidência da República Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) mudaram de posição sobre temas que vão de programas sociais à segurança pública. As mudanças de discurso e posicionamento podem ser identificadas em entrevistas, debates, publicações nas redes sociais e decisões tomadas ao longo de suas trajetórias políticas, inclusive durante a campanha eleitoral de 2026.

Entre os exemplos estão as críticas de Flávio ao Bolsa Família em publicações apagadas do X. Na campanha deste ano, o senador passou a defender o programa. Lula, por sua vez, criticou em 2015 a possibilidade de adolescentes serem presos. No segundo turno de 2026, passou a defender a redução da maioridade penal para crimes hediondos.

As mudanças também incluem o apoio de Flávio ao fim da escala 6x1 durante a campanha e a posição do governo Lula sobre a chamada "taxa das blusinhas", adotada em 2024 e alvo de uma iniciativa para revogá-la em 2026.

Foto: Globo/ Manoella Mello

Em alguns casos, os próprios presidenciáveis reconheceram que mudaram de opinião. Em outros, as diferenças aparecem na comparação entre declarações antigas e recentes ou entre decisões adotadas em momentos diferentes.

Veja a seguir o que cada um disse e como suas posições mudaram:

Flávio Bolsonaro: Bolsa Família

O senador brasileiro e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e Maria do Carmo, candidata ao governo do Amazonas pelo Partido Liberal (PL), participam de um comício antes do segundo turno das eleições presidenciais, em Manaus, Brasil, em 19 de outubro de 2026 — Foto: REUTERS/Suamy Beydoun

O senador brasileiro e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro e Maria do Carmo, candidata ao governo do Amazonas pelo Partido Liberal (PL), participam de um comício antes do segundo turno das eleições presidenciais, em Manaus, Brasil, em 19 de outubro de 2026 — Foto: REUTERS/Suamy Beydoun

O senador Flávio Bolsonaro criticava o Bolsa Família em publicações apagadas do X (antigo Twitter) feitas entre 2011 e 2013. Nos posts, associava o programa a práticas de clientelismo eleitoral, à dependência dos beneficiários e a estratégias de manutenção do apoio ao PT.

Em agosto de 2011, ao comentar um reajuste do Bolsa Família, escreveu: "Financiamento púb de campanha do pt!". Em junho de 2013, afirmou que "o PT perpetua a pobreza com o 'bolsa-farelo'".

Em outra publicação, de 2014, ironizou os beneficiários do programa ao escrever:

"#ComissãoDaVerdadeDescobre que dinheiro cai do céu e ninguém precisa trabalhar dobrado para manter quem vive de bolsa família".

Na campanha presidencial de 2026, Flávio passou a defender a manutenção do Bolsa Família e afirmou que, se eleito, manterá o benefício pago a famílias de baixa renda.

Em discurso durante o Fórum Rumos do Brasil, promovido pela revista Veja em junho, em São Paulo, Flávio classificou o Bolsa Família como um direito adquirido e defendeu a manutenção do benefício.

"Esse programa virou um direito adquirido do povo brasileiro. Ninguém tem o direito de tocar ou de acabar com esse programa. Qualquer país do mundo tem um programa para pessoas de baixa renda que têm dificuldade alimentar", afirmou o senador, em 15 de junho de 2026, durante o Fórum Rumos do Brasil, promovido pela revista Veja, em São Paulo.

O assunto voltou ao centro da campanha depois que a equipe econômica de Flávio apresentou uma proposta para ampliar a regra de transição do programa, permitindo que beneficiários continuem recebendo parte do auxílio depois de conseguir emprego formal ou abrir um negócio.

Em vídeo publicado nas redes sociais na segunda-feira (19), Flávio negou que pretenda acabar ou reduzir o Bolsa Família e afirmou que o benefício está garantido.

"É óbvio que isso não vai acontecer. É óbvio que isso é mentira. Você que recebe o Bolsa Família fica tranquilo, o seu benefício está garantido, porque eu vou cuidar de você", afirmou.

O senador explicou que pretende permitir que beneficiários continuem recebendo o auxílio por até dois anos após conseguirem um emprego formal ou abrirem uma empresa.

Lula: Maioridade penal

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à reeleição, discursa durante um comício de campanha antes do segundo turno das eleições presidenciais, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Brasil, em 19 de outubro de 2026 — Foto: REUTERS/Diego Vara

O presidente Lula (PT) mudou uma posição histórica sobre a redução da maioridade penal, passando a defender a responsabilização criminal a partir dos 16 anos em casos de crimes hediondos.

Durante anos, o petista se manifestou contra propostas para reduzir a idade de responsabilização penal no Brasil, atualmente fixada em 18 anos.

Em fevereiro de 2007, depois do assassinato do menino João Hélio, no Rio de Janeiro, Lula se posicionou contra a medida e afirmou que diminuir a maioridade penal não resolveria o problema da violência.

"Isso não resolve o problema", declarou, durante evento em Salvador.

Oito anos depois, em maio de 2015, durante ato da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em São Paulo, voltou a criticar propostas de redução.

"Parte da elite conservadora acha que vai resolver o problema colocando moleque de 15 anos na cadeia", afirmou.

A posição mudou durante a campanha presidencial de 2026.

Em 15 de outubro, durante sabatina no Jornal Nacional, da TV Globo, Lula passou a defender a redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos.

"Todo e qualquer crime hediondo, eu sou favorável a diminuir a maioridade", declarou.

Quatro dias depois, em 19 de outubro, Lula reconheceu que mudou de opinião durante entrevista ao SBT.

"Temos que ter a capacidade de mudar de opinião quando nós somos convencidos de que é importante", afirmou.

A defesa de Lula pela redução da maioridade penal, no entanto, se limita aos casos de crimes hediondos, sem incluir os demais delitos cometidos por adolescentes.

Flávio Bolsonaro: Fim da escala 6x1

Flávio Bolsonaro mudou sua posição sobre o fim da escala de trabalho 6x1, na qual o trabalhador tem seis dias de expediente para um de descanso.

Durante a campanha presidencial, o senador defendeu uma proposta alternativa à redução da jornada sem diminuição de salário. O modelo defendido por ele previa maior flexibilidade nos contratos, inclusive com a possibilidade de pagamento por hora trabalhada.

Em entrevista ao Domingo Espetacular, da Record, em 30 de agosto de 2026, afirmou:

"A gente vai defender a liberdade de você, trabalhador, escolher qual é a sua escala de trabalho".

Na ocasião, evitou dizer se votaria favoravelmente ao projeto defendido pelo governo Lula.

Em setembro, voltou a defender a votação de sua proposta alternativa antes de uma decisão sobre o fim da escala 6x1.

A posição mudou na reta final da campanha. Em outubro, Flávio decidiu votar favoravelmente à proposta que acabava com a jornada de seis dias de trabalho para um de descanso.

Durante o debate presidencial da Band, realizado em 18 de outubro, o candidato reconheceu que havia mudado de opinião.

"Eu sou uma pessoa que sei ouvir, eu sei escutar, eu sou uma pessoa que, se for convencida, posso melhorar a minha opinião, se isso for melhor também para os cidadãos brasileiros", afirmou.

Flávio também disse que decidiu apoiar a proposta depois de ouvir trabalhadores durante a campanha.

"Eu rodei esse Brasil inteiro, eu ouvi você, trabalhador, eu ouvi de você que queria ter esse direito a mais um dia de folga, por isso eu votei a favor", declarou.

Lula: Taxa das blusinhas

O governo Lula mudou sua posição sobre a cobrança de impostos federais em compras internacionais de até US$ 50, conhecida como "taxa das blusinhas".

Em 2023, o governo defendia a tributação de produtos importados como forma de proteger o comércio e a indústria nacional da concorrência considerada desleal.

Em entrevista ao Brasil 247, em 21 de março daquele ano, Lula criticou o crescimento da importação de produtos que não pagavam impostos no Brasil.

"Assim não dá para viver", afirmou o presidente, ao argumentar que a ausência de tributação sobre mercadorias estrangeiras prejudicava a economia brasileira.

Em 2024, o governo sancionou a legislação que instituiu a cobrança federal de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50.

O posicionamento mudou em 2026, quando Lula passou a defender o fim da cobrança. Em 14 de abril, durante entrevista aos sites Brasil 247, Revista Fórum e Diário do Centro do Mundo (DCM), o presidente afirmou que considerava a medida desnecessária.

"Eu achava desnecessária a taxa das blusinhas. São compras muito pequenas, as pessoas de baixo poder aquisitivo é que compravam aquilo. Sei do prejuízo que isso trouxe para nós", declarou.

Em 12 de maio, Lula editou uma medida provisória para zerar o imposto federal nessa faixa de valor.

Durante entrevista ao Domingo Espetacular, da Record, exibida em 23 de agosto, Lula voltou a defender o fim da cobrança e afirmou que a medida seria "para o bem das pessoas que gostam de comprar coisinha pouca por US$ 50".

Três dias depois, durante negociação com os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), Lula voltou a justificar a revogação do imposto.

"Porque é uma questão de justiça", afirmou, em 26 de agosto.

Em 10 de setembro, o presidente sancionou a lei que extinguiu definitivamente a cobrança federal sobre compras internacionais de até US$ 50.

A mudança também ocorreu em meio ao desgaste político provocado pelo imposto. Pesquisa AtlasIntel divulgada em março de 2026 mostrou que 62% dos entrevistados consideravam a criação da taxa o maior erro do governo Lula.

O argumento de Lula para justificar o fim da cobrança passou a enfatizar os consumidores de menor renda, em contraste com a posição anteriormente defendida pelo governo, que associava a tributação à proteção da indústria nacional.

A mudança, entretanto, envolve tanto o discurso presidencial quanto uma decisão do governo. A declaração de Lula em 2023 tratava da tributação de importados em geral, enquanto a medida revogada em 2026 dizia respeito especificamente às compras internacionais de até US$ 50.

Fonte g1/Eleições 2026

Mossoró deverá ganhar delegacia especializada no combate a facções criminosas.

Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte está organizando a implantação da Delegacia Especializada em Repressão a Facções Criminosas (DEFAC) em Mossoró. A nova unidade deverá reforçar as investigações e as ações de enfrentamento à criminalidade no município.

Inicialmente, a delegacia poderá funcionar no prédio onde operava a Delegacia de Plantão, no bairro Alto de São Manoel. Posteriormente, a previsão é transferir a estrutura para o Complexo de Delegacias Especializadas, no bairro Aeroporto. A definição do endereço, no entanto, ainda está em análise.

Em entrevista, a delegada-geral da Polícia Civil, Ana Cláudia Saraiva Gomes, explicou que a criação da DEFAC integra o planejamento estratégico da instituição, voltado ao fortalecimento das investigações e ao combate ao crime.

Reforço na estrutura policial

Além da futura delegacia de combate às facções, a Polícia Civil ampliou a estrutura investigativa em Mossoró com a criação de mais duas Delegacias de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPPs), além da implantação do Núcleo de Investigação de Morte Violenta e do Núcleo de Investigação Qualificada.

Segundo Ana Cláudia, a instalação da DEFAC no Complexo de Delegacias Especializadas dependerá de uma avaliação do espaço disponível após a transferência das 14 unidades policiais previstas para funcionar no local.

Por Guilherme Fernandes

Riquezas brasileiras em foco: Zenaide defende soberania nacional sobre minerais críticos.


A senadora Zenaide Maia (PSD-RN) votou a favor da nova lei de proteção de minerais críticos do Brasil, alvo de outros países interessados em controlar a exploração desses insumos – que são valiosos para áreas como tecnologia e fartamente disponíveis no solo brasileiro.

“A soberania do Brasil sobre seus minerais críticos é inegociável: nossa riqueza estratégica deve ser o motor do desenvolvimento nacional e da transição para uma economia mais sustentável e socialmente justa, e não um espólio para a cobiça estrangeira. Já se foi o tempo em que o Brasil era uma colônia explorada: somos uma potência que precisa e pode converter suas próprias riquezas em crescimento em favor da equidade social, de empregos, de combate às desigualdades”, afirmou a parlamentar.

O Senado aprovou, em 2 de setembro, a criação da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, transformada na lei nº 15.506 de 16/09/2026. Oriunda do projeto (PL) 2.780/2024, a norma prevê investimentos de até R$ 7 bilhões por meio de incentivos governamentais a projetos de processamento e transformação dos minerais – chamados popularmente de terras-raras.

O Brasil é um dos países com maiores reservas de vários desses minerais. Os minerais críticos e estratégicos são essenciais para projetos de transição energética e de tecnologias de ponta, como painéis solares, smartphones, notebooks e carros elétricos. Também são importantes para a indústria militar.

Entre outras medidas, a política prevê a criação do Fundo Garantidor da Atividade Mineral (FGAM), com aporte de R$ 2 bilhões da União para atividades vinculadas à produção de minerais críticos e estratégicos. Também está previsto investimento de R$ 5 bilhões para beneficiamento e transformação desses minerais dentro do território nacional.

Reservas brasileiras

A política de minerais críticos e estratégicos tem foco no processamento no território nacional, rastreabilidade, inovação e controle estatal.

O texto define “minerais críticos” como aqueles cuja disponibilidade está em risco devido a limitações na cadeia de suprimento, e cuja escassez poderia afetar setores prioritários da economia nacional, como transição energética, segurança alimentar e soberania nacional.

Já os “minerais estratégicos” são aqueles que têm importância para o Brasil em razão de o país ter reservas significativas essenciais para a balança comercial e para o desenvolvimento tecnológico com redução de emissões de gases do efeito estufa.

Por seis anos, as empresas ligadas à mineração (pesquisa e lavra), beneficiamento e transformação de minerais críticos e estratégicos deverão direcionar 0,2% de sua receita operacional bruta ao fundo garantidor. Outra parte, de 0,3%, será direcionada pela empresa a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica relacionados a pesquisa, lavra, beneficiamento e transformação dos minerais.

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Após três mortes em menos de um ano, moradores bloqueiam BR-110 em Mossoró.


Moradores da comunidade do Piquiri, na zona rural de Mossoró, bloquearam o tráfego de veículos na BR-110 na manhã desta segunda-feira (19). O protesto cobra a instalação de lombadas eletrônicas ou de outros dispositivos para reduzir a velocidade dos veículos e aumentar a segurança no trecho.

Segundo a comunidade, três acidentes com mortes foram registrados na região em menos de um ano, o que reforça a preocupação dos moradores com os riscos enfrentados por quem trafega pela rodovia.

DNIT promete avaliar o trecho

No final de setembro, representantes da comunidade estiveram na Superintendência Regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), em Mossoró, para entregar um ofício com as reivindicações. Na ocasião, eles alertaram que realizariam um protesto caso não obtivessem resposta.

Procurado pela equipe de jornalismo da TCM, o DNIT informou, por meio de nota, que realiza avaliações nas rodovias federais sob sua administração para identificar situações que exijam intervenções voltadas à segurança viária.

Sobre a instalação de equipamentos de fiscalização eletrônica, o órgão explicou que a escolha dos locais depende de estudos técnicos para verificar a necessidade e a viabilidade da medida, conforme os critérios estabelecidos na Instrução Normativa nº 43/2021.

A autarquia acrescentou que sua equipe técnica analisará especificamente o trecho da BR-110 na comunidade do Piquiri, considerando as condições locais e as normas vigentes, para avaliar a possibilidade de instalar equipamentos de controle ou redução de velocidade.

Por Guilherme Fernandes

Oposição conquista Mesa Diretora da Câmara de Caraúbas por unanimidade após ausência de vereadores governistas.

Foto: Redes sociais

A Câmara Municipal de Caraúbas definiu, nesta segunda-feira (19), a composição da Mesa Diretora para o biênio 2027-2028. A chapa liderada pela oposição foi eleita com seis votos favoráveis, em uma sessão marcada pela ausência dos cinco vereadores da base governista, incluindo os integrantes da chapa concorrente.

A votação foi conduzida pelo vereador Elionaldo Benevides (PP), que ocupava a primeira secretaria da Casa, diante da ausência do presidente Artur Barreto (PP) e do vice-presidente.

Oposição passa a controlar a maioria da Casa

A eleição foi resultado de uma mudança na composição das forças políticas do Legislativo municipal nos dias que antecederam o pleito. Inicialmente, a expectativa era de que Artur Barreto disputasse a reeleição em chapa única.

Entretanto, os vereadores Elionaldo Benevides e Denys de Morais deixaram a base de apoio ao prefeito Givago Barreto e se uniram à oposição, que passou a reunir seis dos 11 parlamentares da Câmara, garantindo maioria na Casa.

Com a ausência dos cinco vereadores governistas, os seis parlamentares oposicionistas participaram da sessão e aprovaram, por unanimidade, a nova composição da Mesa Diretora.

Composição eleita

A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Caraúbas para o biênio 2027-2028 ficou definida da seguinte forma:

Presidente: Elionaldo Benevides (PP);

Vice-presidente: Denys de Morais (PP);

1º secretário: João Gomes (MDB);

2ª secretária: Francisca Leite, conhecida como Titica (MDB).

A chapa governista tinha Artur Barreto (PP) como candidato à presidência, Valquíria Pereira (PP) para a vice-presidência, Paulo Brasil (PP) para a primeira secretaria e Vanusa Cavalcante (PP) para a segunda secretaria.

Após assumir a condução dos trabalhos como presidente eleito, Elionaldo Benevides destacou a independência do Legislativo em relação ao Executivo municipal.

“O Poder Legislativo não é extensão da Prefeitura, o Poder Legislativo é do povo. Caraúbas não tem dono”, declarou.

Por Guilherme Fernandes

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Atenção, eleitor! TRE-RN altera locais de votação em seis municípios para o 2º turno; veja onde votar.

Foto: Reprodução

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) confirmou mudanças nos locais de votação em seis municípios potiguares para o segundo turno das Eleições 2026, que será realizado no próximo domingo (25).

Segundo o órgão, as alterações foram solicitadas pelas zonas eleitorais para solucionar problemas identificados no primeiro turno e garantir melhores condições de acesso, segurança e atendimento aos eleitores.

Confira as mudanças em cada município

- Bodó: as seções 188 e 190, antes instaladas na Escola Estadual Sérvulo Pereira do Nascimento, funcionarão no Centro de Convivência de Idosos.

- Lagoa Nova: as seções 157, 161, 184, 185 e 216 serão transferidas da Escola Municipal João XXIII para a Escola Estadual Manoel Luís de Maria.

- Currais Novos: as seções 128, 129, 136, 144 e 147 passarão da Escola Municipal Professor Humberto Gama para a Escola Municipal Professor Francisco Rosa.

As mudanças em Bodó, Lagoa Nova e Currais Novos foram motivadas por dificuldades de acesso apontadas por mesários, eleitores e coordenadores de acessibilidade durante o primeiro turno.

- Doutor Severiano: as seções e agregações 10/12, 66/74 e 82/11 sairão da Escola Estadual Coronel João Pessoa e passarão para a Escola Municipal Sonho Infantil. A alteração ocorreu após relatos de calor excessivo, concentração de eleitores e problemas na rede elétrica das salas utilizadas na votação.

- Upanema: a seção 32 será transferida da Câmara Municipal para a Escola Municipal Professora Maria Gorete de Macêdo. A medida busca melhorar a organização das filas e o atendimento, já que o espaço anterior era insuficiente.

- Caraúbas: oito seções retornarão à Escola Estadual Sebastião Gurgel. As seções 03, 04, 05 e 06, que funcionaram na Escola Jardim de Infância Hugolino de Oliveira, e as seções 07, 08, 28 e 41, instaladas no Centro Especializado de Reabilitação Manoel Francisco das Chagas, voltarão ao endereço original.

Em Caraúbas, a transferência provisória havia sido adotada devido à previsão de reforma na Escola Estadual Sebastião Gurgel. Como as obras não começaram e mesários reclamaram da falta de espaço nos locais temporários, foi determinado o retorno das seções à unidade de origem.

Atenção, eleitor: o TRE-RN esclarece que as alterações são pontuais e não representam uma mudança geral nos locais de votação do estado. Por isso, é importante conferir o endereço da seção antes de sair de casa para votar no segundo turno, neste domingo (25).

Por Guilherme Fernandes

Após apoiar Álvaro Dias, Ezequiel Ferreira oficializa adesão à campanha de Cadu de Lula.


O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, deputado estadual Ezequiel Ferreira (PSDB), oficializou neste domingo (18) seu apoio à candidatura de Cadu de Lula (PT) no segundo turno da disputa pelo Governo do Estado.

O anúncio foi feito nas redes sociais, onde Ezequiel publicou uma foto ao lado do candidato petista e dos deputados estaduais Cristiane Dantas e Dr. Gustavo Soares, ambos eleitos pelo PSDB, além de Taveira Júnior, que não conseguiu a reeleição. A publicação foi acompanhada da frase: “Juntos com Cadu pelo Rio Grande do Norte”.

Mudança de posicionamento

No primeiro turno, Ezequiel Ferreira apoiou Álvaro Dias (PL), que terminou a disputa na terceira colocação e ficou fora do segundo turno. A etapa final da eleição será disputada entre Allyson Bezerra (União Brasil) e Cadu de Lula (PT).

Votação dos deputados do PSDB

- Ezequiel Ferreira: reeleito com 73.217 votos (3,77% dos votos válidos);
- Dr. Gustavo Soares: eleito com 53.701 votos (2,76%);
- Cristiane Dantas: eleita com 49.589 votos (2,55%).

Por Guilherme Fernandes

Aprenda a preparar coxinha da asa ao forno com batata-doce.

Frango com batata-doce é uma combinação saborosa e fácil de preparar. Nesta receita exibida no Inter TV Rural deste domingo (18), a coxinha da asa é temperada com alho, laranja e ervas aromáticas, acompanhada de batata-doce e cebola roxa. O prato vai ao forno e é uma opção para quem busca uma refeição caseira e cheia de sabor.

Foto: Inter TV Costa Branca

Veja abaixo o passo a passo da receita:

Ingredientes

. 1 kg de coxinha da asa de frango

. 700 g de batata-doce crua com casca

. 1 cebola roxa média cortada em pedaços grandes

. Suco de 1 laranja

. 2 dentes de alho grandes triturados

. Colorau ou páprica a gosto

. Açafrão-da-terra a gosto

. Alecrim a gosto

. Pimenta-do-reino a gosto

. Sal a gosto

. Azeite a gosto

. Cebolinha a gosto

Modo de preparo

Tempere as coxinhas da asa com sal, pimenta-do-reino, alho, colorau ou páprica, açafrão-da-terra, alecrim, suco de laranja e um fio de azeite. Misture bem para distribuir os temperos por toda a carne. Cubra e deixe marinar na geladeira por, no mínimo, 30 minutos.

Enquanto isso, lave a batata-doce e corte em pedaços grandes, de tamanho semelhante, para que assem por igual. Tempere com azeite, sal e pimenta-do-reino e misture bem.

Unte uma assadeira grande com um fio de azeite. Distribua as coxinhas da asa sem sobrepor os pedaços e acomode a batata-doce entre elas. Acrescente a cebola roxa cortada em pétalas e despeje sobre os ingredientes o líquido da marinada.

Cubra a assadeira com papel-alumínio e leve ao forno preaquecido a 180 °C por cerca de 30 minutos. Retire o papel com cuidado para evitar queimaduras com o vapor e volte a assadeira ao forno até o frango e a batata-doce ficarem cozidos e dourados. Se necessário, retire o excesso de líquido e vire os pedaços durante o preparo para dourar por igual. Na receita apresentada, essa segunda etapa levou aproximadamente 50 minutos.

Finalize com cebolinha picada antes de servir. Se preferir, substitua a batata-doce por macaxeira pré-cozida.

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Toyota Corolla e dezenas de motos vão a leilão no RN com lances a partir de R$ 1 mil.

Foto: Detran-RN

O Departamento Estadual de Trânsito do Rio Grande do Norte (Detran-RN) realizará, na próxima terça-feira (20), a partir das 10h, um leilão online com 95 lotes de veículos e sucatas. Os lances já podem ser feitos pelo site da Lance Certo Leilões.

São 51 lotes de veículos recuperáveis, sendo nove carros e 42 motocicletas, além de 44 lotes de sucatas. Os lances iniciais começam em R$ 1 mil para alguns modelos de motos. Um Toyota Corolla tem lance inicial de R$ 20,2 mil.

Visitação e participação

Os interessados poderão vistoriar os veículos nesta sexta-feira (16) e na segunda-feira (19), das 8h às 16h, nos pátios de Caicó, Mossoró e São Gonçalo do Amarante. A avaliação é apenas visual, e os bens serão vendidos nas condições em que se encontram.

O leilão será realizado exclusivamente pela internet. Confira os lotes e as regras nos links abaixo:

Proprietários que desejam retirar veículos antes do leilão devem procurar a Comissão de Leilão do Detran-RN, em Natal, mediante agendamento prévio pelo Portal de Serviços do órgão.

Por Guilherme Fernandes

Zenaide Maia cobra mais investimentos na educação pública e valorização dos professores no Senado.


Em pronunciamento em sessão plenário do Senado nesta quinta-feira (15), Dia dos Professores, a senadora Zenaide Maia (PSD-RN) reafirmou seu histórico de atuação - defendido por longos anos no Parlamento - pela ampliação dos investimentos na educação pública e por melhores condições estruturais e de trabalho para professores e educadores.

"Professores, educadores, vocês merecem todos os aplausos e tudo o que se pensar de melhor para vocês, inclusive o financiamento da educação pública neste país. Porque a gente aprova muitas leis, mas a educação, assim como a saúde, também não está devidamente posicionada no Orçamento deste país. Os professores, por mais que tenham coragem e eduquem com o mínimo que têm, precisam de condições, de escolas de qualidade" declarou a parlamentar.

Com voto favorável de Zenaide, o Congresso aprovou este ano o novo Plano Nacional de Educação (PNE). Uma das inovações amplia os investimentos públicos em educação, atualmente estimados em 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB), para 7,5% em sete anos, chegando a 10% ao final do decênio. 

Bibliotecas e prevenção à violência

A parlamentar também votou a favor do Sistema Nacional de Educação (SNE). A proposta, chamada de SUS da Educação, aumenta a verba pública para o ensino no Rio Grande do Norte e em todo o país, além de objetivos como zerar o analfabetismo e equipar escolas. Como relatora, Zenaide também ajudou a aprovar a nova lei, já em vigor, criando o Sistema Nacional de Bibliotecas Escolares (SNBE). A medida prevê recursos de acessibilidade inclusiva, conexão com internet nos espaços de biblioteca e treinamento de equipes. 

Aproveitando a passagem celebrativa do Dia dos Professores, a representante norte-rio-grandense no Senado destacou o papel transformador do ensino na formação cidadã e na prevenção estrutural da violência. Para a senadora, a segurança pública está diretamente conectada aos investimentos em sala de aula, visto que nações que reduziram a criminalidade e o encarceramento apostaram prioritariamente na instrução de excelência de crianças, adolescentes e jovens.

“A missão de educar vai muito além da transmissão de conteúdos: o docente guia valores, desperta aspirações e constrói o futuro da sociedade. É dever dos agentes políticos reforçar uma trajetória de luta por repasses à educação pública e valorização docente” complementou a senadora.