terça-feira, 5 de julho de 2022

Os desafios para os palanques de Bolsonaro, Lula e Ciro nos estados.

Foto: G1

A pouco mais de 40 dias do início oficial da campanha eleitoral, que começa em 16 de agosto, Jair Bolsonaro (PL), Lula (PT) e Ciro Gomes (PDT) se articulam para assegurar palanques nos estados e ampliar as bases de apoio em todo o Brasil.

Na mais recente pesquisa Datafolha, de 23 de junho, Lula lidera com 47%, seguido de Bolsonaro, com 28%, e de Ciro, com 8%.

A situação envolve desafios: em Minas Gerais, por exemplo, Bolsonaro não pode subir no palanque de Romeu Zema (Novo). Zema é líder, com 48%, contra 21% do ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PSD), na mais recente pesquisa Datafolha entre os candidatos ao governo do estado. Isso porque o Novo, partido de Zema, tem candidato próprio à Presidência da República: Luiz Felipe D'Ávila.

Só que D'Ávila não pontuou na última pesquisa presidencial do Datafolha, de junho, enquanto Bolsonaro é vice-líder, com 28%, atrás de Lula, com 47%. O candidato do partido de Bolsonaro, Carlos Viana, vai mal na pesquisa eleitoral: ele tem 4% no Datafolha ao governo de Minas.

Lula, por exemplo, tem palanque dividido em Pernambuco: Marília Arraes, que deixou o PT no início do ano e é candidata a governadora pelo Solidariedade, declarou apoio ao ex-presidente. Mas o candidato oficial de Lula ao governo do estado é o deputado federal Danilo Cabral, do PSB de Geraldo Alckmin, candidato a vice-presidente com Lula.

No Ceará, o PT de Lula e o PDT de Ciro Gomes comandam juntos o governo do estado numa aliança desde 2006. Só que a eleição presidencial ameaça ruir essa união: o PT defende que a governadora Izolda Cela, do PDT, seja candidata à reeleição --ela é casada com um político petista e ligada ao ex-governador petista Camilo Santana.

Mas, se oficializada a candidatura de Izolda, ela terá que declarar apoio a Ciro, porque são do mesmo partido --o que deixaria Lula sem palanque oficial no estado. A ala do PDT mais ligada a Ciro Gomes quer Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza, como candidato ao governo estadual. O PT local não descarta candidatura própria, o que encerraria a aliança de 16 anos com o PDT no estado.

Segundo Claudio Couto, cientista político da Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, a eleição dividida entre Lula e Bolsonaro provoca um questionamento nos candidatos aos governos estaduais. Eles pensam duas vezes antes de declarar apoio explícito a um ou outro, diz o cientista, para não "se queimar com eleitor demarcando uma candidatura presidencial que pode tirar voto dele".

E há os desafios locais em regiões do país: "Ser apoiador de Lula no Centro-Oeste, por exemplo, é difícil nessa altura. Tem sido uma região com eleitor mais simpático ao Bolsonaro no geral. A mesma coisa com Bolsonaro no Nordeste, região mais apoiadora de Lula. A não ser que o político não tenha mesmo opção, tem gente que não tem como disfarçar quem defende no nacional", diz Couto.

Alianças

A oficialização será apenas em agosto, mas o PL de Bolsonaro indica aliança com PP e Republicanos, siglas que integram a base do atual governo. Braga Netto (PL) é o favorito para a vice-presidência.

O PT de Lula já firmou acordo com o PSB (do vice Geraldo Alckmin), PCdoB, Partido Verde, PSOL, Rede e Solidariedade. Os partidos trabalham em conjunto para construir o plano de governo da chapa Lula/Alckmin.

O PDT é o único entre os três mais bem colocados na pesquisa Datafolha que estará sozinho. Ciro Gomes tentou o apoio da 3ª via, mas não deve ter outras siglas em seu palanque nacional. O quadro repete 2018, quando o PDT teve na chapa Ciro e Kátia Abreu (à época filiada ao PDT e hoje no PP).

Veja a situação de cada presidenciável:

Bolsonaro (PL)

Foto: Ton Molina

Presidente negocia para que alguns partidos menores desistam da candidatura nacional para ter palanques em determinados estados. Outro desafio é convencer candidatos a governadores que não querem se indispor a Lula ou Ciro Gomes. Em quatro estados, dois ou mais candidatos tentam puxar para si e tirar dos concorrentes a ida de Bolsonaro a seus palanques.

Cenário:

. Minas Gerais: Bolsonaro não tem o palanque do favorito Zema - atual governador e favorito na disputa, Romeu Zema (Novo) não poderá ter Bolsonaro no seu palanque porque o Novo tem candidatura própria à Presidência. Bolsonaro terá apoio de Carlos Viana, de seu partido, que tem 4% no último Datafolha.

. Rio de Janeiro: sem ataques a Lula - o governador Cláudio Castro, do PL, partido de Bolsonaro, já disse que apoiará o atual presidente, mas que não criticará Lula, o principal adversário de Bolsonaro na disputa presidencial. Castro está empatado tecnicamente na liderança com Marcelo Freixo (PSB), o candidato de Lula, segundo o último Datafolha para governo do RJ.

. Nordeste comprometido: Bolsonaro não tem candidatos ainda no Rio Grande do Norte e em Sergipe --neste último, Valmir de Francisquinho era o nome escolhido para concorrer pelo PL de Bolsonaro, mas foi impedido de concorrer após condenação pelo TSE por abuso de poder econômico.

. Piauí: apoiado não dá palanque - o pré-candidato viabilizado com o apoio do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (Progressistas), é Sílvio Mendes (União Brasil), que não quer ligar seu nome a Bolsonaro. O presidente tem um pré-candidato do PL, Coronel Diego, mas a disputa acirrada está entre Mendes e o candidato do ex-governador Wellington Dias (PT), Rafael Fonteles, que usa a imagem de Lula para atrair o eleitorado.

. Palanque duplo: parece bom, mas não é bem assim - candidatos a governador bolsonaristas disputam o apoio do presidente no Rio Grande do Sul (Onyx Lorenzoni, do PL, e Luiz Carlos Heinze, do PP), Rondônia (Marcos Rogério, do PL, e o atual governador Marcos Rocha, do União Brasil), Roraima (atual governador Antonio Denarium, do PP, Teresa Surita, do MDB, e Isamar Ramalho, do PSC) e Santa Catarina (governador Carlos Moisés, do Republicanos, Jorginho Melo, do PL, e o ex-prefeito de Florianópolis Gean Loureiro, do União Brasil). Por que o palanque duplo pode ser ruim: porque um dos candidatos pode tentar impedir que Bolsonaro vá ao palanque do rival, ainda que ambos defendam o presidente.

. Amapá: ruim para Bolsonaro, ruim para Lula - o estado tem a inusitada junção do PL de Bolsonaro e do PT de Lula no mesmo palanque. Os partidos de Bolsonaro e Lula vão apoiar o candidato a governador Clécio Luís (Solidariedade), favorito à corrida estadual. Ele não disse quem apoiará para presidente.

Lula (PT)

Foto: Bruno Rocha

O pré-candidato do PT tem pela frente palanques duplos a desfazer, assim como Bolsonaro --a disputa entre dois apoiadores locais pode trazer empecilhos ao presidenciável. Lula também precisará negociar em estados sem palanques definidos. O desafio é conciliar os interesses regionais dos seis partidos que formam a chapa Lula/Alckmin.

Cenário:

. Ceará: meio apoio ou fim da aliança com PDT - Lula disputa com Ciro Gomes o apoio do grupo governista, que tem na atual governadora, Izolda Cela (PDT), a candidata da esquerda no estado. Izolda é apadrinhada politicamente pelo PT e, ao assumir o cargo de governadora, em abril, disse que apoiaria Ciro Gomes. Ela é afilhada política de Camilo Santana, do PT, que antecedeu no cargo e concorrerá a senador. Ainda assim, uma pedetista na disputa tira o palanque oficial de Lula no Ceará. Pode piorar: o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, e a ala ligada a Ciro Gomes defendem a candidatura a governador de Roberto Cláudio, também pedetista e ex-prefeito de Fortaleza. Cláudio é desafeto do PT. Os dois partidos mantêm uma aliança no estado desde 2006, e a escolha de Cláudio pode fazer os petistas lançarem candidatura própria.

. Pernambuco e Rio Grande do Sul: palanque duplo (parece bom, mas não é bem assim) - Em Pernambuco, Marília Arraes, que deixou o PT no início do ano, é candidata a governadora pelo Solidariedade e declarou apoio ao ex-presidente. Mas o candidato oficial de Lula ao governo do estado é o deputado federal Danilo Cabral, do PSB de Geraldo Alckmin, candidato a vice-presidente com Lula. Por que o palanque duplo pode ser ruim: porque um dos candidatos pode tentar impedir que Lula vá ao palanque do rival, ainda que ambos defendam o presidente. No Rio Grande do Sul, Beto Albuquerque (PSB) e Edegar Pretto (PT) surgem como interessados a representar a chapa Lula/Alckmin localmente. Os dois partidos não abrem mão de candidatura própria.

. Sem candidatos em estados bolsonaristas: em Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, estados com forte apoio a Bolsonaro, não há candidatos petistas ao governo

. Pará: Lula quer Helder, que declarou apoio a Tebet - o governador paraense é do MDB e declarou apoio a Simone Tebet, que tem 1% no último Datafolha. Lula tenta o apoio dele; para isso, conta que a candidatura de Tebet não decole e ela desista antes de agosto.

. Paraíba: Lula contra a chapa nacional - o PSB, do vice Alckmin, terá João Azevedo para a reeleição, enquanto Lula diz que apoiará Veneziano Vital do Rego (MDB) pela antiga ligação com o ex-governador petista Ricardo Coutinho. Nó a ser desatado.

Ciro (PDT)

Foto: Antônio Molina

Empenho do pré-candidato envolve trabalho maior do que os de Bolsonaro e Lula, segundo especialistas ouvidos pelo g1. Ciro terá de alavancar ao mesmo tempo a sua candidatura e a dos candidatos do PDT nos estados, pois o partido não tem aliança nacional com outra sigla. Estagnado na 3ª posição com 8 pontos na intenção de votos no último Datafolha, a missão é atrair apoio em eleições regionais tão polarizadas quanto a nacional.

Cenário

. Ceará - impasse: o presidente do PDT e a ala cirista do partido defendem a candidatura do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio ao governo do estado, o que daria a Ciro um palanque em seu berço político. A governadora Izolda Cela é do seu partido, o PDT, mas tem como padrinho político de seu grupo Camilo Santana, do PT de Lula. Ela quer ser candidata à reeleição.

. Em estados maiores, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, o PDT não possui pré-candidatos fortes para disputar o governo. Segundo o último Datafolha, por exemplo, o candidato de Ciro e do PDT, Elvis Cezar, tem 1% na pesquisa em São Paulo. No Rio, o pedetista Rodrigo Neves é o terceiro, com 7%, distante de Castro e Freixo. Em Minas, Miguel Correa tem 2% da preferência do eleitorado, ainda segundo o Datafolha, longe dos favoritos Zema e Kalil.

. Indefinição: em estados como Paraíba, Rio Grande do Norte, Sergipe e Roraima, Ciro ainda não tem palanque definido ou encaminhado para outubro.

. Piauí: apoio sem favoritismo - O PDT estará com Sílvio Mendes (União Brasil) no pleito ao governo do estado, mas sem ter contrapartida nacionalmente.

'Eleição crítica'

Claudio Couto, cientista político da FGV, diz que as eleições estaduais costumam ter dinâmica própria. O normal é não terem ligação direta com a nacional, quadro que ocorreu com mais força em 2018. Couto a define como "eleição crítica" por trazer grandes mudanças.

"A eleição de 2018 não é uma eleição típica, é muito particular. Houve a quebra da polarização solidificada no Brasil entre PSDB e PT, com o PSDB desaparecendo [nacionalmente]", afirma o cientista. Para ele, as disputas estaduais de outubro não sofrerão influência tão fonte quanto a nacional exerceu quatro anos atrás.

Colaboraram: Arilson Freires, Arthur Sobral, Álvaro Guaresqui, Bárbara Hammes, Cau Rodrigues, Eliena Monteiro, Eric Luís Carvalho, Jhonathan Oliveira, Marília Cordeiro, Paula Resende, Tacita Muniz, Thais Pimentel e Valéria Martins.

Fonte: g1/RN

Zenaide Maia lamenta descaso do governo com famílias brasileiras.

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A senadora Zenaide Maia (PROS-RN) afirmou que os últimos acontecimentos demonstraram que não é verdadeira a ideia de que o governo do presidente Jair Bolsonaro é defensor da ética e da família.

Em relação à família, continuou ela, em pronunciamento nesta quinta-feira (30), o descaso do governo fica comprovado com números: 30 milhões de brasileiros passam fome. Segundo Zenaide, 40% da população das regiões Norte e Nordeste está nessa situação, sendo que 74% são negros.

A senadora citou ainda que 39 milhões de brasileiros estão na informalidade, iludidos com a tentativa do governo de tratá-los como microempreendedores individuais só porque vendem comida em mesas instaladas pelas ruas das cidades brasileiras.

Para piorar todo esse cenário, disse Zenaide, o país enfrenta uma inflação galopante e o ministro da Economia, Paulo Guedes, no lugar de apresentar qualquer projeto para gerar emprego e melhorar a renda das pessoas, prefere acreditar na ideia de que as forças de mercado vão corrigir todos esses problemas.

— Quem defende família, defende um teto. Retirando os dinheiros da educação? Quem defende família, defende uma educação pública de qualidade para essa família. Retirada dos recursos da saúde, do SUS (Sistema Único de Saúde)? Quem defende família, defende saúde para a família, para eles não verem seus familiares morrerem de mortes evitáveis, por falta de recursos do SUS — disse.

Segundo ela, diante desse cenário, não restou ao Senado outra saída, que não a de aprovar a PEC 01/2022, que amplia o valor do auxílio-Brasil e do vale-gás e que cria um benefício temporário para que caminhoneiros e taxistas cubram despesas com combustível.

Fonte: Agência Senado

RN anuncia redução de alíquotas de ICMS sobre combustíveis, gás e energia.

Foto: Reprodução/EPTV

A Secretaria Estadual de Tributação do Rio Grande do Norte (SET/RN) anunciou que reduzirá para 18% a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) que incide sobre combustíveis, gás natural, energia elétrica e comunicações. A medida terá efeito retroativo ao dia 23 de junho, dia da publicação da Lei Complementar Nº 194/2022.

Atualmente, a alíquota praticada no Rio Grande do Norte é de 29% sobre combustíveis como diesel e gasolina. A redução é reflexo da lei sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro, que limitou a incidência do ICMS em produtos considerados essenciais. A legislação passou a estabelecer os combustíveis, energia e gás no rol.

Com a decisão, a pasta vai alterar, em decreto publicado nos próximos dias, a alíquota do ICMS sobre as operações com combustíveis, gás natural, energia elétrica e comunicações à alíquota geral vigente no RN.

"Essas medidas devem impactar na casa de R$ 90 milhões por mês em arrecadação do ICMS. O Governo espera que efetivamente essa medida chegue a reduzir os preços dos combustíveis nas bombas, beneficiando a população", afirma o titular da SET/RN, Carlos Eduardo Xavier.

O Rio Grande do Norte e outros dez estados entraram com Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a lei que determinou a incidência do ICMS estadual em uma única vez, com alíquotas uniformes, em reais, sobre os preços dos combustíveis.

Além de Fátima Bezerra, assinam a ação os governadores de Pernambuco, Maranhão, Paraíba, Piauí, Bahia, Mato Grosso do Sul, Sergipe, Alagoas, Ceará e Rio Grande do Sul. Não há confirmação se a administração estadual irá abrir mão da judicialização do tema.

Por g1/RN

quinta-feira, 30 de junho de 2022

Saúde e Jorge do Rosário farão casadinha em Apodi.

Foto: Reprodução

O pré-candidato Jorge do Rosário (Avante) se reuniu na última segunda-feira (27) com a também pré-candidata Saúde (Republicanos) e o seu grupo onde ficou definida a dobradinha estadual em Apodi.

"A geração de empregos, a partir da interiorização do desenvolvimento do RN, e a defesa da melhoria da estrutura de saúde são as principais razões da nossa aliança. E com isso, vamos lutar pelo Estado!" disse Jorge.

Participaram da reunião o ex-vereador Genival Varela e o ex-candidato a prefeito Rosibério Dias.

Por Guilherme Fernandes 

quarta-feira, 29 de junho de 2022

Fátima afirma que só foi possível investir na recuperação de estradas após recuperar situação fiscal do Estado.

Foto: Elisa Elsie

A governadora Fátima Bezerra (PT) explicou que só agora foi possível iniciar o processo de recuperação das estradas estaduais por causa do rombo fiscal herdado da gestão de Robinson Faria (PSB) cujo problema maior foi o atraso de quatro folhas salariais.

“Em 2019 assumimos o Estado com quatro folhas salariais dos servidores em atraso que somavam R$ 1 bilhão, fornecedores em atraso, estradas e hospitais sucateados, na segurança pública o RN era considerado o Estado mais violento do país. Mas com muito trabalho e uma equipe competente, pagamos os atrasados, saneamos as contas públicas e agora estamos fazendo investimentos como estes”, explicou.

Fátima Bezerra assinou a autorização para a restauração de 16 trechos críticos de rodovias nas regiões Seridó, Agreste, Oeste e Alto Oeste, no valor de mais de R$ 20 milhões.

Ao todo o Governo do RN está investindo R$ 53 milhões na execução do Programa de Restauração de Trechos Críticos das rodovias estaduais. A iniciativa é com recursos próprios.

As ordens de serviço assinadas ontem vão contemplar os trechos: Região Seridó – RN 228, São José do Seridó/Caicó ligando a RN118/BR427. RN 087, Florânia/Tenente Laurentino. RN 087, São Vicente/Florânia, BR226. RN 082 Ouro Branco/divisa com a Paraíba. RN 089 Ouro Branco/Jardim do Seridó, BR427. RN 081, Santana do Seridó. Região Agreste – RN 120, Nova Cruz. RN 269, Barra do Cunhaú/acesso a Vila Flor. RN 003 Espírito Santo/Jundiá. RN 001 Lagoa D’Anta. RN 160 Vera Cruz/Monte Alegre. RN 203, São Tomé/Cerro Corá. RN 203, Barcelona/São Tomé. RN 221, Macau. Região Oeste RN 177, São Miguel/divisa com Pereiro/CE. RN 233, Caraúbas/Apodi. Os serviços serão executados pelas construtoras CLC, Nova Tec e Potiguar.

Por Bruno Barreto

Senado aprova MP que aumenta garantias para setor agro captar recursos.

Foto: Raylton Alves

O Senado aprovou ontem (28) uma medida provisória (MP) que auxilia o setor rural na realização de operações financeiras. Com isso, os produtores rurais passarão a ter menos burocracia na hora de fornecerem garantias para esse tipo de operação. Com a aprovação, a MP deixa de ter duração limitada e torna suas regras permanentes. Agora, o texto segue para sanção presidencial.

A MP, assinada em março, cria o Fundo Garantidor Solidário (FGS), que passará a garantir qualquer operação financeira vinculada à atividade empresarial rural. O fundo abrangerá operações de crédito (como empréstimos e financiamentos) e operações no mercado de capitais (como operações com derivativos no mercado futuro).

Com o fundo, espera-se que as exigências de garantias das instituições financeiras sejam reduzidas e que os produtores rurais tenham mais acesso ao mercado financeiro e de crédito. A mudança na exigência de segurança das assinaturas ajudará pequenos produtores e suas cooperativas, que têm até 1º de janeiro de 2023 para obrigatoriamente registrar Cédulas de Produto Rural (CPR) com valor superior a R$ 50 mil.

Atualmente, as CPRs precisam ser registradas em depósitos centralizados para controlar sua negociação no mercado secundário, girando em torno de R$ 200 bilhões.

O relator da MP no Senado, Acir Gurgacz (PDT-RO), defendeu as medidas da MP em um cenário considerado difícil para os produtores rurais, com alta dos juros, problemas nas cadeias produtivas em todo o mundo e aumento do preço dos insumos. “Os financiamentos da futura safra estão começando e é preciso aprovar essa medida que ajudará o produtor rural brasileiro, permitindo que possam encontrar alternativa de financiamento mais barata devido as garantias que estão envolvidas nessa modalidade de financiamento”, disse.

Com informações da Agência Senado

Recuperação de estradas, Religião e diversidade sexual pautam horário dos deputados.

Durante a Sessão Ordinária desta terça-feira (28), no horário dos deputados, foram levantados temas, como Religião, Política, Saúde, diversidade sexual e recuperação de estradas. 

Primeiro a discursar, Michael Diniz (SDD) falou sobre visita à CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Parnamirim, trazendo algumas demandas da categoria.

“Ontem eu tive o prazer de conhecer o presidente da CDL Parnamirim, Bira, e ele pediu para que tentássemos desenvolver uma obra que interligasse os dois centros de Parnamirim. A cidade está ficando muito dividida, e isso está dificultando a ligação entre os comércios, as pessoas etc”, detalhou.

Em seguida, o parlamentar respondeu à fala anterior da deputada Isolda Dantas (PT), relacionada às suas opiniões sobre diversidade sexual e de gênero. “Ao tomar posse na Casa, falei que era católico tradicionalista. Eu tenho minha fé em primeiro lugar, por mais que dê minhas titubeadas, mas sou firme no que digo. Eu disse que sou de Direita, que meu pai me estimulou a trabalhar com 12 anos, que tenho negócios e investimentos, que defendo a liberdade, que sou trabalhador. E deve ser por isso que a deputada tem tanta aversão a mim”, disse.

Sobre a governadora Fátima Bezerra (PT), o deputado afirmou que “ela não faz nada, só mente, conta balelas e enche linguiça”.

Concluindo sua fala, Michael Diniz ressaltou que se o seu posicionamento fez com que a deputada Isolda se revoltasse tanto, para ele foi um prazer imenso. “Eu vou continuar defendendo meus ideais. Sou convicto das minhas posições, defendo até a morte e não abro nem para um trem”, frisou.

Em seguida, Vivaldo Costa (PV) enalteceu a autorização, por parte do Governo do Estado, das obras de recuperação asfáltica passando pelo município de Ouro Branco.

“Ontem eu recebi um telefonema do ex-prefeito de Ouro Branco, Dr. Araújo, que vinha para uma solenidade com a governadora, juntamente com o atual prefeito, Samuel Souto. Eles estavam muito felizes, porque ela iria autorizar o início das obras da estrada de Ouro Branco à divisa com a Paraíba, além de outro trecho saindo de Ouro Branco até Jardim do Seridó”, iniciou.

De acordo com Vivaldo, ele não entende por que o deputado Nelter Queiroz está sendo contrário à obra. 

“Esse investimento foi defendido por todos os deputados do Seridó, inclusive ele mesmo. Aí, quando a governadora autoriza a restauração, ele injuria a governadora, levanta suspeitas sobre sua palavra e deixa todos atônitos. Ora ele reclama que ela não faz as estradas; ora ele reclama porque ela está fazendo”, recriminou. 

Para o parlamentar, “a governadora conseguiu com muita competência R$ 52 milhões para restaurar nossas estradas. Não vai dar para atender todo mundo, mas resta a esperança de que o ex-presidente Lula voltará ao poder no próximo ano, pelo voto popular. As pesquisas também mostram que Fátima renovará seu mandato, e isso não agrada ao deputado Nelter Queiroz”, finalizou.

Na sequência, Eudiane Macedo (PV) falou sobre a importância de se respeitar a diversidade sexual e as questões de gênero, destacando o perigo de se proferir palavras de ódio em ambientes públicos.

“Uma das coisas que mais me entristecem no nosso País é quando pessoas altamente vulneráveis são atacadas, com ódio, por alguém que ocupa um espaço público e pode ser porta-voz de tantas outras pessoas. A palavra tem um poder muito forte, e dependendo da forma como é usada ela mata. Você não precisa estar com faca, com revólver, com um pau ou com um ferro para matar o outro. Às vezes a palavra, da forma como é dita por um deputado, pode levar alguém ao suicídio”, alertou.

Eudiane acrescentou que tem muitas amigas e amigos LGBTQIA+ e fica muito triste com situações assim. 

“Eu não estive aqui na sessão passada, por isso eu não tinha falado antes. Quando eu assisti ao vídeo, tive vontade de chorar. Eu acho que o deputado Michael Diniz desconhece que LGBTfobia é crime inafiançável, de três anos de prisão. E é tão triste a gente ouvir um jovem de 28 anos falando de religião e moral, dizendo que é cristão e agindo dessa forma. Para mim, o cristão prega o amor; não o ódio, a intolerância e a falta de respeito”, repudiou. 

Segundo a parlamentar, mesmo sem estar no direito de fala, por ter muitos amigos, ela já ouviu relatos de pessoas que abandonaram as salas de aula por causa de bullying e foram renegados em seleções de emprego, “mesmo tendo muita competência, só por ser travesti”.

Finalizando seu discurso, a deputada destacou que “é por tudo isso que foi aprovado no Legislativo o “Projeto Trans Cidadania”, de sua iniciativa e relatoria da deputada Isolda. 

“Nós vamos trabalhar três eixos: Educação, Saúde e mercado de trabalho. Nenhum travesti vai fazer programa porque quer. Muito pelo contrário. Eles fazem isso porque lhes falta oportunidade. E somos nós, como representantes do povo, que devemos criar políticas públicas, para que essas pessoas realmente possam ter o que é delas, de fato e de direito. Aqui, ninguém é melhor do que ninguém. Todos nós somos iguais. E eu, como cristã, defendo o amor, o respeito, a igualdade e a solidariedade. Não se deve misturar Moral, Direita e Religião. O cristão verdadeiro defende o amor e o respeito, e que as pessoas possam viver da forma como amam, respeitando uns aos outros”, concluiu Eudiane.

Em seguida, Nelter Queiroz (PSDB) voltou a criticar a atual gestão do Governo do Estado, ressaltando que alguns deputados não prestaram atenção à sua fala.

“Eu falei que Fátima Bezerra está no governo desde 2019, e hoje, na metade de 2022, faltando seis meses para terminar sua gestão, ela ainda não fez nada. Ela prometeu recuperar as estradas, disse que iríamos ter a Saúde melhorada e que faria uma grande revolução. Mas ela esqueceu o povo do RN. Só está lembrando agora, nos últimos meses. Portanto, deputado Vivaldo, eu não sou contra a recuperação das estradas; eu só disse que fazer obra somente nos últimos meses de mandato não é certo”, destacou. 

Por fim, Ubaldo Fernandes (PSDB) elogiou a gestão da governadora Fátima Bezerra no comando do Estado.

“É muito importante uma casa plural, com várias tendências ideológicas. Então, eu quero contrapor o pronunciamento de Nelter Queiroz. A professora Fátima pegou uma situação muito atípica. Nenhum governo anterior pegou o Estado dessa forma, com quatro folhas de pagamento em atraso, com fornecedores atrasados, com quase 1 bilhão de reais em dívidas. E ainda teve a pandemia. Por isso não dava para investir em muita coisa”, frisou.

Segundo Ubaldo, agora é que o governo começa a ter uma recuperação fiscal e por isso os investimentos estão sendo feitos. 

“É claro que gostaríamos que fossem recuperados 100% das estradas, mas no momento não é possível. Só que já é um avanço. Com certeza quando a governadora puder ela fará”. O meu entendimento é que o governo acertou no investimento em Ouro Branco. É claro que a oposição está no papel dela de criticar, por ser período de eleição. Mas Fátima está fazendo tudo que pode”, finalizou.

terça-feira, 28 de junho de 2022

Governo do RN transfere ponto facultativo do dia de São Pedro para sexta-feira (1º).

Foto: Augusto César

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte alterou o decreto que detalha os feriados anuais e transferiu o ponto facultativo do Dia de São Pedro para a sexta-feira (1º). A decisão é válida para o funcionalismo público estadual.

No ponto facultativo, o expediente para os órgãos, instituições, empresas ou entidades não é obrigatório. A mudança veio com a alteração do decreto 31.240, publicado em dezembro do ano passado. Originalmente, o ponto facultativo seria aplicado nesta quarta-feira (29).

A decisão não se estende aos setores considerados essenciais, como segurança e saúde, por exemplo. No caso de órgãos e entidades da administração indireta estadual, cabe aos gestores de cada instituição decidir se vão aderir ou não ao ponto facultativo.

Na última semana, a prefeitura de Natal já havia publicado decreto com efeito semelhante, concedendo ao funcionalismo público municipal o ponto facultativo na sexta-feira (1º).

Por g1/RN

Aprenda uma receita prática de bolo de milho com coco.

Foto: Inter TV Costa Branca

Para encerrar a série de receitas tradicionais do mês junino, o Inter TV Rural deste domingo (26) apresenta uma receita criada pelo gastrólogo Alexandre Dantas: bolo de milho com coco feito no liquidificador.

O diferencial está na praticidade e rapidez em fazer o bolo. A massa fica pronta bem rápido e o diferencial do sabor fica por conta do coco. Uma ótima pedida para um café da manhã junino.

Ingredientes

. 600 g de grãos de milho verde ou cerca de 5 espigas de milho de tamanho médio

. 120 g de coco seco ralado ou aproximadamente ½ coco seco de tamanho grande

. 250 g ou aproximadamente 1 xícara e ½ de açúcar

. 4 ovos

. 200 ml ou 1 xícara e 1/3 de leite integral (pode ser substituído pelo leite de coco)

. 80 ml ou ½ xícara de manteiga da terra ou manteiga comum ou margarina derretida

. 1 pitada de sal

. Manteiga ou margarina para untar

. Farinha ou flocão de milho para untar

Modo de preparo

Antes de iniciar o preparo, é importante escolher o milho in natura, que dará um resultado melhor. Devemos preferir as espigas que estão no estágio de maturação intermediário, ou seja, nem pode ser muito verde e nem muito maduras, quando os grãos já estão quase secos.

Vamos utilizar o liquidificador e processar os ingredientes seguindo uma certa ordem. Começamos colocando metade da quantidade de grãos de milho (para a mistura não ficar muito pesada logo no início), os ovos, a manteiga, o leite, o açúcar, a pitada de sal e em seguida vamos processar por alguns minutos.

Após processar por cerca de dois minutos, vamos acrescentar o restante dos grãos de milho e continuamos processando mais um pouco. Depois de 2 ou 3 minutos, a nossa mistura estará quase pronta. Quem preferir pode bater mais, para ter um bolo com a massa mais fina. Quem preferir menos tempo, terá um bolo com mais textura e alguns pedaços de milho verde.

O próximo passo é acrescentar o coco à mistura e vamos incorporar com uma colher ou espátula.

Para essa receita vamos usar uma assadeira redonda, mas pode ser a assadeira de sua escolha. Vamos untar com manteiga e polvilhar a farinha de milho ou flocão de milho. Quem for usar o flocão, pode processar um pouco no liquidificador, antes de usar, para obter uma farinha mais fina.

Em seguida, vamos colocar a massa na assadeira e levar para assar em forno preaquecida entre 180 e 200° por aproximadamente 1 hora. Mas o tempo pode ser maior ou menor dependendo do forno. Vamos observar quando a superfície estiver levemente dourada, o bolo estará pronto.

Por g1/RN

quinta-feira, 23 de junho de 2022

Fafá Rosado fechada com Garibaldi.

Foto: Redes sociais

A ex-prefeita Fafá Rosado (PSB) da segunda maior cidade do Rio Grande do Norte, Mossoró, teve seu apoio anunciado a pré-candidatura a deputado federal de Garibaldi Alves anunciado através das redes sociais do mesmo e através de páginas no Instagram e Facebook de amigos ex-prefeita.

Nosso blog procurou a assessoria de Fafá tendo a informação confirmada, ou seja, Fafá está realmente fechada com Garibaldi para federal.

A ex-prefeita ainda não colocou nada em suas redes sociais oficiais que remeta ao apoio a Garibaldi.

Fafá foi candidata pela última vez nas eleições de 2018 onde obteve 33.130 votos.

Por Guilherme Fernandes