segunda-feira, 1 de junho de 2026

RN tem mais de 81 mil crianças com obesidade entre 0 e 9 anos.


Quase 40% das crianças de 0 a 9 anos do Rio Grande do Norte têm excesso de peso. Veja os dados na sequência dessa reportagem. Para especialistas, o cenário é preocupante e exige uma mudança de rota urgentemente, a partir da conscientização de que se trata de um problema de saúde pública e reconhecido como um desafio no Brasil e no mundo.

Na próxima quarta-feira, 3, o tema estará em debate no Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil. A data chama a atenção para reforçar a necessidade da prevenção desde os primeiros anos de vida.

Dados do Atlas Global da Obesidade e da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que o Brasil pode chegar a ser, até 2030, o 5º país no mundo com mais crianças e adolescentes obesos. O levantamento alerta que, se não forem tomadas ações reais, as chances de mudar essa situação são de apenas 2%.

Os dados parciais de 2025 do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) - consultados na quinta-feira, 28 - mostram que, no Rio Grande do Norte, crianças de 0 a 9 anos apresentam 39% de excesso de peso (incluindo sobrepeso, obesidade e obesidade grave), o que equivale a 39 em cada 100 crianças nessa faixa etária. No mesmo recorte, foram registrados 81.040 casos de excesso de peso infantil no estado.

Essa semana, a pediatra Mariana Grigoletto, que é membro da Organização Nacional de Acreditação (ONA), alertou que os dados da Vigilância Alimentar revelam que a obesidade infantil deixou de ser uma situação isolada e se tornou um importante desafio para a saúde pública. Segundo ela, além de ter consequências nos primeiros anos de vida, o excesso de peso na infância pode aumentar significativamente o risco de doenças crônicas na adolescência e na vida adulta, o que reforça a importância da prevenção e do acompanhamento precoce.

Brasil tem mais de 1 milhão de crianças com obesidade

O crescimento da obesidade infantil é visível nos dados nacionais. Conforme dados do Panorama de Obesidade Infantil e Adolescente, com base nas informações do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), de 2025 (parcial), do Ministério da Saúde, no Brasil foram registradas 1.171.916 crianças com obesidade e 783.017 com obesidade grave.

Isso representa 8,94% das crianças de 0 a 9 anos com obesidade, o que equivale a 9 em cada 100, e 5,97% com obesidade grave, ou cerca de 6 em cada 100 nessa mesma faixa etária.

No mesmo período, conforme o SISVAN, 8.230.705 crianças apresentavam peso adequado (eutrofia), representando 62,80% do total — cerca de 63 em cada 100 crianças. Embora a maioria esteja dentro da faixa adequada, o dado também acende um alerta: aproximadamente 37% das crianças avaliadas apresentam algum grau de alteração nutricional, incluindo excesso de peso, obesidade ou obesidade grave, reforçando a necessidade de estratégias preventivas desde a infância.

As principais consequências são: aumento do risco para doenças crônicas como diabetes tipo 2, hipertensão arterial e problemas cardiovasculares; impactos psicológicos como baixa autoestima e maior exposição a situações de bullying.

Especialistas afirmam que é fundamental que as crianças sejam acompanhadas por um pediatra. Quando identificamos alterações no peso e nos hábitos da criança logo no início, podemos intervir antes que a situação piore. Com as orientações certas, é possível evitar que a obesidade aconteça na vida adulta e diminuir os riscos de doenças relacionadas, tornando uma vida mais saudável ao longo do tempo.

Prevenção vem com hábitos saudáveis no dia a dia

Para prevenir a obesidade infantil, a adoção de hábitos saudáveis no dia a dia é fundamental. É importante manter uma alimentação balanceada, com maior consumo de alimentos in natura ou minimamente processados, como frutas, legumes e verduras, além de diminuir o consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas açucaradas, é uma das principais recomendações para a prevenção da doença.

A pediatra Mariana Grigoletto destaca que é fundamental praticar atividades físicas regularmente e limitar o tempo em frente às telas, como celulares, TVs e outros aparelhos eletrônicos. “Formar hábitos saudáveis desde cedo é um fator decisivo para evitar o desenvolvimento da obesidade e de outras doenças associadas. Embora a predisposição genética também possa influenciar no desenvolvimento da condição, os hábitos de vida e o ambiente em que a criança está inserida têm papel fundamental na prevenção e no controle da obesidade infantil.”

Hábitos não saudáveis

As alterações no padrão alimentar durante a infância têm refletido nos indicadores de saúde e nutrição do país. Informações do SISVAN ressaltam como esses costumes estão se alterando nos primeiros anos de vida, especialmente em relação à qualidade da alimentação.

Conforme os indicadores apresentados, as crianças consomem cada vez mais alimentos ultraprocessados ??e bebidas açucaradas à medida que crescem. Isso mostra que os hábitos alimentares não saudáveis ??se intensificam ao longo da infância.

Fonte Jornal de Fato

Dom Francisco anuncia transferência de padres na Diocese de Mossoró.


O bispo da Diocese de Santa Luzia de Mossoró, Dom Francisco de Sales, anunciou neste fim de semana a transferência de diversos padres.

Confira as mudanças abaixo:

Padre Talvacy Chaves – Nomeado vigário paroquial da Paróquia Menino Jesus, em Mossoró. Acolhida: 14 de junho.

Padre Marcos Maciel de Souza Araújo – Nomeado administrador paroquial da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Serra do Mel. Posse: 22 de junho.

Padre Geovani José da Silva – Nomeado vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Serra do Mel. Acolhida: 22 de junho.

Frei Josué Laurindo, O.Carm. – Nomeado administrador da Área Missionária da Nova Mossoró. Posse: 2 de agosto.

Padre Deivid Franklin de Aquino – Nomeado vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Mossoró. Acolhida: 9 de agosto.

Padre Marcos Bruno Fernandes – Confirmado como administrador da Área Missionária de Santa Luzia e Nossa Senhora de Fátima, nos municípios de Água Nova e Rafael Fernandes.

Padre Lucas Henrique – Confirmado como administrador da Área Missionária de São José e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, em Coronel João Pessoa e Venha-Ver.

Padre Miqueias Ícaro de Oliveira – Confirmado como vigário paroquial da Quase Paróquia São João Paulo II, permanecendo também no Colégio Diocesano Santa Luzia.

Padre Pedro Vitor Fernandes Damião – Confirmado como administrador da Paróquia de São João Batista e Nossa Senhora da Conceição, em Apodi.

A Diocese ainda divulgou junto as alterações uma nota em agradecimento pelo relevante serviço pastoral que foi prestado pela Ordem dos Frades Capuchinos na Paróquia da Serra do Mel ao longo do tempo pelo qual os mesmo passaram à frente dela.

Aprenda a fazer bolacha de flocão de milho com coco.

A cozinha nordestina ganha mais um destaque no quadro "Bom Que Só", do Inter TV Rural deste domingo (31), com uma receita simples, afetiva e cheia de sabor. Feita com ingredientes tradicionais e presentes na realidade de muitas famílias, a bolacha de flocão de milho com coco une praticidade, baixo custo e valor nutritivo em um preparo caseiro que atravessa gerações. A combinação de milho e coco, tão marcante na culinária regional, promete perfumar a casa toda e conquistar pelo sabor e pela maciez.

Foto: Inter TV Costa Branca

Veja abaixo o passo a passo da receita:

Ingredientes

. 240 g de flocão de milho triturado no liquidificador

. 130 g de açúcar

. 190 ml de leite de coco quente

. 50 g de coco fresco ralado

. 2 ovos inteiros

. 50 ml de manteiga de garrafa ou manteiga comum derretida

. 10 g de fermento químico em pó

. 1 pitada de sal

. Erva-doce a gosto

Para untar e polvilhar

.Manteiga ou óleo

.Flocão de milho triturado no liquidificador

Modo de preparo

Triture o flocão de milho no liquidificador até obter uma textura semelhante à do fubá. Em seguida, coloque em um recipiente e hidrate com o leite de coco quente. Misture bem e deixe descansar por cerca de 10 minutos.

Enquanto o flocão hidrata, coloque os ovos em outro recipiente e acrescente a manteiga de garrafa, o sal, o açúcar e a erva-doce. Misture até formar um líquido homogêneo e até o açúcar dissolver completamente.

Adicione o flocão hidratado à mistura líquida e mexa até obter uma massa uniforme. Acrescente o coco ralado e misture novamente. Por último, incorpore o fermento químico em pó delicadamente.

A massa deve ficar mais densa, mas ainda caindo da colher em porções. Caso fique muito firme, acrescente um pouco mais de leite de coco. Se estiver muito mole, adicione mais flocão triturado.

Unte uma assadeira com manteiga ou óleo e polvilhe com o flocão triturado. Com o auxílio de uma colher, distribua pequenas porções da massa, mantendo espaço entre elas para que cresçam durante o cozimento.

Leve ao forno preaquecido a 180 °C até que a superfície fique levemente dourada. Evite deixar dourar demais para manter a maciez das bolachas.