A obra de duplicação da BR-304 já alcança 20 quilômetros do trecho entre Assú e Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte. Já são 10 quilômetros com terraplenagem concluída e base em concreto já executada e outros 10 quilômetros em fase de terraplenagem e preparação da base.
Mais uma etapa importante foi cumprida no domingo, 12, com a detonação de rochas às margens da rodovia. A intervenção faz parte das etapas necessárias para a continuidade dos trabalhos de ampliação da via, segundo os engenheiros da Construtora Luiz Costa (CLC), empresa mossoroense responsável pela obra.
De acordo com o secretário de Infraestrutura do Governo do Estado, Gustavo Coelho, o cronograma de obra vem sendo cumprido rigorosamente. Coelho afirma que com a detonação de rochas o trabalho de terraplenagem e concretização avançará no sentido Assú-Mossoró.
Esse trecho em obras integra o Lote 1 do projeto, que contempla 57,6 quilômetros de extensão, com investimento estimado em R$ 376 milhões, recursos do Governo Federal por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 3).
Já o Lote 2, com 38,1 quilômetros, deverá ampliar a integração da rodovia a partir do final da Reta Tabajara, ligando Macaíba ao município de Riachuelo. Esse trecho fortalecerá o eixo rodoviário que conecta o litoral, o Agreste, a região Central e o Oeste potiguar.
O prazo total para conclusão das obras é de 36 meses. Ao final, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) entregará aos usuários uma rodovia duplicada, com canteiro central de 7 metros, duas faixas de rolamento de 3,60 metros cada, além de acostamento interno de 1 metro e externo de 2,5 metros.
Obra aguardada há seis décadas
A BR-304, construída na década de 1960, é considerada a principal rodovia do Rio Grande do Norte, sendo fundamental para o escoamento da produção agrícola, mineral e industrial. A via também desempenha papel estratégico na circulação de pessoas e no fortalecimento do turismo regional.
Trata-se de rodovia diagonal com 418 quilômetros de extensão, que se inicia em Natal (RN) e se estende até Beberibe (CE). A via é estratégica para o desenvolvimento econômico e turístico do Rio Grande do Norte, além de representar a principal ligação entre a capital e importantes cidades do interior, como Mossoró.
A governadora Fátima Bezerra (PT), cumprindo agenda em Mossoró nesta segunda-feira, 13, destacou o avanço da duplicação da BR-304, ressaltando a luta travada por sua gestão para concretizar a obra.
“Esta é uma conquista esperada há 60 anos pelo povo do Rio Grande do Norte. A duplicação da BR-304 simboliza a presença do Estado brasileiro, o planejamento e o compromisso com a vida, com a segurança e com o desenvolvimento”, disse a governadora, para ressaltar: “Foi com o Novo PAC e com a decisão política de priorizar a infraestrutura que conseguimos tirar essa obra do papel e transformá-la em realidade.”
No lançamento da obra, em janeiro deste ano, o ministro dos Transportes, Renan Filho, batizou a governadora Fátima como a “mãe” da iniciativa, reconhecendo o trabalho feito junto ao Governo Federal em Brasília.
“A duplicação da BR-304 foi indicada pelo Governo do Rio Grande do Norte como prioridade no âmbito do Novo PAC, a partir de articulação da governadora Fátima junto ao presidente Lula. A obra integra o conjunto de investimentos estratégicos definidos em diálogo federativo”, afirmou o ministro na ocasião.
Principais Informações sobre a Obra
- Trecho em Foco: Km 97 e proximidades, trecho entre Mossoró/Assú
- Investimento: Cerca de R$ 376 milhões (Lote 1B).
- Execução: Construtora Luiz Costa (CLC)
- Interdições: A PRF realiza interdições totais para detonação de rochas, sendo necessário conferir os comunicados de tráfego (geralmente aos domingos)
- Importância: Principal ligação entre Natal e Mossoró, crucial para o turismo e economia do estado
Pontos de Atenção:
- A rodovia corta o estado por mais de 400 km.
- A obra busca reduzir o alto índice de acidentes e a lentidão no tráfego na região.
- Recomenda-se acompanhar os avisos da PRF sobre bloqueios para detonação de rochas.
Fonte Jornal De Fato

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