sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Em ano eleitoral, as regras dos concursos públicos mudam.


Em ano eleitoral as regras dos concursos públicos mudam. Agora em 2026, as provas podem acontecer normalmente, os Editais podem ser publicados, as inscrições abertas e os resultados homologados. O que sofre alteração é a nomeação dos aprovados que fica restrita durante um período específico da campanha.

Pela legislação eleitoral, nos três meses que antecedem a votação até a diplomação dos eleitos, os governantes não podem convocar novos servidores, salvo exceções previstas em lei. A regra está na Lei nº 9.504/1997, que estabelece limites para evitar uso da máquina pública em período eleitoral.

Fora desse intervalo, as nomeações são legais e podem ocorrer normalmente. E quem for convocado dentro do prazo regular mantém o direito à posse e ao exercício do cargo, respeitando os prazos administrativos previstos em cada órgão.

2026 deve ser um ano de muitas oportunidades. A previsão é de mais de 230 mil vagas em concursos públicos em todo o país, segundo levantamento da Associação de Apoio aos Concursos Públicos e Exames. O número é impulsionado por aposentadorias acumuladas e pela necessidade de recompor quadros na administração pública.

Entre os concursos mais aguardados estão os da Advocacia-Geral da União, com previsão de 668 vagas, e do Tribunal de Contas da União, que deve selecionar novos auditores.

Também estão no radar o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, com previsão de cerca de 39 mil contratações temporárias, e a Câmara dos Deputados, que oferece 110 vagas para analista policial e técnico legislativo, com salários que podem chegar a 30 mil reais.

Outro ponto importante… não haverá uma terceira edição do Concurso Nacional Unificado. A ministra da Gestão, Esther Dweck, já confirmou que o modelo não será repetido em 2026. Com isso, as seleções tendem a voltar ao formato tradicional, o que pode aumentar a concorrência em carreiras mais disputadas.

Resumo da história: concurso em ano eleitoral pode, sim. O que exige atenção é o calendário das nomeações. Para quem está se preparando, a palavra-chave é planejamento. Ficar atento aos editais e aos prazos pode fazer toda a diferença.

Por: Katia Maia, Agência Voz

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