terça-feira, 13 de junho de 2023

“Arraiá do Povo” emplaca como principal novidade do Mossoró Cidade Junina 2023.

Foto: PMM

O polo “Arraiá do Povo”, criado neste ano pela Prefeitura de Mossoró dentro do “Mossoró Cidade Junina”, recebeu aprovação do público que garantiu a alegria nos dois primeiros dias de programação no Parque de Exposições Armando Buá (Feira do Bode). As atividades do novo polo começam às 11h e seguem até as 18h, incluem barracas de comidas típicas, comercialização de produtos da agricultura familiar e música com apresentações de grupos e bandas de forró.

Nestes dois dias de “Arraiá do Povo” o público foi a principal atração. Jandilson Justino Alves foi com a esposa Isabela Apolinário, que é surda, para aproveitar a programação. “Eu tô achando tudo maravilhoso. Nós moramos aqui vizinho e estamos aproveitando tudo. Minha esposa é surda, mas como aqui tem intérpretes de Libras, ela consegue participar e está gostando de tudo”, relatou. O casal se destacou enquanto dançava ao som da banda Cavaleiros do Forró, principal atração deste domingo.

A inclusão faz parte do objetivo de criação do novo polo. Como a programação acontece em horário diurno favorece a participação de pessoas de várias faixas etárias. Nesses dois primeiros dias de evento, o “Arraiá do Povo” recebeu muitas crianças que vieram com os pais de vários bairros de Mossoró e também de outras cidades. “Eu tô achando tudo perfeito. Eu não imaginava que fosse ser assim tão organizado. É um ponto onde as pessoas se encontram para se divertir, onde as famílias podem trazer as crianças sem medo. Foi uma excelente ideia criar esse espaço”, comentou Theo Lima.

A estrutura do “Arraiá do Povo”, a exemplo dos demais polos do “Mossoró Cidade Junina”, também foi um dos fatores que contribuiu para a aprovação do público. “Muito bom este espaço em um horário diferente, tranquilo e por todo canto que a gente olha tem segurança. Estou gostando demais”, comentou Bergue Duarte.

Neste domingo (11), segundo dia do “Arraiá do Povo”, a animação ficou por conta de Bruno Martins, Tanda Macedo, Cavaleiros do Forró e Marcus Lucena. Os integrantes da banda Cavaleiros do Forró ressaltaram que participar do “Mossoró Cidade Junina”, e em especial fazendo parte da estreia de um novo polo, é motivo de honra para todos os integrantes. A banda fez um show de pouco mais de uma hora e atraiu uma verdadeira multidão que dançou e cantou os sucessos do grupo. As atrações do segundo dia foram encerradas com a apresentação do artista Marcus Lucena.

Estrutura

 O “Arraiá do Povo” dispõe de policiamento com agentes da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Guarda Civil Municipal, Patrulha Maria da Penha, posto de atendimento do Samu, Ponto de Inclusão com intérpretes de Libras durante toda a programação, barracas de comercialização de produtos da agricultura familiar, barracas de comidas típicas, lanchonetes e banheiros químicos em vários pontos. A programação neste primeiro ano de criação do polo acontecerá somente aos sábados e domingos, das 11h às 18h.

Aprenda receita de torta cremosa de milho verde com frango.

Foto: Inter TV Costa Branca

O milho verde é um dos ingredientes principais apresentada neste domingo (11) no programa Inter TV Rural.

O prato é uma torta de milho verde com recheio de frango cremoso. Uma boa opção de receita salgada para os festejos juninos.

Ingredientes

Massa

. 450 g de grãos de milho verde (aproximadamente 3 espigas de tamanho médio)

. 100 g ou 1 xícara de chá de flocão de milho

. 4 ovos

. 100 ml ou ¾ de xícara de chá de óleo de girassol, milho ou soja

. 250 ml de leite integral ou 1 xícara e ½

. 100 g ou ½ copo de requeijão cremoso

. 15 g ou uma colher de sopa rasa de fermento químico em pó

. 10 g ou 1 colher de chá de sal

Recheio

. 500 g de frango cozido e desfiado

. 1 cebola roxa pequena cortada em pedaços pequenos

. 100 g ou ½ copo de requeijão cremoso

. 200 g ou 1 caixa de creme de leite

. 2 dentes de alho grandes, triturados

. Cebolinha, azeite colorau (ou páprica), sal e pimenta do reino a gosto

. Óleo e farinha de trigo para untar e polvilhar a assadeira

Modo de preparo

A preparação é iniciada pelo recheio. O primeiro passo é colocar um fio de azeite em uma frigideira para refogar a cebola. Aguarde apenas a cebola murchar e na sequência coloque o alho para refogar bem rapidamente. Também adicione um pouco de páprica e refogue por mais 1 a 2 minutos.

Com o refogado bonito e perfumado, coloque todo o frango e o envolva na mistura, refogando todos os ingredientes juntos por mais um tempo. Em seguida, ajuste o sal e a pimenta e adicione o creme de leite, misturando bem.

Após o creme de leite, é a hora de acrescentar requeijão cremoso. A ideia é que o frango fique cremoso e suculento. Por fim, entra a cebolinha e o material é reservado.

Massa

Em um liquidificador, processe os ovos, o leite, o óleo, o milho verde, o requeijão cremoso, o flocão de milho e o sal. Bata por cerca de 5 minutos. A intenção é deixar a massa líquida. Em seguida, coloque o fermento, misture com uma colher e a massa já estará pronta.

Utilize uma assadeira untada com óleo e polvilhada com farinha de trigo. Adicione uma primeira camada de massa até uma altura ainda abaixo da metade do recipiente. Por cima, coloque todo o recheio de frango cremoso, espalhando delicadamente e de maneira uniforme.

Para finalizar, o restante da massa é despejada até cobrir todo recheio, mas com cuidado para não ultrapassar a borda da assadeira.

O prato é assado em um forno preaquecido a 200° até que a superfície da torta fique levemente dourada. No preparo para a Inter TV, a torta ficou cerca de 1 hora no forno.

Quem quiser, pode finalizar com uma cobertura de queijo coalho ralado e o prato está pronto para ser servido.

Fonte g1/RN

sexta-feira, 9 de junho de 2023

Tibau contempla 200 famílias com auxílio financeiro inédito.

Foto: Reprodução

A prefeita de Tibau Lidiane Marques (PSDB) anunciou nesta quarta-feira a lista com os nomes dos 200 contemplados com o programa Tibau Solidário, iniciativa inédita no município.

A proposta é conceder um auxílio financeiro de R$ 230 nas rendas familiares mensalmente, através de um cartão de crédito que poderá ser usado no comércio local.

A lista com os contemplados pode ser conferida na Secretaria de Assistência Social da Prefeitura a partir de hoje.

Prazo

A prefeita também pontuou que o programa beneficiará as mães e pais das 200 famílias, dentro do prazo médio de trinta dias, conforme anunciado anteriormente em sua gestão.

“Vale lembrar, e também ressaltar, amigos e amigas tibauenses, que nenhum dos municípios próximos oferece esse benefício à população, e Tibau poderá oferecer a esses 200 beneficiários com recursos próprios, esse crédito inédito que tanto nos orgulha.”, disse.

Espetáculo Chuva de Bala reúne 3 mil espectadores na primeira apresentação em Mossoró.

A estreia do tradicional espetáculo Chuva de Bala no País de Mossoró reuniu cerca de 3 mil pessoas na estreia na noite de quarta-feira (7), de acordo com a organização.

O espetáculo reconta a história da expulsão do bando do cangaceiro Lampião há quase um século na cidade e chegou à sua 21ª edição neste ano.

O espetáculo é apresentado no adro da Capela de São Vicente, no centro da cidade, exatamente onde, no alto da torre, os mossoroenses fizeram uma emboscada para expulsar o bando de Lampião em 1927. A capela é também chamada de Igreja de Lampião.

Quem participa desde a primeira apresentação do espetáculo, em 2002, é o ator Renilson Fonseca, que neste ano viveu na peça o então prefeito da cidade Renilson Fonseca.

Foto: Allan Phablo/PMM

"Quando me chamaram para fazer o prefeito, eu só imaginava a força, a resistência, a garra do mossoroense. Porque em 1927 o grande terror era o lampião e ele conseguiu armar a cidade para expulsar lampião", disse.

"Eu trabalhei bastante para ter a oportunidade de chegar a isso e a sensação que eu estou sentindo e acredito que até o fim da temporada vai ser de satisfação".

Mossoró tem uma localização geógrafica muito boa. ela fica entre duas capitais e ao mesmo tempo entre o mar e o sertão e todos esses produtos vinham aqui pra mossoró; na epoca tinha um porto franco, onde chegavam navios do mundo todo.

O espetáculo neste ano conta com 80 pessoas, entre atores, bailarinos, equipes de maquiagem, figurino e coreografia.

Neste ano, o Chuva de Bala tem direção geral de Leonardo Wagner, assistência de produção do cineasta Plínio Sá e coreografia de Roberta Schumara.

"Existe um texto brilhantemente escrito por Tarcísio Gurgel, mas a gente precisa dar um pouco do nosso tempero, da nossa forma de ver a arte, da nossa essência e é isso que a complementa o que a gente chama de adaptação roterística", disse o diretor Leonardo Wagner.

As apresentações acontecem ainda nos dias 8, 9, 10, 11, 13, 15, 16, 17, 18, 22 e 23 de junho.

História

A história contada e recontada pelo Chuva de Bala ressalta o heroísmo de líderes da cidade e da população que expulsou o bando de Lampião em uma batalha histórica, no dia 13 de junho de 1927.

Lampião era o cangaceiro mais temido do Nordeste. O bando de Virgulino Ferreira resolveu invadir a cidade de Mossoró, mas cidade soube da possível invasão e o prefeito na época, Rodolfo Fernandes, montou trincheiras para defesa.

Fonte g1/RN

Ex-ministro de Bolsonaro, Fábio Faria faz foto com Alckmin e irrita aliados.

Foto: SBT

Fábio Faria, ex-ministro das Comunicações, acompanhou nos bastidores o evento de comemoração dos 60 anos do Programa Silvio Santos e posou para fotos com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que participou da gravação.

Faria é casado com Patrícia Abravanel e genro de Silvio Santos. Foi relatado à coluna que Faria teria enviado, por Alckmin, um abraço a Lula.

A imagem do encontro de Faria e Alckmin, divulgada pelo SBT, irritou bolsonaristas, que se queixam de um abandono do ex-ministro em relação a Bolsonaro e consideram o episódio como o início de uma aproximação de Faria com o governo Lula, o que é visto como traição.

Em março deste ano, o BTG contratou Faria para o gerenciamento das relações institucionais do banco.

Ao participar da gravação, Alckmin celebrou o apresentador Silvio Santos. No Twitter, postou que ele é “um dos maiores comunicadores do Brasil”.

“Com leveza e simplicidade, seu programa completa 60 anos, alegrando milhões de brasileiros em seus momentos de lazer. Ao longo desse período, tive a oportunidade de participar de alguns de seus quadros, como convidado. Vida longa ao rei da televisão brasileira! ‘Ma ôee!’.”

Por Juliana Dal Piva

quarta-feira, 7 de junho de 2023

Governadora sanciona piso dos professores; pagamento será dia 15.

Foto: Raiane Miranda

A governadora Fátima Bezerra (PT) sancionou a Lei que atualiza o piso salarial do magistério nesta terça-feira (06).

O Projeto de Lei, que pedia para que fosse implantado o piso salarial dos professores e especialistas em educação do estado, havia sido enviado pelo Governo do Estado e foi aprovado pelos deputados e deputadas em sessão plenária nesta mesma terça-feira (06). Tão logo chegou à sua mesa, a governadora assinou sua sanção.

“Com a sanção desta Lei, quero aqui assegurar que o pagamento referente ao mês de maio será pago em uma folha suplementar ainda [15] em junho. E as duas últimas parcelas, conforme a própria Lei, serão pagas em novembro e dezembro”, explicou.

A lei que atualiza o piso garante o reajuste de 14,95% ao magistério, e é importante salientar que não alcança somente os trabalhadores da educação da ativa, mas abrange também os aposentados e pensionistas, respeitando os princípios da paridade, da integralidade, e da linearidade.

Esse reajuste é retroativo a 1º de janeiro e será feito em três parcelas, conforme anunciou a governadora – em folha suplementar ainda neste mês de junho, e junto aos salários de novembro e dezembro.

Por Saulo Vale

Redução de valores de cachês deixa artistas insatisfeitos com Allyson.

Foto: Reprodução

A alegria demonstrada pelos artistas locais no Pingo da Mei Dia e camarotes contrasta com o sentimento interno a respeito do prefeito Allyson Bezerra (SD), que muitos só desabafam com pessoas próximas temendo represálias.

Em conversas com artistas e produtores culturais o Blog do Barreto foi informado da insatisfação generalizada dos artistas locais com o prefeito.

O motivo é a redução dos cachês em relação ao ano passado. Em alguns casos a pancada chegou a 50% de redução.

A organização do Mossoró Cidade Junina não colocou um limite de cachê por polo. Os artistas apresentaram notas com a média dos cachês cobrados em outros eventos públicos e os valores que serão pagos ficaram abaixo da média inclusa na proposta.

Aristas que reclamaram foram excluídos do “Pingo” e ficaram fora da Estação das Artes, onde se apresentam para um público maior. Outros, ficaram nos principais eventos, mas tocando em um horário em que o público estará reduzido.

“Eles tiraram o amor da gente tocar aqui. As bandas crescendo, levando o nome de Mossoró para fora e eles baixando os cachês”, desabafou um artista que pediu para não ser identificado. “Politicamente é horrível para o prefeito”, avaliou.

Outra reclamação é de falta de prestígio. Os artistas locais ficaram de fora do material de divulgação que privilegiou os artistas de fora.

Outro lado

O Blog do Barreto entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura de Mossoró que por meio de nota informou que os cachês foram negociados respeitando os limites legais. “A Secretaria Municipal de Cultura esclarece que todos os cachês dos artistas mossoroenses, contratados para o Mossoró Cidade Junina 2023, foram negociados com cada artista, respeitando os trâmites legais e baseando-se no Credenciamento nº 01/2023”, explicou.

Por Bruno Barreto

segunda-feira, 5 de junho de 2023

Moeda comum: como proposta do governo pode afetar brasileiros e vizinhos sul-americanos.

Foto: Ricardo Stucker

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproveitou a reunião com líderes de países da América do Sul, na última semana, em Brasília, para reforçar o desejo do governo brasileiro de criar uma moeda comum para a região.

O assunto foi um dos 10 temas que Lula colocou em discussão a representantes dos países da Unasul (União das Nações Sul-Americanas) presentes na capital brasileira.

A ideia, segundo o governo federal, é criar uma "unidade de referência comum" para o comércio entre os países do bloco, com o objetivo de reduzir a "dependência de moedas extrarregionais" — neste caso, o dólar.

Em outras palavras, a proposta pretende estabelecer uma espécie de moeda que sirva apenas para as relações comerciais entre os países — ou seja, para o pagamento de itens importados e exportados em território sul-americano — diminuindo, assim, o protagonismo do dólar.

Trata-se de um formato diferente da chamada moeda única, como o euro, que é uma moeda corrente utilizada não só para o comércio entre os países, mas também para pagamentos pela população no dia a dia (entenda mais baixo a diferença entre moedas única e comum).

Apesar de ainda não haver um detalhamento técnico da proposta — que exige uma implementação complexa —, especialistas ouvidos pelo g1 consideram o plano positivo, com potencial para gerar ganhos na industrialização dos países sul-americanos e geração de empregos especializados, que exigem uma formação técnica ou superior.

O que você vai ler nesta reportagem:

. Moeda comum e moeda única: qual a diferença.

. Os possíveis efeitos da proposta e as dificuldades para sua implementação.

. Quais os impactos para o Brasil.

. Discussão é antiga, mas ganhou nova roupagem.

. Moeda comum e moeda única: qual a diferença

Apesar de a união monetária entre os países da América do Sul ser uma discussão antiga (entenda mais abaixo), houve uma confusão recente em relação aos conceitos de "moeda comum", colocada pelo governo, e "moeda única".

Importante esclarecer os termos. Primeiro, vamos à moeda única, formato que se encaixa em um exemplo bem conhecido: o euro.

De forma simples, a moeda europeia é considerada única por ser usada não só em transações comerciais entre os países, mas também no dia a dia das pessoas — seja na ida à padaria ou na compra de um carro, por exemplo. Trata-se da moeda oficial de 20 países da Europa.

No caso da moeda comum proposta pelo governo brasileiro, a ideia é diferente. Ela funcionaria apenas como uma "câmara de compensação", utilizada para transações comerciais entre os países. Não seria emitida, não teria utilidade em território nacional e, portanto, não substituiria nem seria usada simultaneamente ao real.

"O Brasil tem tentado diminuir a força do dólar e usar essas moedas que a gente chama de 'escriturais', que não têm curso corrente [ou seja, não são usadas no cotidiano como moeda oficial]. Elas servem, principalmente, como sistemática de compensação [pagamento entre os países]", explica Welber Barral, consultor especializado em comércio internacional.

"A ideia é boa, e poderia facilitar o comércio regional. Mas ainda são necessárias diversas regras de implementação, incluindo acordos entre os bancos centrais sul-americanos. Até agora, vi declarações muito vagas sobre o tema. Não foi colocado um plano de trabalho nem prazos específicos", continua.

Os possíveis efeitos da proposta

Um dos principais benefícios, segundo especialistas, seria o fortalecimento da relação comercial na região. O movimento, explicam, poderia gerar ganhos na industrialização e melhora no potencial produtivo dos países sul-americanos.

Na prática, uma moeda comum poderia diminuir a dependência do dólar e, assim, destravar a capacidade de pagamento de vizinhos como a Argentina, incentivando, entre outros fatores, a venda de produtos do Brasil para o país.

Atualmente, o potencial de compra dos argentinos é engessado devido ao baixo estoque que o país tem da moeda norte-americana e à dificuldade de formação de reservas internacionais, destacam os especialistas.

O economista-chefe da Análise Econômica, André Galhardo, lembra que essa é uma discussão antiga, mas que voltou a ganhar relevância após os últimos acontecimentos na Argentina. O país enfrenta uma diminuição de reservas internacionais e já registra uma inflação acumulada acima de 100%.

"Apesar dessa situação, a Argentina é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil. Vale ressaltar que a nossa pauta exportadora para o país é riquíssima, com venda de produtos industrializados. Então, [a capacidade de compra do país vizinho] é muito importante para nós", diz.

Segundo o economista, a questão é estratégica para o Brasil, que precisa "amparar" os parceiros comerciais da América do Sul e da América Latina para que continuem sendo grandes importadores de produtos brasileiros industrializados.

Nesse contexto, o professor de economia da Unifesp André Roncaglia usa uma analogia para explicar um dos principais gargalos atuais da relação comercial entre os países da região.

"É o que a gente chama de problema de encanamento: tem água, tem tudo, mas a conexão entre as partes não se efetiva", diz ele, em referência às dificuldades que países enfrentam em suas relações comerciais diante da depreciação de suas moedas.

Além da Argentina, é o caso também da Venezuela, por exemplo. Apesar do potencial de importação, os países enfrentam desvalorização cambial e escassez de dólar — situação que prejudica diretamente os investimentos e a relação comercial com outras nações.

Foto: EPA

"A ideia da moeda comum seria essa: diminuir os entraves e os problema cambiais que alguns países da região sofrem pela sua dependência relacionada ao dólar. Então, criando esse mecanismo paralelo, você conseguiria viabilizar de maneira mais efetiva o comércio entre essas nações”, explica Roncaglia.

Outro ponto destacado pelo especialista é o potencial para ampliação de acordos nas áreas de infraestrutura, segurança e saúde, tipos de investimentos que dependem de cooperação entre os países.

"Há uma série de benefícios a serem destravados se houver uma moeda nesses moldes", conclui.

Dificuldades para sua implementação

Um dos principais desafios é a própria aplicação da proposta, que ainda não teve detalhes técnicos divulgados. O plano é complexo e, entre os pontos que ainda precisam ser estabelecidos, está o formato inicial de aplicação de recursos pelos países-membros.

A criação de um fundo para reduzir as diferenças entre as nações superavitárias (com as contas em dia) e as deficitárias (com resultados negativos) também teria que ser melhor detalhada. O objetivo, nesse caso, é criar mecanismos para equilibrar as economias do bloco.

Especialistas reforçam que a adoção de uma unidade comum requer cooperação de países que, atualmente, enfrentam necessidades e desafios distintos no curto e no longo prazo.

Assim, sua aplicação seria gradual e precisaria seguir o ritmo de restauração econômica dos países que enfrentam profunda crise, explica Roncaglia.

O economista ressalta que, nesse contexto, o Brasil desempenha um papel importante, porque além de ser a principal economia e possuir as maiores reservas internacionais da região, a liderança que o país exerce é central para essa estratégia.

"Mas vimos que não é tão simples um alinhamento de vários países com diferentes frentes ideológicas", pondera.

Para o professor, também seria necessário o fortalecimento do potencial de bancos públicos, como o BNDES, o Fonplata (formado por Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai) e o Caf, banco de desenvolvimento da América Latina.

"É importante que essas instituições sejam reforçadas do ponto de vista do financiamento. Para isso, é preciso uma articulação dos bancos centrais da região. E é aqui que os desafios são grandes", diz Roncaglia. "No caso da Argentina, por exemplo, eles têm uma demanda muito grande por dólares, e o Banco Central brasileiro não pode ceder os dólares que tem."

Quais os impactos para o Brasil

Na prática, esse arranjo proposto pelo governo brasileiro pode ampliar o espaço de cooperação em investimentos, principalmente na área de infraestrutura compartilhada.

O professor André Roncaglia cita como exemplo a otimização da exploração de recursos naturais nas reservas de lítio — tipo de metal utilizado para fabricação de baterias. Grande parte das reservas mundiais do minério está no chamado Triângulo do Lítio, que abrange o norte do Chile, da Argentina e parte da Bolívia.

Essa cooperação poderia permitir ao Brasil oportunidades de sofisticação de sua produção, além de possibilitar o que o economista chama de "subir a escada tecnológica" — o que significa aproveitar o processo mundial de transação energética para aumentar a oferta de baterias elétricas.

"Essa cooperação é importante porque nossos parceiros comerciais da região são menos industrializados do que o Brasil", diz Roncaglia.

Isso significa que, na prática, esse cenário possibilitaria que o Brasil desenvolvesse ainda mais a indústria de produtos manufaturados, com ganhos de produção e exportação.

"O resultado disso é a geração de empregos de melhor qualidade aqui no Brasil", completa o professor da Unifesp.

Discussão é antiga, mas ganhou nova roupagem

No final dos anos 1980, Brasil e Argentina chegaram a discutir a ideia de uma moeda comum para o comércio, que se chamaria "gaúcho". A proposta, no entanto, caiu no esquecimento diante do desafio de implementação.

O tema também veio à tona durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Em 2019, o ex-presidente divulgou planos para uma união monetária, que também nunca se materializou. A criação de um "peso real" — moeda comum entre Brasil e Argentina — foi defendida ainda pelo ex-ministro da Economia de Bolsonaro, Paulo Guedes.

A proposta do governo atual tem referência em um artigo publicado em maio de 2022 no jornal "Folha de S.Paulo", assinado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e por seu braço direito, Gabriel Galípolo, indicado para a diretoria de Política Monetária do Banco Central do Brasil.

No texto, os dois defendem a criação de uma moeda sul-americana para fortalecer o processo de integração regional e a soberania monetária dos países da América do Sul. Isso em um contexto em que, nas palavras dos autores, os países emergentes ou em desenvolvimento ainda sofrem "limitações econômicas decorrentes da fragilidade internacional de nossas moedas".

Foto: Ton Molina

O ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles relembra que, durante sua gestão como presidente do Banco Central do Brasil (2003 a 2011), o assunto também foi colocado na mesa, mas para a criação de uma moeda única — ou seja, nos moldes do euro.

Para ele, a evolução para aplicação de uma moeda única dependeria, entre outros fatores, da compatibilidade entre os países em relação às políticas fiscais e monetárias.

“Em primeiro lugar, as políticas fiscais são completamente diferentes. As políticas monetárias também, além da inflação, que no Brasil caminha para algo próximo de 6%. Já na Argentina, por exemplo, a inflação supera os 100%. Há diferenças fiscais e uma inflação completamente distinta”, diz.

O ex-presidente do BC também destaca, nesse caso, a importância da criação de um Banco Central que represente todo o Mercosul, como acontece na Europa, que possui o Banco Central Europeu.

“A minha resposta quando estive à frente do BC foi a seguinte: para funcionar, tem que ser feita uma estrutura nos moldes da moeda europeia [euro]. As políticas monetária e cambial e, principalmente, as políticas fiscais dos diversos países devem estar alinhadas”, conclui.

Fonte Portal g1

Na Panela da Chef: aprenda a tradicional receita de canjica.

Foto: TV Clube

O quadro Na Panela da Chef, no PITV 1, ensina a tradicional receita piauiense de canjica.

A delícia é indispensável neste período do ano nas festas de São João. E para os amantes de milho, em qualquer período do ano uma canjiquinha vai bem. Veja a receita abaixo!

Ingredientes

. 4 espigas de milho novas

. 1 coco seco novo

. 400 ml de leite integral

. 395 ml leite condensado

. 1 litro de água filtrada

Modo de preparo

Tire o milho das espigas e reserve. Bata o coco com a água e peneire retirando todo o bagaço e reserve, separadamente, o leite de coco e o coco ralado.

Em um liquidificador, coloque as espigas, o leite de coco e triture até obter uma mistura grossa. Depois, peneire novamente e coloque o "suco" em uma panela, o bagaço da peneira bata novamente com o leite integral e repita o processo.

Em uma panela em fogo alto, coloque o leite condensado junto com os líquidos e mexa até borbulhar.

Coloque em fogo baixo até cozinhar a canjica. Passe o coco ralado na frigideira quente e seca. Coloque um pouco de sal.

Monte as canjicas quentes em potinhos com um pouco do coco ralado salgado em cima e sirva quente ou gelado.

Fonte Portal g1

sexta-feira, 2 de junho de 2023

Justiça do RN condena Rogério Marinho por contratação de funcionária fantasma na Câmara Municipal de Natal.

Foto: Gabriela Biló

A Justiça do Rio Grande do Norte condenou o senador pelo estado Rogério Marinho e o vereador de Natal Bispo Francisco de Assis à perda dos mandatos por um susposto esquema de contratação de funcionários fantasmas na Câmara Municipal de Natal (CMN) entre os anos 2004 e 2007.

A sentença determinou o afastamento imediato dos dois "de qualquer função pública que estejam ocupando" e ainda à perda dos direitos políticos de Marinho por oito anos, e do Bispo, por dez. Ainda cabe recurso da decisão.

Quando ocupava o cargo de vereador, Marinho teria sido "padrinho" na contratação de uma médica que, segundo a sentença, nunca trabalhou na CMN, mas constava na folha salarial da Casa. O Bispo, por sua vez, é acusado da contratação de três funcionários fantasmas.

Em nota, o senador Rogério Marinho disse que "respeita, mas não concorda com as conclusões da Justiça de que seria ato de improbidade a contratação de médica para atender a população carente gratuitamente, por esse atendimento não ser prestado nas dependências da Câmara Municipal de Natal".

Segundo Marinho, "não há acusação de apropriação de dinheiro, nem de que o serviço não era prestado" e considera, por isso "descabida a condenação em uma ação, cuja a iniciativa, inclusive, se encontra prescrita de acordo com a Lei de Improbidade Administrativa". O senador garantiu inocência e informou que vai recorrer da decisão.

O Bispo Francisco de Assis se resumiu a dizer que os advogados estão cientes da condenação e cuidando do caso.

Os dois foram condenados por atos improbidade administrativa que causam lesão ao erário, diante de qualquer ação ou omissão que cause perda patrimonial, desvio, apropriação, malbaratamento ou dilapidação dos bens ou haveres da entidade.

Outros cinco ex-vereadores também foram condenados na sentença. Os ex-vereadores Salatiel de Souza e Edivan Martins foram absolvidos no processo.

Médica contratada por Marinho

A sentença judicial afirma que, o hoje senador, Rogério Marinho cometeu o ato de improbidade administrativa, causando dano ao erário, ao contratar, como servidora da CMN, uma médica, que trabalhou, segundo a sentença, para uma clínica particular na Cidade da Esperança, em Natal.

Segundo a sentença, Marinho "utilizou verbas da Casa Legislativa para custear o funcionamento da clínica particular na qual prestava atendimento médico gratuito aos seus eleitores".

Na ação é citado que médica disse que nunca trabalhou na Câmara e que prestou serviços à clínica entre 2004 e 2007. Já morando em Porto Alegre, ela descobriu "era paga uma remuneração em seu nome pela Câmara de Vereadores porque houve uma pendência na Receita Federal" na declaração do imposto de renda.

A médica informou ainda que um advogado a ligou para pedir para ela confirmar que era funcionária da CMN, mas ela se negou. A médica informou também que nunca teve contato com Rogério Marinho, mas apenas com uma parente e depois com uma administradora da clínica.

Segundo ela, o dinheiro era pago inicialmente em espécie na clínica e depois através do crédito em conta e que "no extrato não tinha a informação de que o crédito era feito pela Câmara de Vereadores". Para o trabalho na clínica, segundo ela, “não existia contrato de trabalho, mas um acordo". Ela disse que "acreditava que os depósitos feitos em sua conta seriam provenientes dos serviços prestados na clínica".

A Justiça concluiu que Marinho incluiu “de fachada”, a servidora e que ela "não tinha ciência do vínculo mantido com a Casa Legislativa e jamais chegou a exercer, regularmente, as atribuições dos cargos para os quais foi nomeada, o que evidencia a má-fé e o dolo que revestem a conduta do réu".

Três servidores contratados pelo Bispo

A sentença aponta que o Bispo Francisco de Assis teve, entre 2005 e 2007, três funcionários na folha do seu gabinete que disseram não conhecer o parlamentar e que sequer moravam em Natal.

"Todas elas, repita-se à exaustão, negaram exercer ou ter exercido qualquer atividade laborativa na Câmara Municipal de Natal, bem como negaram ter recebido, a qualquer título, alguma remuneração oriunda daquela casa legislativa", citou a decisão.

À Justiça, os três declararam conhecer um parente do Bispoe afirmaram que entregaram cópias de documentos pessoais para ele.

Fonte g1/RN