quarta-feira, 12 de fevereiro de 2025

Mossoró: Sindiserpum anuncia parada de advertência para terça-feira (18).

Foto: Reprodução

O Sindicato dos Servidores Públicos de Mossoró (Sindiserpum) reuniu os professores da rede municipal de ensino, nesta terça-feira (11), para debater pautas envolvendo a categoria.

Eliete Vieira, presidente do sindicato, afirmou que o encontro discutiu a falta de reajuste nos anos de 2023 (14,95%) e 2025 (6,27%), além da distribuição da carga horária com a hora-relógio e a forma como está sendo tratado o professor readaptado em Mossoró.

Durante a assembleia, foi deliberada uma parada de advertência para o dia 18 de fevereiro em todo o município. A mobilização tem o intuito de reunir os professores na Câmara Municipal no dia da abertura dos trabalhos legislativos durante a leitura da mensagem anual pelo prefeito Allyson Bezerra (União Brasil).

“Ninguém quer confronto, mas, tendo em vista que desde o dia 20 de dezembro foi protocolada uma pauta e até agora não houve nenhuma resposta nesse sentido, nós faremos essa parada. Esperamos que a gestão chame o Sindiserpum para dialogar”, concluiu.

O início do ano letivo nas escolas e unidades de educação infantil está programado para segunda-feira (17), um dia anterior à paralisação.

A Prefeitura se posicionou por meio de nota:

“Sobre paralisação a ser realizada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (Sindiserpum), a Prefeitura de Mossoró reafirma que todos os direitos dos professores estão garantidos, com pagamento rigorosamente em dia, inclusive com 1/3 de férias de 2025 já pago em janeiro.

O município acredita que o melhor caminho sempre é o diálogo e lamenta qualquer radicalização.

O Município pede ainda ao Sindiserpum que as crianças não sejam prejudicadas com a falta de aulas em decorrência da paralisação”.

Por Artur Rebouças

Dá para saber a cidade de um veículo pela placa Mercosul? Sim, e nós te ensinamos como.

Desde janeiro de 2020, os  veículos brasileiros adotam o padrão de placas Mercosul, marcando uma mudança significativa no sistema de emplacamento. Esta nova norma visa não apenas à integração regional, mas também à melhoria da segurança viária.

O Brasil, juntamente com Argentina, Paraguai, Uruguai e Venezuela, implementou as placas Mercosul, e a Bolívia está em processo de adesão. As mudanças incluem um design inovador que altera a disposição dos elementos informativos.

Composta por sete caracteres alfanuméricos, a nova placa substitui as indicações visuais de cidade e estado. A segurança é aprimorada com a inclusão de um QR Code, proporcionando acesso rápido aos dados do  veículo durante inspeções.

Foto: Divulgação

O modelo Mercosul visa coibir atividades ilícitas, como roubos e clonagens, além de aprimorar a fiscalização. A padronização facilita a circulação de veículos e garante uma base de dados unificada entre os países membros.

O QR Code e a gravação em baixo-relevo aumentam a segurança das placas, dificultando fraudes. Esses elementos tornam o sistema mais robusto e seguro, promovendo a cooperação policial internacional.

Como a placa Mercosul otimiza a fiscalização?

Embora a nova placa não mostre diretamente a origem do veículo, a tecnologia compensa essa mudança. O QR Code permite consultas rápidas e precisas, acessando informações essenciais do veículo de forma eficiente.

A base de dados conjunta entre os países membros possibilita o rastreamento e identificação de veículos em qualquer local do bloco, fortalecendo a segurança nas fronteiras.

Acesso às informações do veículo

Para acessar dados de veículos com placas Mercosul, o aplicativo Sinesp Cidadão pode ser utilizado. Após o login no Gov.br, o usuário insere a placa para obter informações detalhadas.

Essa tecnologia auxilia proprietários e autoridades, permitindo verificar a origem e situação legal do veículo de forma ágil, contribuindo para uma fiscalização mais eficaz.

Impactos no dia a dia dos motoristas

A transição para o padrão Mercosul trouxe desafios aos motoristas habituados ao modelo anterior. No entanto, o acesso facilitado às informações compensa essas preocupações iniciais.

Espera-se que, a longo prazo, a padronização aumente a segurança nas estradas do Mercosul, inibindo fraudes e promovendo um trânsito mais seguro e controlado entre os países membros.

Fonte News Motor

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Bancada da Bíblia consolida força, mas vive novos desafios.

Foto: Lula Marques

Com o retorno das atividades no Legislativo, um dos maiores desafios para o governo federal é a busca por uma aproximação do grupo de parlamentares conservadores da bancada evangélica. A avaliação é de pesquisadores ouvidos pela Agência Brasil, entre eles o escritor André Ítalo, que lançou no final do ano passado o livro A Bancada da Bíblia: uma história de conversões políticas (editora Todavia, 301 páginas).

O pesquisador explica que a bancada evangélica, apesar de ter uma posição mais conservadora nas pautas dos costumes, historicamente mostrou-se pró-governo em outros temas, como os da economia. “Não importa se era governo de esquerda ou de direita, era um grupo próximo ao Executivo”. 

Uma das causas, segundo avalia, seria a conveniência de manter os privilégios como isenção tributária para igrejas. 

Ele recorda que, nos governos anteriores ao dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro, havia a presença de pastores nos primeiros escalões. Houve também apoio dos evangélicos a Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso. 

Mas ele considera que o governo de Jair Bolsonaro foi um “divisor de águas” nesse histórico governista dos evangélicos. “O Bolsonaro foi o primeiro presidente de direita que teve uma relação de afinidade ideológica com a bancada evangélica”. Mas com a volta de Lula ao poder, a bancada da bíblia deixou de ser governista, avalia o pesquisador. 

De acordo com André Ítalo, a bancada tem crescido de maneira mais lenta, diferente do que ocorreu no final dos anos 1990 e em 2010. “É natural porque o próprio crescimento da população evangélica também tem sido mais lento. Também é importante pontuar que a proporção dos evangélicos na Câmara [menos de 20%] é menor do que a de evangélicos na população [cerca de 30%]”, explica o pesquisador.

O pesquisador contabiliza que, hoje,  na Câmara, existem em torno de 90 a 100 deputados evangélicos, de um total de 513. No Senado, há entre 10 a 15, de um total de 81. 

Dores do crescimento

O professor Leonardo Barreto, da Universidade de Brasília (UnB), pondera que a bancada evangélica não é homogênea. “Há na bancada diversos segmentos e também estratégias diferentes. A mais consolidada é a da Igreja Universal, que se consolidou num partido político, que é o Republicanos, e que hoje preside a Câmara”, observa. 

O especialista entende que a estratégia do Partido Republicanos foi uma das mais sofisticadas, ao abrir para políticos não evangélicos, como é o caso do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. “O partido fez essa abertura, e essa estratégia se demonstrou muito acertada”, disse. Só que, ao mesmo tempo, a bancada, na avaliação do professor, está enfrentando as “dores do crescimento”. 

Barreto analisa que representantes desses partidos gostariam de ir mais para o centro do espectro político, mas estão pressionados por uma base evangélica que se tornou mais conservadora e mais de direita do que era. “A bancada se encontrou num espectro conservador de direita que acaba limitando as opções de escolha. A base foi deliberadamente politizada”, acredita. 

Base

Uma das revelações do livro de André Ítalo foi a história do primeiro pastor eleito deputado federal no Brasil, com o apoio da igreja dele. “Foi um pastor daqui de São Paulo, chamado Levi Tavares [no mandato de 1967 - 1971]. Ele era de fora da política”. 

Mas foi durante a Constituinte, com as eleições de 1986, que surgiu o nome de bancada evangélica. “Foi quando as igrejas evangélicas perceberam que precisavam participar da política porque havia um medo de que o catolicismo se envolveria de maneira muito forte na Constituinte e acabasse voltando a ser a religião oficial do país”, explica. 

O pesquisador contextualiza que houve setores da Igreja Católica que faziam oposição à ditadura (1964 - 1985), e que eram aliados de grupos de esquerda. Para ele, essa vinculação contribuiu para que as igrejas evangélicas se colocassem mais à direita. “Quando a ditadura acabou, as igrejas evangélicas ficaram com esse receio. Por conta desse receio, os evangélicos se mobilizaram e elegeram vários deputados. Naquele primeiro momento foram 32 deputados”, avalia.

André Ítalo diferencia o que se considera “bancada da bíblia” e o que é a Frente Parlamentar Evangélica, que se trata de um grupo institucionalizado, com 219 deputados e 26 senadores, de diferentes partidos, inclusive considerados de centro e de esquerda. Há um número mínimo de assinaturas para criar a frente,  171 parlamentares. 

“Os deputados evangélicos são cerca de 90. Eles sozinhos não conseguem criar a frente. Então eles precisam da ajuda de deputados não evangélicos”.

Segundo a pesquisa de Ítalo, a frente tem um grupo de assessores parlamentares que faz reunião a cada segunda-feira para fazer um mapeamento de quais são as pautas que vão ser discutidas nas principais comissões naquela semana na Câmara, que são mais sensíveis para os evangélicos. Na terça-feira, deputados evangélicos debatem a programação. Atualmente, o coordenador da frente é o deputado Silas Câmara (Republicanos - AM).

A reportagem entrou em contato com a assessoria do deputado líder da frente evangélica para comentar o trabalho da frente, mas não teve retorno.

Fonte Agência Brasil

Prefeitos do Rio Grande do Norte seguem para encontro com Lula em Brasília.

Foto: Reprodução

Os prefeitos e prefeitas dos 167 municípios do Rio Grande do Norte foram convidados pela Presidência da República para um encontro em Brasília que será realizado entre terça (11) e quinta-feira (13) da próxima semana, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O encontro “Novos Prefeitos e Prefeitas” será coordenado pela Secretaria de Relações Institucionais (SRI/PR), com a participação da Associação Brasileira de Municípios (ABM) e apoio da Confederação Nacional de Municípios (CNM) e da Frente Nacional de Prefeitos (FNP).

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil), está entre as dezenas de gestores potiguares que confirmaram presença. Todos embarcam para Brasília neste fim de semana.

O encontro foi pensando para aproximar o presidente Lula dos gestores municipais, embora esse objetivo não seja citado na pauta do evento. O chefe da Nação quer uma aliança maior com os prefeitos e prefeitas pensando nas eleições presidenciais de 2026. As pesquisas recentes revelam que o presidente precisa melhorar a sua performance, inclusive, no Nordeste, seu principal reduto eleitoral.

A agenda oficial do encontro apresenta como tema “A cidade que queremos está em nossas mãos”, e visa fortalecer o diálogo federativo e incentivar a cooperação entre os municípios e o Governo Federal, para estimular a implementação de políticas públicas inovadoras, inclusivas e sustentáveis.

Durante os três dias de encontro, prefeitos e prefeitas, vices, vereadores e vereadoras, secretários e secretárias, técnicos e técnicas, gestores e gestoras terão a oportunidade de conhecer programas e ampliar parcerias e investimentos federais nos municípios.

No Rio Grande do Norte, somente em 2024, recebeu um total de R$ 18,78 bilhões do Governo Federal. Desse montante, R$ 8,62 bilhões foram destinados ao governo estadual, enquanto R$ 10,16 bilhões seguiram para as administrações municipais. Diante desse cenário, a capacitação em programas e estratégias para captação de recursos se torna ainda mais relevante no estado.

“A Secretaria de Relações Institucionais cuida da relação do Governo com estados e municípios e, por isso, nós já tivemos encontros de transição em todos os estados da federação, onde apresentamos os programas e ações do Governo Federal à disposição das prefeituras”, explica o ministro-chefe da SRI, Alexandre Padilha. “Queremos ampliar os investimentos, dar continuidade ao trabalho já em andamento e celebrar novas frentes de investimentos municipais”, completa o ministro.

O encontro será realizado no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, num espaço total de 6.200 m². No local, os visitantes poderão participar de mais de 100 Conferências e de 60 Oficinas, distribuídas nos diferentes auditórios, com destaque para o Auditório Master, com capacidade para 3.000 lugares, e salas modulares que irão abrigar solenidades e principais falas dentro da programação como Mesas, Painéis, Oficinas e Debates sobre Programas, Ações e Estratégias.

Uma Jornada para Transformar Cidades

O encontro vai reunir prefeitos e prefeitas de todos os municípios brasileiros, suas equipes técnicas, representantes de ministérios, além de especialistas e entidades municipalistas. Será uma oportunidade para que os participantes tirem dúvidas sobre como acessar programas e recursos do Governo Federal.

Os gestores terão acesso direto a especialistas, ministérios e iniciativas que podem transformar os municípios, fortalecendo a gestão pública com eficiência e agilidade. Serão diversos painéis, oficinas, espaços imersivos e sessões de orientação técnica que abordarão temas fundamentais para a gestão pública, como:

Gestão Inclusiva para o Desenvolvimento Social, Soluções Sustentáveis e Inovadoras, Cidades Inteligentes e Gestão Eficiente.

Entre as maiores inovações do encontro está o Espaço PREFEITAR, uma área interna e imersiva que simula situações reais da governança municipal, por meio de formas inovadoras de apresentação de programas, serviços, cases, vivências e oportunidades para os municípios.

No espaço, o visitante irá mergulhar em salas que vão simular a vida de um gestor prefeito, promovendo a vivência de prefeitos e prefeitas em situações da governança municipal.

Uma delas, por exemplo, será uma estrutura semelhante ao gabinete de um(a) prefeito(a). A experiência permitirá ao visitante atuar na resolução de um problema municipal específico. Equipes de assistência técnica vão atuar na construção de soluções em cada situação. Os temas colocados serão casos de tragédias climáticas e crise orçamentária/financeira.

Fonte Jornal de Fato

Aprenda a fazer uma receita de sobrecoxa de frango com jerimum.

Foto: Divulgação

A receita deste domingo (9) do Inter TV Rural trouxe tum prato preparado com dois ingredientes que fazem parte do dia-a-dia potiguar: frango e jerimum. A dica é prepará-los de uma forma que ajuda a ressaltar os sabores dos dois ingredientes.

A receita é simples e os dois ingredientes vão ao forno ao mesmo tempo, compondo um prato saboroso e nutritivo.

Ingredientes

. 2 kg de coxa e sobrecoxa de frango

. 1 kg de jerimum com casca e sem sementes cortado em pedaços grandes

. 200 g de cebola (nessa receita optamos pela mini-cebola roxa, mas pode ser outra)

. 4 dentes de alho grandes triturados

. Ervas aromaticas de preferêcia (usamos tomilho e alecrim)

. 15 g ou 1 colher de sopa rasa de páprica doce defumada ou colorau

. 8 g ou 1/2 colher de sopa raza de açafrão da terra ou cúrcuma

. Suco de 2 laranjas

. Azeite, sal e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo

Começamos a receita preparando o tempero (marinada) do frango. Em um recipiente colocamos o suco de laranja, aproximadamente 2 colheres de sopa de azeite, pimenta do reino a gosto, sal, o alho triturado, a cúrcuma e a páprica e por fim, as ervas aromáticas escolhidas. Misturamos esses temperos e reservamos.

Em um recipiente grande, colocamos todos os pedaços do frango e regamos com esse tempero preparado anteriormente. Deixamos o frango nessa marinada, em um recipiente fechado, dentro da geladeira, por pelo menos 1 hora, para pegar bem o sabor dos temperos.

Enquanto o frango está marinando, vamos temperar o jerimum. Em um recipiente colocamos todos os pedaços, regamos com um pouco de azeite, sal, pimenta do reino, alecrim e tomilho. É importante não colocar os temperos em excesso, pois o jerimum será assado junto com o frango e também vai absorver os temperos que estão no frango.

O próximo passo é separar uma assadeira grande e untar com azeite. Vamos intercalando dentro dela os pedaços de frango e do jerimum. Também vamos colocar na assadeia as cebolas, até preenchermos todo o espaço. O ideal é não sobrepor os itens, para que assem por igual. Se for necessário, podemos distribuir em duas assadeiras.

Depois de organizar tudo na assadeira, levamos para assar em forno preaquecido entre 180° e 200°, até que a superficie fique dourada.

Nessa receita o frango ficou no forno por cerca de 1h30 minutos, mas esse tempo pode variar. Depois de assado, é só servir.

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2025

CEO da Azul diz que suspensão do voo comercial no aeroporto de Mossoró é temporária.

Foto: Redes sociais

A governadora Fátima Bezerra participou nesta quinta-feira (6), em São Paulo, de uma importante reunião com representantes da Azul Linhas Aéreas para tratar da melhoria da malha aérea para 2025 e a manutenção da rota Mossoró/Recife.

Durante a audiência, o CEO da empresa, John Rodgerson, garantiu que a suspensão do voo, entre a capital pernambucana e a principal cidade do interior potiguar, é temporária.

A companhia anunciou, em 8 de janeiro, por meio de nota, que suspenderia as operações na cidade de Mossoró (RN) a partir do dia 10 de março, devido a uma série de fatores que vão desde o aumento nos custos operacionais da aviação, impactados pela crise global na cadeia de suprimentos e a alta do dólar, somadas às questões de disponibilidade de frota e de ajustes de oferta e demanda.

A Azul reforçou ainda, que mesmo diante da suspensão, seguirá operando no Rio Grande do Norte com voos regulares em Natal, de onde os clientes podem se conectar com mais de onze destinos em voos diretos.

Reunião produtiva

“Tivemos uma reunião muito produtiva com a direção da Azul tratando do anúncio da suspensão do voo entre Mossoró e Recife. Sabemos a importância deste voo para fomentar o turismo do Rio Grande do Norte. Saímos daqui esperançosos que essa suspensão não seja permanente, e que em breve o voo possa retornar”, afirmou a governadora Fátima Bezerra.

Rodgerson reafirmou o compromisso para o retorno do voo entre as duas cidades nordestinas: “Agradecemos a presença da governadora aqui em São Paulo para discutirmos essa questão.  A suspensão do voo é temporária. Há um compromisso da Azul e afirmamos que deveremos voltar o mais rápido possível, pois o povo de Mossoró e do RN precisa de mais voos. Tivemos um ano difícil com a alta do dólar. Se trabalharmos juntos poderemos voltar em breve”.

O voo entre Recife e Mossoró atualmente é operado por uma aeronave ATR da companhia, que iniciou operações regulares em junho de 2018 com capacidade de pouso no Aeroporto Governador Dix-Sept Rosado. A companhia aérea anunciou que suspenderá as atividades no dia 10 de março.

A reunião contou ainda com a participação de outros representantes da Azul: Fábio Campos, vice-presidente; Daniel Bicudo, diretor de Marketing e Negócios; e Isabela Bettini, gerente de Relações Institucionais e Tributário. Da comitiva do Governo do RN participaram também Raoni Fernandes, diretor-presidente da Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur); Solange Portela, secretária estadual de Turismo; Carlos Eduardo Xavier, secretário estadual da Fazenda; e Daniel Cabral, secretário estadual de Comunicação. Ricardo Gesse, CEO da Zurich Airport Brasil, administradora do Aeroporto Internacional de Natal, também acompanhou a comitiva potiguar no encontro.

Carla quer multa de até R$ 50 milhões para invasão de propriedade privada.

Foto: Reprodução

O projeto da deputada federal Carla Dickson (UB) é, segundo ela mesma, “uma resposta à governadora Fátima Bezerra”, que vetou matéria de conteúdo semelhante no Rio Grande do Norte alegando inconstitucionalidade, já que a competência seria do Congresso Nacional. O PL 179/2025 propõe a punição às pessoas que invadam ou ocupem propriedades privadas.

“A Governadora alegou que o projeto era inconstitucional, já que, segundo ela, tal iniciativa só poderia partir do Congresso Nacional. Pois bem, como é notório que esse não é um problema exclusivo do meu Estado, decidi apresentar essa proposta para que possamos debater esse tema em âmbito nacional, buscar soluções e definitivamente começar a punir quem invade e ocupa a propriedade alheia de forma ilegal. Não dá mais para admitir e normalizar isso”, destaca Carla Dickson.

O veto do Executivo estadual foi a um projeto do deputado estadual Gustavo Carvalho (PL), apresentado em março de 2024 e aprovado na Assembleia Legislativa. A rejeição ao PL foi divulgada nesta semana. 

A “afronta a norma constitucional” é uma das justificativas apresentadas pelo Governo do RN para o veto. “O conteúdo do Projeto de Lei aprovado pelo Parlamento Estadual afronta norma constitucional, pois busca regular, em âmbito territorial restrito ao Estado do Rio Grande do Norte, regras concernentes ao ‘instituto da posse’, especificamente sobre temas que tangenciam posse e propriedade, logo, matéria pertencente ao campo do Direito Civil, bem como no respeitante à aplicação de sanção pecuniária (multa) no caso de usurpação de imóvel, matéria regulada no âmbito do Direito Penal e do Direito Processual Penal, posto que a pena de multa possui a natureza de sanção criminal”, diz trecho do documento. O Executivo estadual alegou também que a ausência de lei complementar federal que autorize os Estados a legislar sobre a matéria, “afasta a possibilidade de suplementação legislativa”.

Já o texto apresentado na Câmara Federal, na última segunda-feira (03), pela deputada Carla Dickson, altera trechos das leis nº 8.629/1993, nº 10.257/2001, e nº 13.465/2017, que criminalizam os atos, mas com penalidades mais brandas. Na nova proposta, a multa prevista é de R$ 55 mil a R$ 50 milhões, tendo como base o tamanho da área invadida ou ocupada.

Além disso, após a conclusão em definitivo do processo administrativo, o texto propõe que aquele que ocupou área privada fique proibido de contratar, participar de concurso público ou processo seletivo, assumir função, cargo ou emprego na Administração Pública Federal, direta e indireta, e ainda, de receber benefícios de programas sociais do Governo Federal, pelo prazo de oito anos, a contar do cometimento da infração.

Ainda de acordo com o Projeto, o valor arrecadado com as multas deverá ser destinado ao Fundo de Desenvolvimento Social, se urbano, e ao Fundo de Terras e Reforma Agrária (FTRA), se a área for rural.

Já a fiscalização de eventual invasão pode ser feita por qualquer cidadão, proprietário, posseiro, mediante comunicação as autoridades policiais, ou de ofício pela autoridade competente. A proposta ressalta, ainda, a garantia do contraditório e a ampla defesa.

A deputada afirma que a problemática da habitação urbana e da distribuição de terras para pequenos proprietários rurais é uma questão que deve ser solucionada em separado. 

“Compete ao Estado realizar a reforma Agrária e dar a correta destinação das terras. Para isso, o processo administrativo irá conferir ao autuado a ampla defesa e contraditório, onde ele poderá suscitar a correta ou não destinação da terra. O que pretendemos coibir é o aumento desenfreado de invasões em terras de pessoas de bem, que destinam a função social de suas terras”, defende a parlamentar.

Por Carol Ribeiro

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Vereadoras do PT também são alvos de ação e número de cassados na Câmara pode chegar a nove.

Foto: Edilberto Barros

As vereadoras Plúvia Oliveira e Marleide Cunha, ambas do PT, também são alvos de uma ação de cassação por fraude da cota de gênero por conta da Federal Brasil Esperança (PT/PV/PC do B).

A ação é movida pelo ex-vereador Marckuty da Maisa (UNIÃO).

Na federação duas candidatas a vereadora do PV e uma do PT tiveram menos de 100 votos sendo elas Gislaine Cavalcanti, Aldeíza Freitas e Fatinha da Dengue.

Caso nove vereadores sejam cassados, além dos sete suplentes citados na matéria de ontem (clique aqui) entrarão para a Câmara Tássyo Mardonny (AVANTE) e Leonardo Martins (SD).

Por Guilherme Fernandes

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Presidente nacional do PSDB prestigia Ezequiel para "frear" senador Styvenson.

Foto: João Gilberto

O presidente nacional do PSDB, Marconi Perilo, prestigiou a abertura do ano legislativo da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte nesta terça-feira, 4. Ele sentou à mesa do presidente da Casa, Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), e do vice-governador Walter Alves (MDB), entre outras autoridades.

A presença de Perilo surpreendeu aos menos atentos à cena política potiguar. No entanto, a maioria entendeu a sua missão ao prestigiar o presidente da legenda no RN, Ezequiel Ferreira. Ele veio no momento delicado para Ezequiel, que viu o senador Styvenson Valentim se filiar ao partido em Brasília, sem o crivo do Diretório Estadual.

Perilo reafirmou que Ezequiel seguirá no comando do ninho tucano potiguar, freando, nesse momento, a articulação que Styvenson faz em Brasília para ter o controle do PSDB potiguar. No entanto, há uma desconfiança entre os liderados de Ezequiel de que o com a entrada de Styvenson o partido chegará dividido às eleições de 2026.

A explicação é que o senador Styvenson tem posição contrária aos interesses políticos e eleitorais do PSDB no Rio Grande do Norte, com dois pontos considerados importantes:

1 – O PSDB apoia e participa diretamente do governo Fátima Bezerra (PT), enquanto Styvenson faz oposição radical. Nesse caso, o partido passaria a ter dois discursos, ficando sem identidade para construir um projeto para 2026.

2 – Ezequiel Ferreira já disse aos companheiros de partido que vai disputar as eleições majoritárias, com prioridade ao Senado Federal. O projeto de Ezequiel é formar chapa com Fátima Bezerra, que deixará o governo para ser candidata ao Senado. Ezequiel e Fátima formariam chapa majoritária com Walter Alves, que assumiria o governo para ser candidato à reeleição. Nesse caso, não caberia o senador Styvenson.

Bolsonarismo

Outra situação que incomoda os integrantes do PSDB é que Styvenson se aproximou do senador Rogério Marinho (PL), líder do bolsonarismo no RN, e do prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil), além do ex-prefeito Álvaro Dias (Republicanos). Esse grupo caminha para disputar o governo com Rogério na cabeça de chapa.

Ezequiel, observando o movimento de Styvenson, recorreu ao presidente nacional do PSDB. No primeiro momento, recebeu a garantia que ele continuará presidente do partido no estado e que conduzirá o projeto eleitoral de 2026. A presença de Perilo na sessão solene da Assembleia Legislativa repercutiu como um “sim” para Ezequiel Ferreira.

“Assembleia e Você” levará Ezequiel ao interior do estado

Ezequiel Ferreira de Souza pretende percorrer todas as regiões do Estado a partir deste mês de fevereiro. O contato direto com lideranças políticas, correligionários, prefeitos e vereadores é uma forma de fortalecer o seu nome para a disputa majoritária em 2026.

O projeto “Assembleia e Você” será a porta de acesso do presidente da Assembleia Legislativa ao público regional. O projeto se desenvolve por meio de uma programação pública que inclui atividades de educação, proteção aos direitos do consumidor, saúde e ação social.

A primeira edição do ano do projeto será realizada nesta quinta, 6, e sexta-feira, 7, na região do Alto Oeste, contemplando a população de Tenente Ananias e cidades vizinhas. O Assembleia e Você será instalado na rua José Moreira, em frente ao Ginásio Vicente Jácome da Costa, no centro da cidade.

As ações de saúde contarão com a oferta de especialistas e a população terá acesso à consulta com clínico-geral, cardiologista, fonoaudiologista, pediatra, nutricionista, nefrologista e saúde bucal, para crianças e adultos.

Entre as ações de educação estão previstas atividades recreativas, educação ambiental, pintura, apresentação cultural e jogos. Também estão previstas orientações para educação no trânsito, em parceria com o Detran/RN e com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Retirada de documentos como RG e CPF, 2ª via de certidões civis, orientação do SINE para carteira de trabalho, serviços de corte de cabelo, entre outras ações serão ofertadas na vertente de ação social do projeto, que contará também com a parceria do município, por meio da Secretaria de Ação Social, que irá ofertar serviços diversos.

O Procon da Assembleia também estará presente em Tenente Ananias, orientando sobre os direitos do consumidor, tirando dúvidas e fazendo encaminhamentos. Outro serviço será a consulta ao Serasa.

Por César Santos

Seis vereadores podem perder mandato por fraude de gênero; Veja quem são e suplentes beneficiados.

Foto: Guilherme Fernandes

Seis vereadores de Mossoró correm risco de cassação por fraude na cota de gênero e mais um vereador por irregularidades na prestação de contas. Se todas as cassações se confirmarem haverá uma mudança em um terço da composição da Câmara Municipal.

Mas quem são eles e quem seriam os beneficiados?

Se Raério Cabeção for cassado por irregularidades na prestação de conta quem entra é o primeiro suplente do União Brasil, Marckuty da Maísa.

Já em relação a fraude na cota de gênero vamos pelo mais simples novamente. Caso o MDB perca a vaga de Cabo Deyvison entra Heliane Duarte (Republicanos).

Se apenas o PSD perder as suas cinco vagas (Alex do Frango, Wladimir Cabelo de Nego, Kayo Freire, Petras Vinícius e João Marcelo) entram Heliane Duarte, Aline Couto (PL), Ana Flávia (PT), Marckuty da Maísa e Francisco Carlos (UB).

Caso MDB e PSD percam as vagas juntos, quem entra é Leonardo Martins (SD).

Mas se houver cassações em todos os processos, incluindo o de Raério, o terceiro suplente do União Brasil também entra, no caso, Naldo Feitosa.

Não é simples de compreender por que são processos de naturezas diferentes. Numa cassação por irregularidades na prestação de contas não há anulação de votos diferentemente do que ocorre em relação a fraude na cota de gênero, que abre espaço para vagas de outros partidos pelas sobras.

Daí a existência de tantos cenários.

Com informações Blog do Barreto