terça-feira, 22 de setembro de 2026

Prepare o bolso: preço da água envasada sobe até 15% no Rio Grande do Norte.

Foto: Divulgação

O preço da água envasada terá aumento de 10% a 15% a partir do dia 5 de outubro no Rio Grande do Norte. Atualmente, o garrafão de 20 litros é comercializado no estado por valores que variam entre R$ 9 e R$ 15. Com a aplicação do reajuste, o novo preço ficará a cargo de cada indústria.

A atualização dos valores será aplicada tanto às águas minerais quanto às adicionadas de sais. De acordo com o Sindicato das Indústrias de Cervejas, Refrigerantes, Águas Minerais e Bebidas em Geral do RN (Sicramirn), a medida foi motivada pelo crescimento dos custos envolvidos na produção, no envase e na distribuição.

Entre as despesas que pressionaram o setor estão os preços das resinas termoplásticas utilizadas na fabricação de garrafões, tampas e lacres, além dos gastos com energia elétrica, combustíveis e transporte.

O Sicramirn também aponta a variação do preço das resinas, que são cotadas em dólar, como um dos fatores que influenciaram a decisão. O sindicato cita ainda uma inflação acumulada de 4,22% nos últimos 12 meses, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além da elevação de indicadores do atacado, como o IGP-M e o IGP-DI.

Segundo a entidade, a revisão dos preços tem como objetivo acompanhar a elevação dos custos e preservar o equilíbrio financeiro das empresas do segmento, responsável pela geração de empregos diretos e indiretos no estado.

“Uma adaptação necessária para mantermos o nosso compromisso com o consumidor, que recebe um produto seguro e de excelência, dentro das normas sanitárias e ambientais exigidas”, declarou o presidente do Sicramirn, Joafran Nobre.

Setor de água envasada

Dados do Sicramirn indicam que mais da metade da população potiguar consome água mineral natural e/ou adicionada de sais, tanto em residências quanto em estabelecimentos comerciais.

Atualmente, o Rio Grande do Norte conta com 35 indústrias do segmento de águas envasadas. Juntas, as empresas produzem aproximadamente 507 milhões de litros por ano e são responsáveis pela geração de cerca de 10 mil empregos diretos e indiretos, segundo o sindicato.

Por Guilherme Fernandes

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