quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Moraes autoriza que Bolsonaro passe por exames em hospital após queda.

Foto: Wilton Junior

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (7) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) faça exames no hospital DF Star, no Distrito Federal, após ter sofrido uma queda e batido a cabeça na cela onde está preso, na Superintendência da Polícia Federal.

Nesta terça (6), Moraes tinha negado a remoção imediata ao hospital, após pedido da defesa do ex-presidente.

Após a decisão, a defesa reiterou a necessidade dos exames imediatos e apresentou uma lista. Entre os exames solicitados estão tomografia, ressonância e eletroencefalograma.

Bolsonaro passou mal, caiu na sala onde cumpre pena na madrugada desta terça-feira (6). A informação foi compartilhada via redes sociais pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e, minutos depois, confirmada pelo médico do político.

Moraes pediu que os advogados detalhem quais os exames necessários, para ser avaliada a possibilidade de que os procedimentos sejam feitos no próprio sistema penitenciário.

Os advogados do ex-presidente pediram autorização ao ministro para que o ex-presidente fosse ao hospital para fazer exames clínicos e de imagem.

Após a queda, a Polícia Federal afirmou em nota que Bolsonaro "recebeu atendimento médico após relatar à equipe de plantão que havia sofrido uma queda durante a madrugada. O médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação".

"Dessa maneira, não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal. A Defesa, entretanto, aconselhada pelo médico particular do custodiado, tem direito a realização de exames, desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade", escreveu Moraes.

Fonte g1/Política

Prefeito e vice promovem mudanças em secretarias da Prefeitura de Mossoró.

Foto: Reprodução

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) e seu vice Marcos Medeiros (PSD) anunciaram nesta terça-feira (6) uma série de mudanças no primeiro escalão do governo municipal.

Na Secretaria de Comunicação, Wilson Fernandes deixa o cargo e dá lugar a Wesley Duarte, que estava à frente da Comunicação da Câmara Municipal de Mossoró.

Já na Secretaria de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (Segepe), Marcos Oliveira deixa a pasta e quem assume é Rodrigo Forte, que até então era secretário de Governo, e terá como adjunta a advogada Alessandra Dantas.

Com a saída de Rodrigo Forte da Secretaria de Governo a mesma passa a ser comandada por Isabela Freitas, que exercia a função de diretora-geral da Câmara Municipal de Mossoró.

Na área da Cultura, Janaína Holanda deixa o comando da pasta, que agora será liderada pelo arquiteto e urbanista Cícero França, que integrava a equipe da Secretaria de Programas e Projetos Estratégicos e atuou diretamente na organização do Mossoró Cidade Junina nos últimos anos.

O engenheiro civil Rodrigo Lima deixa o cargo na Secretaria Municipal de Infraestrutura, sendo substituído por Josenildo Gomes, que era secretário adjunto da pasta. Com isso, Augusto Cavalcante, que atuava como diretor de Obras, assume a função de adjunto.

Outra mudança ocorre na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo, que passa a ser comandada pelo ex-vereador Marckuty da Maísa, anteriormente secretário adjunto.

O ex-vereador Naldo Feitosa deixa o cargo de ser diretor de Esportes na Secretaria Municipal de Esporte e Lazer e passa a ser secretário adjunto da Secretaria de Serviços Urbanos.

Por fim, o prefeito promoveu alterações na Secretaria de Administração e na Controladoria-Geral do Município. Washington Filho deixa a Controladoria e assume a Secretaria de Administração. Já Luana Lima, que até então era da Administração, passa a comandar a Controladoria-Geral.

As alterações deverão ser publicadas nos próximos dias no Diário Oficial do Município.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Trump tentará influenciar eleições no Brasil, diz especialista americano.

Foto: Andrew Caballero

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai continuar "se metendo" nos países da América Latina depois da operação militar que resultou na prisão de Nicolás Maduro, no último sábado (3/1).

Mas as ações de Trump não serão iguais para todos porque cada país tem um peso global e uma conjuntura interna diferentes. A avaliação é de Erick Langer, professor de história na Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos.

Em entrevista à BBC News Brasil, o professor diz que "Trump quer criar uma colônia econômica na Venezuela", com foco na extração de petróleo por empresas dos Estados Unidos.

"Os Estados Unidos querem transformar a Venezuela em um país dependente do próprio Estados Unidos, através do petróleo venezuelano. Tudo indica que, para Trump, não importa o regime que esteja lá na Venezuela. Ou seja, a ditadura chavista pode continuar, mudando apenas de nome, e com o mesmo sofrimento do povo venezuelano", diz Langer, que foi diretor do Centro Latino-Americano da Universidade de Georgetown e é casado com uma venezuelana.

O especialista avalia que a operação americana que deteve Maduro contou com o apoio de integrantes da cúpula do chavismo, como Delcy Rodríguez, vice-presidente do país nomeada presidente interina da Venezuela.

"Acho que Delcy Rodríguez e Diosdado Cabello [um dos quadros fortes do chavismo] fizeram um acordo e traíram Maduro...para ficar com o poder", afirmou à BBC News Brasil.

Em contrapartida, Rodríguez teria sido apoiada por Washington em detrimento de María Corina Machado, líder da oposição venezuelana.

"[Trump] não quer a María Corina porque ela não é tão manipulável como Delcy Rodríguez apesar de, claramente, María Corina também querer abrir o mercado para empresas de petróleo de fora", avalia o professor.

Langer também acredita que Trump passará a pressionar o México para que não ajude Cuba, porque seu objetivo é "estrangular ainda mais" a economia cubana.

Segundo o especialista, o presidente dos Estados Unidos quer dominar todo "o hemisfério americano" e buscará influenciar as eleições presidenciais brasileiras neste ano.

"Mas vai acabar prejudicando a direita porque o nacionalismo falará mais forte", pontua. "O Brasil é o grande contrapeso" contra as investidas de Trump, acrescenta. Leia mais abaixo.

A seguir, os principais pontos da entrevista.

BBC News Brasil - Qual é a sua opinião sobre a retirada de Maduro da Venezuela e sobre as declarações de Trump de que vai governar ("run") o país e abrir as portas para as petrolíferas dos Estados Unidos?

Erick Langer - Foi bom que tiraram o ditador. Mas, em primeiro lugar, não há um plano para o retorno da democracia. E isso combina com Trump, porque Trump não está a favor da democracia nem nos Estados Unidos.

Acho que o que ele quer fazer é criar uma colônia econômica na Venezuela. Porque o que ele disse, na verdade, é que Delcy Rodríguez "tem que me obedecer ou vou invadir e fazer o que for.."

[Frase do entrevistado, como se estivesse falando no lugar de Trump. Em entrevista à revista americana The Atlantic, publicada no domingo (4/1), Trump ameaçou tomar medidas contra Rodriguez, caso ela não seguisse os planos de Washington. "Se ela não fizer o que é certo, pagará um preço muito alto, provavelmente maior do que Maduro", disse o republicano à revista].

Isso é coisa de mafiosos.

Acho falso o Trump dizer que roubaram o petróleo dos Estados Unidos. Ou argumentar que a Venezuela não pagou... Mas o petróleo continua sendo da Venezuela. O que existe é um contrato que pode não ter sido cumprido.

[A Venezuela realizou a nacionalização do petróleo em 1976, criando a estatal PDVSA. Durante o governo de Hugo Chávez, a medida foi ampliada com a promulgação de uma lei, em maio de 2007, que determinou o controle nacional na produção da zona do Orinoco, onde existe uma das maiores concentrações de petróleo do planeta. A maioria das empresas estrangeiras que exploravam petróleo ali teria aceitado fazer um acordo com o governo Chávez, ficando como sócias minoritárias do Estado venezuelano. Mas as empresas americanas ExxonMobil e ConocoPhilips decidiram deixar o país sul-americano e cobraram compensações financeiras pelas consequências da nacionalização.]

Mas isso é muito diferente. Evidentemente, Trump não sabe muito de história, porque não sabemos se ele se refere à nacionalização dos anos 1970 ou se faz referência aos contratos posteriores durante o chavismo, quando foi feito um contrato e sabemos que só foi paga uma parte.

Quer dizer que a Venezuela deve ainda certo dinheiro a estas companhias. Então, é bom que Maduro tenha saído, mas o problema é que o chavismo continua.

Entendo que Trump não queira colocar María Corina no poder porque ela tem o apoio dos venezuelanos.

Ela, então, tem muito mais possibilidade de ação porque tem o apoio do povo venezuelano.

Delcy Rodríguez não tem esse respaldo. E ela depende da máfia chavista...

BBC News Brasil - Ou dos Estados Unidos...

Erick Langer - Exato. Vai depender dos Estados Unidos, mas é o povo, realmente, o dono do que está debaixo da terra [petróleo], não os Estados Unidos.

Ou seja, [Trump] não quer a María Corina porque ela não é tão manipulável como Delcy Rodríguez apesar de, claramente, María Corina também querer abrir o mercado para empresas de petróleo de fora e etc...

BBC News Brasil - O senhor falou em "colônia". Por quê?

Erick Langer - Porque os Estados Unidos querem transformar a Venezuela em um país dependente dos Estados Unidos, através do petróleo venezuelano.

Tudo indica que, para Trump, não importa o regime que esteja lá na Venezuela.

Ou seja, a ditadura chavista pode continuar, mudando apenas de nome, e com o mesmo sofrimento do povo venezuelano.

É o que podemos ler de tudo o que Trump disse até agora.

Mas Trump não se expressa muito bem, o que deixa mais difícil entender o que vai acontecer a partir de agora.

Mas acho que o acordo é assim: se vocês não nos derem o que queremos, que é o petróleo, voltaremos a atacar novamente.

Todo o demais fica igual, porque ele disse que não haverá presença norte-americana [no país caribenho]. Que os Estados Unidos vão administrar a Venezuela, mas sem seu pessoal na Venezuela. Algo difícil de se fazer.

Suponho que ele vá fazer isso através dos próprios chavistas [que estão no governo]. Ou seja, os chavistas têm um campo amplo para fazer o que estão fazendo desde que mandem petróleo para os Estados Unidos.

Hoje mesmo [domingo, 04/01, à noite], depois do sequestro de Maduro, a situação politica não mudou.

O chavismo continua no poder. O Exército [venezuelano] parece continuar na mesma linha e com seus arranjos de corrupção. Com o que existe há tempos nas Forças Armadas de Venezuela. Ou seja, as únicas mudanças que ocorreram foram: Maduro não está mais na Venezuela, agora está nos Estados Unidos.

Os venezuelanos que moram na Venezuela estão confusos, não sabem o que fazer...

Eu acho que o que María Corina deveria fazer é mobilizar as pessoas e assumir o poder, com a parte do Exército que não quer continuar com isso....

BBC News Brasil - Com Edmundo González ou sem Edmundo González [candidato da oposição, apoiado por María Corina, que disputou as eleições presidenciais contra Maduro em 2024]?

Erick Langer - Obviamente, não sou conselheiro de María Corina e não sei o que ela vai fazer.

Mas o que eu faria, no lugar dela, seria chamar manifestações e assumir a Presidência... Porque com María Corina na presidência, Trump não voltaria a invadir a Venezuela.

Mas aos Estados Unidos não interessa, neste momento, ter um governo legítimo na Venezuela. O objetivo é pegar o petróleo e ter um país supostamente amigo, pelo menos na cúpula, e o restante não interessa....

No meu entender, e aqui estou especulando, os Estados Unidos não parecem querer uma democracia.

Uma democracia significa que haverá voto também sobre o que acontecerá com o petróleo.

BBC News Brasil - O senhor acha que o que acontece na Venezuela gera incerteza também nos outros países da nossa região?

Erick Langer - Claro que sim. Os Estados Unidos são agora o inimigo, o que pode mudar situações... Mas existe uma grande diferença.

À exceção de Nicarágua e de Cuba, não há nenhum governo que não tenha o respaldo popular.

Quer dizer que todos os demais foram eleitos democraticamente e tirá-los seria muito mais difícil.

Por exemplo, Trump citou Petro [Gustavo Petro, presidente da Colômbia, a quem Trump já atacou em diversas ocasiões], especificamente, e até usando uma expressão vulgar.

Se ele quiser tirar Petro, até pode ser, mas a Colômbia viraria um caos.

A Colômbia tem um histórico, muita experiência de guerrilha... Seria mais difícil uma ação militar dos Estados Unidos. Na Venezuela, é outra situação.

BBC News Brasil - O senhor acha que Cuba passou a ficar ainda mais na mira dos Estados Unidos?

Erick Langer - Isso é o que Marco Rubio [secretário de Estado dos EUA, equivalente a um ministro das Relações Exteriores] adoraria. Marco Rubio é...

BBC News Brasil - Ele é de família cubana...

Erick Langer - De cubanos que chegaram nos Estados Unidos antes que Fidel Castro tomasse o poder. Rubio se sente muito identificado [com suas raízes cubanas].

Sim, acho que é uma possibilidade, mas tenho certeza que a resistência militar cubana seria mil vezes maior que na Venezuela.

Na verdade, na Venezuela, acho que Delcy Rodríguez e Diosdado Cabello [um dos quadros fortes do chavismo] fizeram um acordo e traíram Maduro.

BBC News Brasil - Pela recompensa que os Estados Unidos ofereceram de US$ 50 milhões por informações sobre o paradeiro de Maduro?

Erick Langer - Não acho que foi pela recompensa. Mas para ficar com o poder. Eles já têm dinheiro suficiente. E fica claro que neste acordo [para a "entrega" de Maduro] que o combinado era que María Corina não assumisse o poder.

Acho que este foi um dos motivos para que María Corina e Edmundo González não assumissem a Presidência, como deveria ter sido.

BBC News Brasil - Cuba recebe hoje ajuda da Venezuela, do México e da China, que tem investimentos no país, por exemplo, na área de energia limpa. Na sua visão, o que poderia estar nos planos dos Estados Unidos [para Cuba]? Uma ação como a que foi feita na Venezuela para a retirada de Maduro?

Erick Langer - Acho que não. Mas sim um estrangulamento econômico ainda maior por parte dos Estados Unidos.

O que de fato vai acontecer é uma pressão ainda maior contra o México para que não substitua a Venezuela [na ajuda dada a Cuba] porque, nos últimos tempos, o México tem enviado petróleo para Cuba porque a Venezuela não pode, porque não tem produção suficiente.

Ou seja, agora [os Estados Unidos] aumentarão a pressão contra Claudia Sheinbaum [presidente do México] para que ela não mande mais petróleo para Cuba, para que a crise cubana seja ainda pior, arrochando ainda mais o regime comunista cubano.

BBC News Brasil - O senhor concorda que Trump está buscando ter maior influência e poder no hemisfério americano desde que retornou em janeiro à Casa Branca? Porque foi a partir daquele momento que ele passou a olhar mais para o continente e especialmente para a América do Sul.

Erick Langer - Acho que a visão de Trump é em termos de esfera de poder, como tinha Hitler, por exemplo. [A ideia de que] "essa parte de terra é minha".

Já a Rússia pode fazer o que quiser [na disputa] pela Ucrânia, que os chineses tenham a Ásia e não tem problema, enquanto nós [dos EUA] ficamos com todo o hemisfério americano.

BBC News Brasil - Qual o papel do Brasil nesta conjuntura? O presidente Lula condenou a ação dos Estados Unidos na Venezuela e vinha mantendo diálogo com Trump, nos últimos tempos, depois do tarifaço imposto aos produtos brasileiros. O Brasil é o maior país da América Latina, mas não conseguiu desencorajar a ação dos Estados Unidos na Venezuela. Qual é sua visão?

Erick Langer - O Brasil é o grande contrapeso contra Trump. Claro que ele lamenta que Bolsonaro tenha sido preso. Mas o Brasil tem um papel muito importante.

Desde Obama, com Lula, principalmente, o Brasil passou a responder pela América do Sul.

Mas isso agora mudou porque Trump não vai permitir que isto ocorra, como fizeram Obama e Biden [Barack Obama e Joe Biden, ex-presidentes democratas dos EUA].

BBC News Brasil – Há muita preocupação regional. Qual é a sua expectativa em relação ao que pode acontecer na Venezuela e nos demais países da América do Sul?

Erick Langer - É sempre difícil prever o futuro. Mas o fato é que Trump mudou o cenário que existia desde a Guerra Fria. Isso significa se meter cada vez mais e mais na América Latina, no Oriente Médio, voltando-se agora para a China...

Acho que isso vai prejudicar os próprios americanos, se continuar assim.

E não convém, de nenhuma maneira, para a América Latina, porque com o objetivo de explorar os recursos econômicos...

Mas existe um fator essencial que é a China. É preciso ver como a China vai reagir.

Hoje, a China é o principal sócio econômico da maioria dos países da América Latina e não tem como ir contra a nova doutrina Trump ou "donroe" [uma combinação do nome de Donald Trump com a doutrina Monroe, que defendia a primazia dos EUA no continente americano].

Porque o que a China fez, de forma inteligente, foi atuar na área econômica, comercial e não na área militar... E sabendo muito bem que não tinha condições de competir com os Estados Unidos em termos de poder.

O teste é a Venezuela, porque a China tem investimentos na Venezuela.

O que vai acontecer com estas companhias chinesas quando Trump disser "o petróleo é nosso", "para nossas companhias"?

Vamos ver como esta relação [entre EUA e China] ficará [depois da operação militar americana na Venezuela].

Só se a China disser: "Ok, vocês ficam com a Venezuela, mas nós pegamos Taiwan".

BBC News Brasil - O que está em jogo é um novo desenho geopolítico....

Erick Langer - Sim, uma nova estrutura econômica no mundo inteiro. Com estas ações na Venezuela, as primeiras peças [do novo desenho geopolítico] já estão em movimento.

BBC News Brasil - O senhor citou a doutrina Monroe. É possível fazer algum paralelo entre o que aconteceu com Maduro e o que ocorreu com o ex-presidente da Venezuela Cipriano Castro (1858-1924), que foi deposto e morreu no exílio, e em seu lugar assumiu seu vice?

Erick Langer - A diferença é que Juan Vicente Gómez [que tomou o poder de Cipriano Castro] pôde consolidar seu poder rapidamente, sob um regime que também não foi muito popular.

Mas era outro contexto, porque Venezuela é hoje, economicamente, outro país.

A Venezuela foi um país democrático durante cinquenta anos, e antes de [Cipriano] Castro e Gómez, não foi. Era uma oligarquia no poder.

Então, toda a situação de como se governa um país e a legitimidade popular necessária agora, com essa complexidade das sociedades atuais, é bem diferente do que se viveu no século 19, quando a Venezuela era um país principalmente rural, dependia do café, do cacau, da carne....

BBC News Brasil - Agora é o petróleo.

Erick Langer - Sim e a Venezuela é o país mais urbano da América Latina. O problema agora é que Trump quer estabelecer uma colônia econômica, e isso não é tão fácil.

Mas um eventual acordo de Trump com os chavistas [que ficaram na cúpula de Caracas] não é sustentável no longo prazo.

Os venezuelanos não vão permitir isso, e o mais provável é que acabem ocorrendo novas eleições...

BBC News Brasil - Muitas incertezas.

Erick Langer- O chavismo ainda tem o apoio de cerca de 20%, 30% da população.

Na verdade, não se sabe exatamente. Muitos dos que nas últimas eleições votaram pelos chavistas foram obrigados a votar neles. Sei porque tenho conhecidos na Venezuela.

BBC News Brasil - Neste ano, 2026, serão realizadas eleições no Peru, na Colômbia, no Brasil, no Haiti e na Costa Rica. Depois do que ocorreu na Venezuela, Trump poderá buscar influenciar nestes pleitos — como a oposição em Honduras, por exemplo, diz ter ocorrido na eleição recente no país?

Erick Langer - Tenho certeza de que Trump vai se meter, quando puder. Mas acho que os povos não se deixam vender. Mas claro que temos que pensar no que aconteceu com Milei [Javier Milei, presidente da Argentina, nas eleições legislativas de outubro passado], quando os Estados Unidos anunciaram ajuda de US$ 20 bilhões.

Não entendo muito bem por que os argentinos votaram como votaram [ampliando a participação da base governista de Milei no Congresso].

Acho que o eleitorado não via alternativas porque o peronismo está muito desgastado para boa parte da população do país. No caso do Peru, acho que a classe política não tem muita presença popular...

Mas no Peru a economia funciona bem, apesar da instabilidade política já tradicional — porque os presidentes costumam durar pouco tempo no cargo, além de perderem a popularidade rapidamente.

BBC News Brasil - No Peru, existe uma espécie de divórcio entre o caminhar da economia e o que ocorre na cúpula da política, com quedas seguidas de presidentes...

Erick Langer - Exato. Já na Colômbia, é outro cenário. A divisão entre direita e esquerda é proporcionalmente quase igual. Quem vai ganhar e como vai ganhar a eleição presidencial, não sei, porque depende do papel de Petro, e acho que as opiniões estão muito divididas.

BBC News Brasil - E em relação às eleições no Brasil? Na sua opinião, pode ocorrer alguma forma de influência de Trump?

Erick Langer – Com certeza. Não tenho a menor dúvida. E acho que a interferência dos Estados Unidos na vida política brasileira não vai favorecer os partidos da direita, porque isto servirá como arma para o nacionalismo dos demais.

E claro que, se Lula continuar sendo forte e se continuar assim, muito contido com o que aconteceu na Venezuela — porque, na verdade, foi muito contido —, esta calma continuará sendo uma potência contra [a direita].

O único que é grande o suficiente para parar [Trump] e dizer "chega" aos Estados Unidos é o Brasil.

Por Marcia Carmo

Mossoró: Caern programa parada do poço 27 para quinta-feira (8); veja os bairros afetados.

Foto: Reprodução

A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) informou que executará, na próxima quinta-feira (8), um serviço no poço 27, das 7h às 23h30, em Mossoró.

Para a realização do serviço, será necessário paralisar o envio de água para o Conjunto Vingt Rosado, em todas as suas etapas, além do Alto da Pelonha, Loteamento Santorini e Conjunto Maria Odete Rosado.

Segundo a Caern, o serviço irá aumentar a produção do poço, ampliando o envio de água neste período em que as temperaturas estão mais altas e o consumo é elevado.

Após a conclusão do serviço, serão necessárias até 48 horas para a normalização do abastecimento de água na região.

Força-tarefa vai levar água em carros-pipa a cidade sem abastecimento desde dezembro, diz governo do RN.

Foto: Reprodução

Uma força-tarefa vai levar água do Rio São Francisco, por meio de carros-pipa, para a população do município de São João do Sabugi, na região do Seridó potiguar, segundo o governo do Rio Grande do Norte. A população terá direito a uma cota de 20 litros diários por pessoa.

A cidade que tem pouco mais de 6 mil habitantes, segundo o IBGE, está com o abastecimento regular em colapso desde dezembro, por causa da "não potabilidade" da água do açude Santo Antônio, que atendia o município.

Segundo o governo do estado, a operação deve se concentrar na captação de água na Estação de Tratamento de Água (ETA) da Caern em Jardim de Piranhas, que recebe água da transposição.

Para viabilizar a distribuição de água na zona urbana, foram liberados R$ 383.731,20 pelo governo federal. O recurso será destinado à contratação de até 8 carros-pipa, que atuarão por um período inicial de três meses.

O planejamento prevê o abastecimento diário de chafarizes instalados na cidade, a fim de assegurar a cota de água sete dias por semana.

"O município de São João do Sabugi está conduzindo os trâmites administrativos para realizar a contratação e início da execução do serviço", informou a o governo.

Além da operação de carros-pipa, o governo do estado informou que perfurou 12 poços tubulares na região. "Atualmente, a equipe técnica da Caern realiza a medição de vazão e a análise da qualidade dessa água para a instalação definitiva dos equipamentos", anunciou.

Enquanto a nova operação foca na área urbana, a zona rural continua sendo assistida pela Operação Carro Pipa, coordenada pelo Exército.

A Defesa Civil do Estado e o município ainda viabilizaram a entrega de 74 cestas de alimentos, via Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, destinadas a famílias rurais em situação de insegurança alimentar.

O g1 tentou contato com a prefeitura do município por meio do telefone informado no site oficial, mas não teve as ligações atendidas até a última atualização desta reportagem.

Fonte g1/RN

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Presidente interina da Venezuela defende agenda de colaboração.

Foto: Maxim Shemoto

Em carta pública endereçada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez (foto), classifica como prioritário avançar para um relacionamento “equilibrado e respeitoso” com o país norte-americano, “baseado na igualdade e não na ingerência”. 

No documento, divulgado nas redes sociais, Delcy faz um convite ao governo dos EUA para trabalharem conjuntamente em uma agenda de cooperação, voltada ao desenvolvimento compartilhado, no marco da legalidade internacional e de forma a fortalecer “uma convivência comunitária duradoura”.

Diálogo

Ela diz: “Presidente Donald Trump, nossos povos e nossa região merecem paz e diálogo, não guerra. Esse sempre foi o predicamento do presidente Nicolás Maduro e é o de toda a Venezuela neste momento. Essa é a Venezuela em que acredito, à qual dediquei minha vida.”

A presidente interina conclui a carta destacando que a Venezuela tem direito à paz, ao desenvolvimento, à soberania e ao futuro.

Saiba mais

No sábado (3), diversas explosões foram registradas em bairros de Caracas. Em meio ao ataque militar, orquestrado pelos Estados Unidos, o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por forças de elite norte-americanas e levados para Nova York.

O ataque marca um novo episódio de intervenções diretas norte-americanas na América Latina. A última vez que os Estados Unidos invadiram um país latino-americano foi em 1989, no Panamá, quando militares norte-americanos sequestraram o então presidente Manuel Noriega, acusando-o de narcotráfico.

Assim como fizeram com Noriega, os Estados Unidos acusam Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano chamado De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas em tráfico internacional de drogas questionam a existência do cartel.

O governo de Donald Trump oferecia uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro.

Para críticos, a ação é uma medida geopolítica para afastar a Venezuela de adversários globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de exercer maior controle sobre o petróleo do país, que é dono das maiores reservas de óleo comprovadas do planeta.

Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil

O esquema que levou à prisão do prefeito, vice e de toda Câmara Municipal em cidade no interior.

Foto: Reprodução

A Prefeitura de Turilândia, no interior do Maranhão, estava de portões abertos no primeiro dia útil do ano. Mas a cena não significava normalidade: dentro do prédio, quase ninguém trabalhava.

Questionado pela reportagem do Fantástico por que o prédio estava tão vazio, um vigia confirmou o esvaziamento.

“Só tem eu mesmo”, disse o funcionário.

Na Câmara de Vereadores, o silêncio foi parecido. Ao serem abordados, funcionários evitaram falar e deixaram o local às pressas.

A cidade sentia os efeitos de uma operação que abalou completamente a estrutura de poder do município.

Na semana do Natal, o Ministério Público prendeu os chefes do Executivo e todo o Legislativo de Turilândia: o prefeito Paulo Curió, a primeira-dama Eva Curió, a ex-vice-prefeita Janaína Soares Lima e os onze vereadores da cidade. Ao todo, 21 pessoas foram presas.

Segundo o MP, o grupo desviou pelo menos R$ 56 milhões dos cofres públicos. O esquema teria começado em 2021, quando Paulo Curió foi eleito pela primeira vez.

As investigações apontam um sistema organizado de corrupção, com empresas de fachada, notas fiscais frias, propina e fraudes em licitações. O promotor Fernando Berniz, do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Maranhão, afirma que o problema era generalizado.

“Um dado interessante e relevante, dito pela própria pregoeira, é que 95% das licitações daquele município eram fraudadas”, disse.

Em uma das mensagens interceptadas, a pregoeira cobra do prefeito uma “recompensa” pela fraude em uma licitação — entre os pedidos, uma caneta emagrecedora.

“Ei, chefe, boa tarde… Para o senhor me dar mesmo meu Monjauro e meu presente de Natal”, diz a mulher no áudio. Em seguida, ela avisa que a licitação de uma estrada vicinal seria “fracassada”, como combinado.

De acordo com o Ministério Público, empresários envolvidos no esquema recebiam até 18% do valor dos contratos por serviços que não eram prestados. Três por cento ficariam com o ex-controlador geral do município, Wandson Barros, apontado como operador financeiro. O restante voltava para o prefeito.

Durante a operação, a polícia apreendeu grandes quantidades de dinheiro em espécie. Também chamou a atenção o patrimônio do casal Curió. Uma das casas, luxuosa, tem móveis modernos e academia. A mais cara fica em São Luís, avaliada em R$ 3 milhões e 700 mil — imóvel que teve a porta arrombada durante a ação.

Segundo o MP, a casa foi comprada com dinheiro emprestado por um agiota que também é neurocirurgião.

“Havia um profissional da medicina que emprestava dinheiro para pagamento de campanha, dívidas de campanha e aquisição de bens. Parte do dinheiro que entrava no município foi utilizada para pagar essas parcelas”, afirmou o promotor.

Áudios revelam desvios

Mensagens de áudio mostram o prefeito usando o cartão de crédito de uma empresa contratada pela prefeitura. Em uma das mensagens, ele reclama do limite.

“Dez mil reais não dá pra nada… Isso não é cartão de crédito de prefeito, não. É fraco”, diz.

Em outro áudio, Paulo Curió fala em “sobras” mensais de dinheiro desviado.

“A gente vai ter uma sobra aí mensal… de uns dois a dois e meio”, afirma.

Valor semelhante ao que, segundo o MP, foi distribuído aos vereadores para garantir a omissão da fiscalização: R$ 2,3 milhões.

“Ele pagava propinas para todos os vereadores, oposição e situação, para que deixassem de fazer alguma coisa”, explicou Fernando Berniz.

Origem da fraude

A investigação aponta que tudo começou em um posto de combustíveis pertencente à ex-vice-prefeita e ao marido dela. No papel, a prefeitura comprava milhões de reais em combustível. Na prática, o volume não correspondia ao consumo.

O posto teve 58 contratos com o município e recebeu mais de R$ 17 milhões desde 2021.

“Detectamos uma grande quantidade de notas fiscais emitidas para combustíveis que não foram adquiridos”, disse o promotor.

Segundo o MP, o volume registrado permitiria que cada um dos dez carros da prefeitura rodasse 790 quilômetros por dia — o equivalente a uma viagem diária de ida e volta entre São Luís e Porto Alegre.

Enquanto o dinheiro público desaparecia em contratos fictícios, a realidade da cidade seguia marcada pela pobreza. Dados do IBGE mostram que três em cada quatro moradores vivem sem esgoto adequado.

“Tem muitas carências. Aqui a maior parte do pessoal é tudo carente”, disse um morador.

Durante toda a gravação da reportagem do Fantástico, apoiadores do prefeito acompanharam a equipe de perto — em carros, motos e até a pé. Houve buzinaços e intimidação, inclusive na visita ao hospital da cidade, que funciona, mas foi majoritariamente financiado pelo governo do estado.

Sem prefeito, vice-prefeita e vereadores, a Justiça adotou uma solução inusitada para evitar a paralisação da cidade: os vereadores despacham em prisão domiciliar. Monitorados não podem falar entre si, salvo em caso de decisões urgentes.

“Se houver necessidade de se reunirem para decidir algum projeto ou medida urgente, há essa possibilidade”, explicou o procurador-geral de Justiça do Maranhão, Danilo de Castro.

O que dizem as defesas

A defesa de Paulo Curió e da primeira-dama afirmou que ambos estão à disposição para esclarecimentos e confiam no respeito às garantias constitucionais. A defesa do ex-controlador Wandson Barros disse acreditar que a análise imparcial dos fatos levará ao reconhecimento da inocência dele. Os demais citados não se manifestaram.

Para o Ministério Público, o caso revela um retrato cruel: “É literalmente aviltante”, disse o promotor Fernando Berniz.

“O dinheiro que era para saneamento, saúde e educação estava sendo desviado para o deleite pessoal.”

Uma moradora resume o sentimento da cidade: “Muito errado. Uma cidadezinha humilde assim…”

“E o que eles não têm?”, perguntou o repórter.

“Vergonha”, respondeu ela, rindo sem humor.

Fonte g1

Aprenda a receita de um delicioso frango xadrez.

Foto: Reprodução

Um prato típico da culinária chinesa, o frango xadrez fica colorido, apimentado na medida certa e com um molho levemente agridoce. O melhor de tudo: dá para fazer em uma panela só! Receita perfeita para sair da rotina e experimentar novas combinações de sabores.

Ingredientes

. 1 kg de filé de peito de frango cortado em cubos

. Sal e pimenta-do-reino a gosto

. 1 colher de sopa de vinagre branco (ou suco de limão)

. Óleo vegetal

. 1 pimentão vermelho cortado em cubos

. 1 pimentão verde cortado em cubos

. 1 pimentão amarelo cortado em cubos

. 1 cebola cortada cubos

. 1 colher de sopa de alho triturado ou massado

. 1 colher de chá de gengibre em pó

. 1 fio de óleo de gergelim (opcional)

. 100 ml de shoyu

. 1 e 1/2 colher de sopa de amido de milho

. 1 xícara de chá de água

. 1/2 xícara de chá de amendoim torrado e sem pele (opcional)

. Cheiro-verde picado a gosto

Ingredientes do molho

. 1 colher de sopa bem cheia de amido de milho

. 100 ml de água

. 50 ml de shoyu

. 1/2 envelope de caldo de galinha em pó. Se preferir, troque a água por 100 ml de caldo de galinha caseiro

Modo de preparo

Faça um mise en place (reunir todos os ingredientes já picados e na quantidade indicada) para facilitar o preparo;

Em um recipiente, coloque o frango cortado em cubos. Tempere com sal (bem pouco, pois vai shoyu na receita), pimenta-do-reino a gosto e vinagre ou suco de limão. Misture bem e deixe marinar por, pelo menos, 30 minutos;

Leve uma wok (panela no estilo asiático), ou frigideira grande, com um fio de óleo, ao fogo alto. Espere esquentar, despeje os cubos de frango marinados e refogue até ficarem douradinhos, cerca de 5 minutos;

Adicione os pimentões, a cebola, o alho, o gengibre e o óleo de gergelim. Misture bem e deixe refogar, em fogo médio, por 5 minutos. Durante o processo, de vez em quando, mexa os ingredientes para não grudarem no fundo da panela;

Enquanto o frango refoga, em um recipiente separado, dissolva o amido de milho em 1 xícara de chá de água (temperatura ambiente). Coloque o shoyu e misture bem para desfazer todas as pelotinhas de amido;

Despeje o amido dissolvido na panela, misture bem e deixe o caldo apurar por mais 5 minutos, ou até engrossar, em fogo baixo (isso ajudará a potencializar o sabor);

Em um recipiente, coloque todos os ingredientes do molho. Lembre-se que água, ou o caldo de galinha caseiro, precisa estar em temperatura ambiente para não empelotar o amido de milho. Misture bem, despeje o molho na panela e deixe cozinhar por mais 5 minutos;

Assim que o molho engrossar, junte o amendoim e misture para incorporar. Experimente e acerte os temperos se for preciso. Já pode desligar o fogo;

Finalize com cheiro-verde e, se quiser, um fio de óleo de gergelim. Bom apetite!

Fonte Receitaria

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Bolsonaro recebe alta hospitalar e volta a cumprir pena na PF.

Foto: Marcelo Camargo

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta e deixou o Hospital DF Star no fim da tarde desta quinta-feira (1º). 

Um comboio formado por batedores da Polícia Militar do Distrito Federal e carros pretos descaracterizados saiu por volta das 18h40 da garagem do hospital, localizado na Asa Sul, região central da capital federal, a poucos quilômetros de distância da Superintendência da Polícia Federal, onde Bolsonaro está preso desde novembro. 

Bolsonaro estava internado na unidade desde o último dia 24 e foi submetido a uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral. 

Em seguida, a equipe médica avaliou a necessidade de realizar outros procedimentos para conter o quadro de soluços. Ontem (31), o ex-presidente passou por uma endoscopia, quando os médicos constataram a persistência de esofagite e gastrite.

Médicos que acompanham o ex-presidente informaram na quarta-feira (31) melhora da crise de soluços e já haviam programado a alta para hoje (1º) caso não houvesse nenhum novo problema de saúde.

Com a liberação hospitalar, Bolsonaro retorna à Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está preso desde novembro após condenação de 27 anos e 3 meses pela trama golpista.

Na manhã desta quinta-feira, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes negou pedido feito pela defesa do ex-presidente que solicitava prisão domiciliar de natureza humanitária após a alta. 

Na decisão, Moraes avalia que a defesa de Bolsonaro não apresentou “fatos supervenientes que pudessem afastar os motivos determinantes da decisão de indeferimento do pedido de prisão domiciliar humanitária proferida no dia 19 de dezembro de 2025”.

O documento reforça que permanece autorizado acesso integral dos médicos de Bolsonaro, com os medicamentos necessários, incluindo um fisioterapeuta, “e a entrega de comida produzida por seus familiares”.

Por Lana Cristina, da TV Brasil / Agência Brasil

Ano começa com aumento de imposto sobre gasolina, diesel e gás de cozinha.

Foto: Reprodução

O aumento no Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), tributo estadual, sobre gasolina, diesel e gás de cozinha já está valendo a partir desta quinta-feira (1º).

A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) em setembro do ano passado. O órgão reúne representantes governo federal e os estados.

- Para a gasolina, haverá uma elevação de R$ 0,10 por litro, para R$ 1,57.

- Para o diesel, o aumento será de R$ 0,05 por litro, para R$ 1,17.

- No caso do gás de cozinha, o aumento será de R$ 1,05 por botijão.

Esse é o segundo ano seguido de aumento do ICMS sobre combustíveis. Em fevereiro de 2025, também houve elevação do imposto.

De acordo com o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), que reúne os secretários de Fazenda dos estados, o reajuste considera os preços médios mensais dos combustíveis divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no período de fevereiro a agosto de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024.

Por ser considerado um preço chave, aumentos de impostos sobre combustíveis tendem a se alastrar por toda economia.

A Petrobras abandonou, no começo do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a política de paridade de preços, por meio dos quais os combustíveis eram reajustados com base no preço do petróleo e da variação do dólar.

Fonte Jornal De Fato