terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Rogério Marinho deve desistir de ser candidato a governador.

Foto: Reprodução

Segundo o Blog Heitor Gregório, durante uma reunião realizada na noite desta segunda-feira (19), na residência do deputado estadual Tomba Farias, na Praia de Pirangi, o senador Rogério Marinho (PL) comunicou a aliados que recebeu um pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que ele assuma a coordenação da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL).

Segundo informações repassadas no encontro, o pedido teria sido feito através de um bilhete enviado por um advogado do ex-presidente. Após o pedido de Bolsonaro, Rogério Marinho deve retirar oficialmente o seu nome da disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte.

Ainda de acordo com Heitor, fontes informam que nesta terça-feira (20) o senador terá conversas políticas com o senador Styvenson Valentim (PSDB) e com o ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias (Republicanos), para tratar dos próximos passos do grupo político no estado.

Walter confirma que não assumirá governo e PT que Fátima renunciará.

Foto: Reprodução

O vice-governador Walter Alves (MDB) confirmou, nesta segunda-feira (19), que não assumirá o comando do Governo do Rio Grande do Norte caso a governadora Fátima Bezerra (PT) renuncie ao cargo para disputar uma vaga no Senado Federal nas eleições deste ano.

A decisão foi comunicada durante reunião realizada na manhã desta segunda-feira, no prédio da Governadoria, no Centro Administrativo, em Natal. O encontro durou cerca de uma hora.

Presidente estadual do MDB, Walter também detalhou o posicionamento do partido em relação às articulações políticas. Segundo ele, o MDB do Rio Grande do Norte decidiu caminhar, no âmbito estadual, ao lado dos partidos que integram a Federação União Progressista (União Brasil e PP) e do PSD. A decisão, segundo o vice-governador, foi tomada após consulta interna aos filiados da legenda.

Após o anúncio do vice-governador Walter Alves de que não assumirá o Governo do Rio Grande do Norte com a renúncia da governadora Fátima Bezerra (PT), além de declarar apoio ao prefeito Allyson Bezerra para a disputa ao Governo do Estado, o Partido dos Trabalhadores divulgou uma nota pública esclarecendo sua posição diante do novo cenário político.

No comunicado, o PT confirma que Fátima Bezerra deverá, de fato, deixar o cargo para concorrer ao Senado Federal e informa que a legenda apresentará um nome para assumir o Governo do Estado no chamado mandato tampão, por meio de eleição indireta na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, prevista para ocorrer em abril, após as renúncias da governadora e do vice.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Governo do RN anuncia novo estádio de futebol para Mossoró; projeto fica pronto em até 90 dias.

Foto: Reprodução

A governadora Fátima Bezerra anunciou neste sábado (17) que o projeto do novo estádio de futebol de Mossoró será concluído em até 90 dias. A autorização para a elaboração do projeto será assinada ainda em janeiro, e o trabalho técnico ficará sob responsabilidade da FUNCITERN, vinculada à Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.

Após a conclusão do projeto, o Governo do Estado encaminhará a proposta ao comitê gestor de Parcerias Público-Privadas (PPP) do RN. A partir dessa etapa, o Executivo estadual iniciará a busca por parceiros para viabilizar o investimento necessário à construção da arena.

O novo estádio será erguido em um terreno pertencente ao Governo do Estado, localizado ao lado do Hotel Thermas, na avenida Lauro Monte, zona Oeste de Mossoró. A área tem cerca de 78,5 mil metros quadrados, espaço suficiente para receber toda a estrutura de uma moderna arena esportiva.

De acordo com o secretário estadual de Infraestrutura, Gustavo Coelho, o equipamento será projetado para sediar partidas de futebol e também outros tipos de eventos. A estrutura deverá contar com vestiários, arquibancadas, salas administrativas, iluminação moderna, gramado adequado e amplo estacionamento.

O projeto prevê execução por etapas. Na fase inicial, o estádio terá capacidade para cinco mil pessoas. Em seguida, será ampliado para dez mil e, posteriormente, poderá chegar a quinze mil lugares, conforme explicou o secretário.

A decisão do Governo do RN ocorre após o fechamento do Estádio Municipal Manoel Leonardo Nogueira, o Nogueirão, em fevereiro de 2024, durante a gestão do prefeito Allyson Bezerra. Desde então, Mossoró deixou de contar com sua principal praça esportiva, obrigando os clubes profissionais da cidade a mandarem seus jogos em outros municípios.

Atualmente, o Potiguar, que representa Mossoró no Campeonato Estadual de 2026, atua no Estádio Fião, em Serra do Mel, o que gera custos adicionais ao clube e transtornos para a torcida, que precisa se deslocar para acompanhar as partidas.

Durante o anúncio, a governadora destacou que é inadmissível que a segunda maior cidade do Rio Grande do Norte permaneça sem um estádio de futebol. Segundo ela, o compromisso do governo é trabalhar para garantir que Mossoró volte a ter um equipamento esportivo à altura de sua importância.

O secretário estadual da Fazenda, Cadu Xavier, afirmou que a orientação da governadora é acelerar todos os trâmites para antecipar o máximo possível o início das obras. Ele ficará responsável por coordenar o processo, em parceria com a Secretaria de Infraestrutura e com o apoio técnico da Uern.

A solenidade contou com a presença da deputada Isolda Dantas, do deputado Ivanilson Oliveira, das vereadoras Marleide Cunha e Plúvia Oliveira, além da vereadora natalense Samanda Alves, da reitora da Uern Cicilia Maia, dirigentes de clubes e representantes do esporte amador mossoroense.

Fonte Jornal O Mossoroense

Caern realiza manutenção em poços e bairros de Mossoró têm abastecimento reduzido.

Foto: Jornalismo TCM

A Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) identificou, na manhã deste domingo (18), a necessidade de uma parada emergencial no poço 22, em Mossoró, para a realização de manutenção mecânica.

De acordo com a companhia, o poço atende os bairros Costa e Silva, Ulrick Graff e Walfredo Gurgel. As equipes técnicas estão trabalhando no reparo, e a previsão da Caern é que o sistema que abastece essas áreas seja religado até o final da noite de terça-feira (20). Após a religação, a normalização completa do abastecimento ocorrerá de forma gradativa, no prazo de até 48 horas.

A Caern também informou que realizará manutenção mecânica no poço que atende os bairros Nova Betânia, Cidade Nova, Aeroporto I e II, em Mossoró. Segundo a companhia, essas regiões estão com redução no envio de água. A previsão é que o sistema seja religado de forma plena por volta das 23h desta segunda-feira (19). A normalização do abastecimento nessas áreas ocorrerá em até 48 horas após a religação do sistema.

Por Artur Rebouças

Aprenda a preparar uma salada proteica de frango e queijo de coalho.

Foto: Inter TV Costa Branca

Uma boa salada cai bem em qualquer época do ano, principalmente no verão. O Inter TV Rural deste domingo (18) apresenta uma salada proteica, com toque regional de queijo coalho.

A receita é ideal para uma refeição saborosa, equilibrada e leve.

Ingredientes

. 250 g de queijo coalho em cubos

. 350 g de file de peito de frango cozido, desfiado e refogado

. 1 pepino de tamanho médio sem sementes e cortado em fatias finas

. 1 cenoura crua de tamanho médio, ralada grosseiramente

. 1 pé de alface americana cortado em fatias largas

. 180 g de milho verde

. ½ pimentão amarelo sem sementes cortado em fatias finas

. 1 cebola roxa pequena cortada em tiras finas

. Cebolinha para finalização

Para o molho

. 170 g ou 1 copo de iogurte natural

. Suco de 2 laranjas

. 1 colher de sopa de mel ou melaço de cana

. Sal, azeite e pimenta do reino a gosto

Modo de preparo

Começamos preparando o molho. Separamos um recipiente para fazer a mistura. Colocamos o iogurte natural, base do molho, além do suco de laranja (passado pela peneira), o mel ou melaço e por fim, temperamos com sal, uma a 2 colheres de sopa de azeite, além de pimenta do reino. Misturamos bem todos os ingredientes e em seguida, reservamos na geladeira enquanto preparamos a salada.

Para o preparo da salada, vamos montar os ingredientes em um recipiente espaçoso. É importante, antes de iniciar, fazer a boa higienização de cada ingrediente. Após isso, vamos começar colocando no recipiente as folhas do alface e por cima, o pepino, a cenoura, o pimentão amarelo, a cebola roxa e o milho verde. Com uma colher, misturamos delicadamente os vegetais. Logo depois, já podemos acrescentar as proteínas: frango e queijo. Misturamos mais um pouco e a salada estará preparada.

Quem preferir, pode acrescentar o molho por inteiro na salada. Ou ainda, servir o molho de forma separada, para que cada um se sirva como preferir. Aqui optamos por utilizar o molho já na salada.

Depois de misturar bem, colocamos a salada no recipiente para servir, finalizamos com um pouco de cebolinha e a salada está pronta.

Dica: quem não gostar de algum desses ingredientes pode substituir ou retirar da salada.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Comércio de Mossoró terá horários especiais no Carnaval.

Foto: Jornalismo TCM

O Sindicato do Comércio Varejista (Sindivarejo) de Mossoró confirmou o horário de funcionamento do comércio para o período de Carnaval, conforme a Convenção Coletiva firmada com o Sindicato dos Empregados do Comércio (Secom).

No sábado, 14 de fevereiro, o comércio funcionará em horário normal, respeitando a jornada habitual de cada empresa. Entretanto, na segunda-feira de Carnaval (16), as lojas estarão fechadas em razão da comemoração do Dia do Comerciário.

Na terça-feira de Carnaval (17), o comércio também não abrirá, pois haverá a folga compensatória pelo trabalho no feriado municipal de 30 de setembro, de acordo com a convenção coletiva de trabalho vigente.

Excepcionalmente, as lojas localizadas no Partage Shopping estão autorizadas a funcionar na terça-feira de Carnaval, sem necessidade de solicitação de Termo de Abertura.

Na quarta-feira de Cinzas (18) haverá a reabertura das lojas em horário habitual.

Fonte TCM Notícia 

Senadora Zenaide Maia visita Hospital da Aeronáutica e destaca investimentos com recursos do mandato.


A senadora Zenaide Maia realizou uma visita institucional ao Núcleo do Hospital da Aeronáutica de Natal (NuHANT), localizado na Base Aérea de Natal (BANT), no município de Parnamirim, Região Metropolitana de Natal.

A parlamentar foi recebida pelo diretor do NuHANT, o Coronel Médico Paulo de Tarso, e conheceu de perto os equipamentos adquiridos com recursos de emenda parlamentar destinada pelo seu mandato ao núcleo hospitalar. O investimento, no valor de R$ 500 mil, possibilitou a aquisição de uma Torre de Videolaparoscopia e de um aparelho de ultrassonografia, equipamentos modernos que fortalecem a capacidade de diagnóstico e a realização de procedimentos minimamente invasivos na unidade.

O NuHANT é a organização de saúde da Força Aérea Brasileira (FAB) de Natal e presta atendimento essencial a militares, dependentes e à comunidade assistida, desempenhando papel estratégico na rede de saúde da região.

Durante a visita, a senadora ressaltou seu compromisso permanente com a saúde e a destinação responsável de recursos públicos.

“Visitei o Hospital da Aeronáutica, onde pudemos ver os equipamentos adquiridos com recursos do meu mandato. Eu, como médica, faço questão de investir em saúde, em todas as instituições de saúde, sejam públicas ou privadas”, afirmou Zenaide Maia.

Reconhecida por sua atuação firme na defesa do Sistema de Saúde e no fortalecimento das estruturas hospitalares do Rio Grande do Norte, a senadora tem direcionado emendas parlamentares para garantir melhores condições de atendimento, modernização de equipamentos e ampliação da qualidade dos serviços oferecidos à população.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Moraes autoriza que Bolsonaro passe por exames em hospital após queda.

Foto: Wilton Junior

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quarta-feira (7) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) faça exames no hospital DF Star, no Distrito Federal, após ter sofrido uma queda e batido a cabeça na cela onde está preso, na Superintendência da Polícia Federal.

Nesta terça (6), Moraes tinha negado a remoção imediata ao hospital, após pedido da defesa do ex-presidente.

Após a decisão, a defesa reiterou a necessidade dos exames imediatos e apresentou uma lista. Entre os exames solicitados estão tomografia, ressonância e eletroencefalograma.

Bolsonaro passou mal, caiu na sala onde cumpre pena na madrugada desta terça-feira (6). A informação foi compartilhada via redes sociais pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e, minutos depois, confirmada pelo médico do político.

Moraes pediu que os advogados detalhem quais os exames necessários, para ser avaliada a possibilidade de que os procedimentos sejam feitos no próprio sistema penitenciário.

Os advogados do ex-presidente pediram autorização ao ministro para que o ex-presidente fosse ao hospital para fazer exames clínicos e de imagem.

Após a queda, a Polícia Federal afirmou em nota que Bolsonaro "recebeu atendimento médico após relatar à equipe de plantão que havia sofrido uma queda durante a madrugada. O médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação".

"Dessa maneira, não há nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital, conforme claramente consta na nota da Polícia Federal. A Defesa, entretanto, aconselhada pelo médico particular do custodiado, tem direito a realização de exames, desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade", escreveu Moraes.

Fonte g1/Política

Prefeito e vice promovem mudanças em secretarias da Prefeitura de Mossoró.

Foto: Reprodução

O prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra (União Brasil) e seu vice Marcos Medeiros (PSD) anunciaram nesta terça-feira (6) uma série de mudanças no primeiro escalão do governo municipal.

Na Secretaria de Comunicação, Wilson Fernandes deixa o cargo e dá lugar a Wesley Duarte, que estava à frente da Comunicação da Câmara Municipal de Mossoró.

Já na Secretaria de Gestão e Desenvolvimento de Pessoas (Segepe), Marcos Oliveira deixa a pasta e quem assume é Rodrigo Forte, que até então era secretário de Governo, e terá como adjunta a advogada Alessandra Dantas.

Com a saída de Rodrigo Forte da Secretaria de Governo a mesma passa a ser comandada por Isabela Freitas, que exercia a função de diretora-geral da Câmara Municipal de Mossoró.

Na área da Cultura, Janaína Holanda deixa o comando da pasta, que agora será liderada pelo arquiteto e urbanista Cícero França, que integrava a equipe da Secretaria de Programas e Projetos Estratégicos e atuou diretamente na organização do Mossoró Cidade Junina nos últimos anos.

O engenheiro civil Rodrigo Lima deixa o cargo na Secretaria Municipal de Infraestrutura, sendo substituído por Josenildo Gomes, que era secretário adjunto da pasta. Com isso, Augusto Cavalcante, que atuava como diretor de Obras, assume a função de adjunto.

Outra mudança ocorre na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Inovação e Turismo, que passa a ser comandada pelo ex-vereador Marckuty da Maísa, anteriormente secretário adjunto.

O ex-vereador Naldo Feitosa deixa o cargo de ser diretor de Esportes na Secretaria Municipal de Esporte e Lazer e passa a ser secretário adjunto da Secretaria de Serviços Urbanos.

Por fim, o prefeito promoveu alterações na Secretaria de Administração e na Controladoria-Geral do Município. Washington Filho deixa a Controladoria e assume a Secretaria de Administração. Já Luana Lima, que até então era da Administração, passa a comandar a Controladoria-Geral.

As alterações deverão ser publicadas nos próximos dias no Diário Oficial do Município.

terça-feira, 6 de janeiro de 2026

Trump tentará influenciar eleições no Brasil, diz especialista americano.

Foto: Andrew Caballero

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai continuar "se metendo" nos países da América Latina depois da operação militar que resultou na prisão de Nicolás Maduro, no último sábado (3/1).

Mas as ações de Trump não serão iguais para todos porque cada país tem um peso global e uma conjuntura interna diferentes. A avaliação é de Erick Langer, professor de história na Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos.

Em entrevista à BBC News Brasil, o professor diz que "Trump quer criar uma colônia econômica na Venezuela", com foco na extração de petróleo por empresas dos Estados Unidos.

"Os Estados Unidos querem transformar a Venezuela em um país dependente do próprio Estados Unidos, através do petróleo venezuelano. Tudo indica que, para Trump, não importa o regime que esteja lá na Venezuela. Ou seja, a ditadura chavista pode continuar, mudando apenas de nome, e com o mesmo sofrimento do povo venezuelano", diz Langer, que foi diretor do Centro Latino-Americano da Universidade de Georgetown e é casado com uma venezuelana.

O especialista avalia que a operação americana que deteve Maduro contou com o apoio de integrantes da cúpula do chavismo, como Delcy Rodríguez, vice-presidente do país nomeada presidente interina da Venezuela.

"Acho que Delcy Rodríguez e Diosdado Cabello [um dos quadros fortes do chavismo] fizeram um acordo e traíram Maduro...para ficar com o poder", afirmou à BBC News Brasil.

Em contrapartida, Rodríguez teria sido apoiada por Washington em detrimento de María Corina Machado, líder da oposição venezuelana.

"[Trump] não quer a María Corina porque ela não é tão manipulável como Delcy Rodríguez apesar de, claramente, María Corina também querer abrir o mercado para empresas de petróleo de fora", avalia o professor.

Langer também acredita que Trump passará a pressionar o México para que não ajude Cuba, porque seu objetivo é "estrangular ainda mais" a economia cubana.

Segundo o especialista, o presidente dos Estados Unidos quer dominar todo "o hemisfério americano" e buscará influenciar as eleições presidenciais brasileiras neste ano.

"Mas vai acabar prejudicando a direita porque o nacionalismo falará mais forte", pontua. "O Brasil é o grande contrapeso" contra as investidas de Trump, acrescenta. Leia mais abaixo.

A seguir, os principais pontos da entrevista.

BBC News Brasil - Qual é a sua opinião sobre a retirada de Maduro da Venezuela e sobre as declarações de Trump de que vai governar ("run") o país e abrir as portas para as petrolíferas dos Estados Unidos?

Erick Langer - Foi bom que tiraram o ditador. Mas, em primeiro lugar, não há um plano para o retorno da democracia. E isso combina com Trump, porque Trump não está a favor da democracia nem nos Estados Unidos.

Acho que o que ele quer fazer é criar uma colônia econômica na Venezuela. Porque o que ele disse, na verdade, é que Delcy Rodríguez "tem que me obedecer ou vou invadir e fazer o que for.."

[Frase do entrevistado, como se estivesse falando no lugar de Trump. Em entrevista à revista americana The Atlantic, publicada no domingo (4/1), Trump ameaçou tomar medidas contra Rodriguez, caso ela não seguisse os planos de Washington. "Se ela não fizer o que é certo, pagará um preço muito alto, provavelmente maior do que Maduro", disse o republicano à revista].

Isso é coisa de mafiosos.

Acho falso o Trump dizer que roubaram o petróleo dos Estados Unidos. Ou argumentar que a Venezuela não pagou... Mas o petróleo continua sendo da Venezuela. O que existe é um contrato que pode não ter sido cumprido.

[A Venezuela realizou a nacionalização do petróleo em 1976, criando a estatal PDVSA. Durante o governo de Hugo Chávez, a medida foi ampliada com a promulgação de uma lei, em maio de 2007, que determinou o controle nacional na produção da zona do Orinoco, onde existe uma das maiores concentrações de petróleo do planeta. A maioria das empresas estrangeiras que exploravam petróleo ali teria aceitado fazer um acordo com o governo Chávez, ficando como sócias minoritárias do Estado venezuelano. Mas as empresas americanas ExxonMobil e ConocoPhilips decidiram deixar o país sul-americano e cobraram compensações financeiras pelas consequências da nacionalização.]

Mas isso é muito diferente. Evidentemente, Trump não sabe muito de história, porque não sabemos se ele se refere à nacionalização dos anos 1970 ou se faz referência aos contratos posteriores durante o chavismo, quando foi feito um contrato e sabemos que só foi paga uma parte.

Quer dizer que a Venezuela deve ainda certo dinheiro a estas companhias. Então, é bom que Maduro tenha saído, mas o problema é que o chavismo continua.

Entendo que Trump não queira colocar María Corina no poder porque ela tem o apoio dos venezuelanos.

Ela, então, tem muito mais possibilidade de ação porque tem o apoio do povo venezuelano.

Delcy Rodríguez não tem esse respaldo. E ela depende da máfia chavista...

BBC News Brasil - Ou dos Estados Unidos...

Erick Langer - Exato. Vai depender dos Estados Unidos, mas é o povo, realmente, o dono do que está debaixo da terra [petróleo], não os Estados Unidos.

Ou seja, [Trump] não quer a María Corina porque ela não é tão manipulável como Delcy Rodríguez apesar de, claramente, María Corina também querer abrir o mercado para empresas de petróleo de fora e etc...

BBC News Brasil - O senhor falou em "colônia". Por quê?

Erick Langer - Porque os Estados Unidos querem transformar a Venezuela em um país dependente dos Estados Unidos, através do petróleo venezuelano.

Tudo indica que, para Trump, não importa o regime que esteja lá na Venezuela.

Ou seja, a ditadura chavista pode continuar, mudando apenas de nome, e com o mesmo sofrimento do povo venezuelano.

É o que podemos ler de tudo o que Trump disse até agora.

Mas Trump não se expressa muito bem, o que deixa mais difícil entender o que vai acontecer a partir de agora.

Mas acho que o acordo é assim: se vocês não nos derem o que queremos, que é o petróleo, voltaremos a atacar novamente.

Todo o demais fica igual, porque ele disse que não haverá presença norte-americana [no país caribenho]. Que os Estados Unidos vão administrar a Venezuela, mas sem seu pessoal na Venezuela. Algo difícil de se fazer.

Suponho que ele vá fazer isso através dos próprios chavistas [que estão no governo]. Ou seja, os chavistas têm um campo amplo para fazer o que estão fazendo desde que mandem petróleo para os Estados Unidos.

Hoje mesmo [domingo, 04/01, à noite], depois do sequestro de Maduro, a situação politica não mudou.

O chavismo continua no poder. O Exército [venezuelano] parece continuar na mesma linha e com seus arranjos de corrupção. Com o que existe há tempos nas Forças Armadas de Venezuela. Ou seja, as únicas mudanças que ocorreram foram: Maduro não está mais na Venezuela, agora está nos Estados Unidos.

Os venezuelanos que moram na Venezuela estão confusos, não sabem o que fazer...

Eu acho que o que María Corina deveria fazer é mobilizar as pessoas e assumir o poder, com a parte do Exército que não quer continuar com isso....

BBC News Brasil - Com Edmundo González ou sem Edmundo González [candidato da oposição, apoiado por María Corina, que disputou as eleições presidenciais contra Maduro em 2024]?

Erick Langer - Obviamente, não sou conselheiro de María Corina e não sei o que ela vai fazer.

Mas o que eu faria, no lugar dela, seria chamar manifestações e assumir a Presidência... Porque com María Corina na presidência, Trump não voltaria a invadir a Venezuela.

Mas aos Estados Unidos não interessa, neste momento, ter um governo legítimo na Venezuela. O objetivo é pegar o petróleo e ter um país supostamente amigo, pelo menos na cúpula, e o restante não interessa....

No meu entender, e aqui estou especulando, os Estados Unidos não parecem querer uma democracia.

Uma democracia significa que haverá voto também sobre o que acontecerá com o petróleo.

BBC News Brasil - O senhor acha que o que acontece na Venezuela gera incerteza também nos outros países da nossa região?

Erick Langer - Claro que sim. Os Estados Unidos são agora o inimigo, o que pode mudar situações... Mas existe uma grande diferença.

À exceção de Nicarágua e de Cuba, não há nenhum governo que não tenha o respaldo popular.

Quer dizer que todos os demais foram eleitos democraticamente e tirá-los seria muito mais difícil.

Por exemplo, Trump citou Petro [Gustavo Petro, presidente da Colômbia, a quem Trump já atacou em diversas ocasiões], especificamente, e até usando uma expressão vulgar.

Se ele quiser tirar Petro, até pode ser, mas a Colômbia viraria um caos.

A Colômbia tem um histórico, muita experiência de guerrilha... Seria mais difícil uma ação militar dos Estados Unidos. Na Venezuela, é outra situação.

BBC News Brasil - O senhor acha que Cuba passou a ficar ainda mais na mira dos Estados Unidos?

Erick Langer - Isso é o que Marco Rubio [secretário de Estado dos EUA, equivalente a um ministro das Relações Exteriores] adoraria. Marco Rubio é...

BBC News Brasil - Ele é de família cubana...

Erick Langer - De cubanos que chegaram nos Estados Unidos antes que Fidel Castro tomasse o poder. Rubio se sente muito identificado [com suas raízes cubanas].

Sim, acho que é uma possibilidade, mas tenho certeza que a resistência militar cubana seria mil vezes maior que na Venezuela.

Na verdade, na Venezuela, acho que Delcy Rodríguez e Diosdado Cabello [um dos quadros fortes do chavismo] fizeram um acordo e traíram Maduro.

BBC News Brasil - Pela recompensa que os Estados Unidos ofereceram de US$ 50 milhões por informações sobre o paradeiro de Maduro?

Erick Langer - Não acho que foi pela recompensa. Mas para ficar com o poder. Eles já têm dinheiro suficiente. E fica claro que neste acordo [para a "entrega" de Maduro] que o combinado era que María Corina não assumisse o poder.

Acho que este foi um dos motivos para que María Corina e Edmundo González não assumissem a Presidência, como deveria ter sido.

BBC News Brasil - Cuba recebe hoje ajuda da Venezuela, do México e da China, que tem investimentos no país, por exemplo, na área de energia limpa. Na sua visão, o que poderia estar nos planos dos Estados Unidos [para Cuba]? Uma ação como a que foi feita na Venezuela para a retirada de Maduro?

Erick Langer - Acho que não. Mas sim um estrangulamento econômico ainda maior por parte dos Estados Unidos.

O que de fato vai acontecer é uma pressão ainda maior contra o México para que não substitua a Venezuela [na ajuda dada a Cuba] porque, nos últimos tempos, o México tem enviado petróleo para Cuba porque a Venezuela não pode, porque não tem produção suficiente.

Ou seja, agora [os Estados Unidos] aumentarão a pressão contra Claudia Sheinbaum [presidente do México] para que ela não mande mais petróleo para Cuba, para que a crise cubana seja ainda pior, arrochando ainda mais o regime comunista cubano.

BBC News Brasil - O senhor concorda que Trump está buscando ter maior influência e poder no hemisfério americano desde que retornou em janeiro à Casa Branca? Porque foi a partir daquele momento que ele passou a olhar mais para o continente e especialmente para a América do Sul.

Erick Langer - Acho que a visão de Trump é em termos de esfera de poder, como tinha Hitler, por exemplo. [A ideia de que] "essa parte de terra é minha".

Já a Rússia pode fazer o que quiser [na disputa] pela Ucrânia, que os chineses tenham a Ásia e não tem problema, enquanto nós [dos EUA] ficamos com todo o hemisfério americano.

BBC News Brasil - Qual o papel do Brasil nesta conjuntura? O presidente Lula condenou a ação dos Estados Unidos na Venezuela e vinha mantendo diálogo com Trump, nos últimos tempos, depois do tarifaço imposto aos produtos brasileiros. O Brasil é o maior país da América Latina, mas não conseguiu desencorajar a ação dos Estados Unidos na Venezuela. Qual é sua visão?

Erick Langer - O Brasil é o grande contrapeso contra Trump. Claro que ele lamenta que Bolsonaro tenha sido preso. Mas o Brasil tem um papel muito importante.

Desde Obama, com Lula, principalmente, o Brasil passou a responder pela América do Sul.

Mas isso agora mudou porque Trump não vai permitir que isto ocorra, como fizeram Obama e Biden [Barack Obama e Joe Biden, ex-presidentes democratas dos EUA].

BBC News Brasil – Há muita preocupação regional. Qual é a sua expectativa em relação ao que pode acontecer na Venezuela e nos demais países da América do Sul?

Erick Langer - É sempre difícil prever o futuro. Mas o fato é que Trump mudou o cenário que existia desde a Guerra Fria. Isso significa se meter cada vez mais e mais na América Latina, no Oriente Médio, voltando-se agora para a China...

Acho que isso vai prejudicar os próprios americanos, se continuar assim.

E não convém, de nenhuma maneira, para a América Latina, porque com o objetivo de explorar os recursos econômicos...

Mas existe um fator essencial que é a China. É preciso ver como a China vai reagir.

Hoje, a China é o principal sócio econômico da maioria dos países da América Latina e não tem como ir contra a nova doutrina Trump ou "donroe" [uma combinação do nome de Donald Trump com a doutrina Monroe, que defendia a primazia dos EUA no continente americano].

Porque o que a China fez, de forma inteligente, foi atuar na área econômica, comercial e não na área militar... E sabendo muito bem que não tinha condições de competir com os Estados Unidos em termos de poder.

O teste é a Venezuela, porque a China tem investimentos na Venezuela.

O que vai acontecer com estas companhias chinesas quando Trump disser "o petróleo é nosso", "para nossas companhias"?

Vamos ver como esta relação [entre EUA e China] ficará [depois da operação militar americana na Venezuela].

Só se a China disser: "Ok, vocês ficam com a Venezuela, mas nós pegamos Taiwan".

BBC News Brasil - O que está em jogo é um novo desenho geopolítico....

Erick Langer - Sim, uma nova estrutura econômica no mundo inteiro. Com estas ações na Venezuela, as primeiras peças [do novo desenho geopolítico] já estão em movimento.

BBC News Brasil - O senhor citou a doutrina Monroe. É possível fazer algum paralelo entre o que aconteceu com Maduro e o que ocorreu com o ex-presidente da Venezuela Cipriano Castro (1858-1924), que foi deposto e morreu no exílio, e em seu lugar assumiu seu vice?

Erick Langer - A diferença é que Juan Vicente Gómez [que tomou o poder de Cipriano Castro] pôde consolidar seu poder rapidamente, sob um regime que também não foi muito popular.

Mas era outro contexto, porque Venezuela é hoje, economicamente, outro país.

A Venezuela foi um país democrático durante cinquenta anos, e antes de [Cipriano] Castro e Gómez, não foi. Era uma oligarquia no poder.

Então, toda a situação de como se governa um país e a legitimidade popular necessária agora, com essa complexidade das sociedades atuais, é bem diferente do que se viveu no século 19, quando a Venezuela era um país principalmente rural, dependia do café, do cacau, da carne....

BBC News Brasil - Agora é o petróleo.

Erick Langer - Sim e a Venezuela é o país mais urbano da América Latina. O problema agora é que Trump quer estabelecer uma colônia econômica, e isso não é tão fácil.

Mas um eventual acordo de Trump com os chavistas [que ficaram na cúpula de Caracas] não é sustentável no longo prazo.

Os venezuelanos não vão permitir isso, e o mais provável é que acabem ocorrendo novas eleições...

BBC News Brasil - Muitas incertezas.

Erick Langer- O chavismo ainda tem o apoio de cerca de 20%, 30% da população.

Na verdade, não se sabe exatamente. Muitos dos que nas últimas eleições votaram pelos chavistas foram obrigados a votar neles. Sei porque tenho conhecidos na Venezuela.

BBC News Brasil - Neste ano, 2026, serão realizadas eleições no Peru, na Colômbia, no Brasil, no Haiti e na Costa Rica. Depois do que ocorreu na Venezuela, Trump poderá buscar influenciar nestes pleitos — como a oposição em Honduras, por exemplo, diz ter ocorrido na eleição recente no país?

Erick Langer - Tenho certeza de que Trump vai se meter, quando puder. Mas acho que os povos não se deixam vender. Mas claro que temos que pensar no que aconteceu com Milei [Javier Milei, presidente da Argentina, nas eleições legislativas de outubro passado], quando os Estados Unidos anunciaram ajuda de US$ 20 bilhões.

Não entendo muito bem por que os argentinos votaram como votaram [ampliando a participação da base governista de Milei no Congresso].

Acho que o eleitorado não via alternativas porque o peronismo está muito desgastado para boa parte da população do país. No caso do Peru, acho que a classe política não tem muita presença popular...

Mas no Peru a economia funciona bem, apesar da instabilidade política já tradicional — porque os presidentes costumam durar pouco tempo no cargo, além de perderem a popularidade rapidamente.

BBC News Brasil - No Peru, existe uma espécie de divórcio entre o caminhar da economia e o que ocorre na cúpula da política, com quedas seguidas de presidentes...

Erick Langer - Exato. Já na Colômbia, é outro cenário. A divisão entre direita e esquerda é proporcionalmente quase igual. Quem vai ganhar e como vai ganhar a eleição presidencial, não sei, porque depende do papel de Petro, e acho que as opiniões estão muito divididas.

BBC News Brasil - E em relação às eleições no Brasil? Na sua opinião, pode ocorrer alguma forma de influência de Trump?

Erick Langer – Com certeza. Não tenho a menor dúvida. E acho que a interferência dos Estados Unidos na vida política brasileira não vai favorecer os partidos da direita, porque isto servirá como arma para o nacionalismo dos demais.

E claro que, se Lula continuar sendo forte e se continuar assim, muito contido com o que aconteceu na Venezuela — porque, na verdade, foi muito contido —, esta calma continuará sendo uma potência contra [a direita].

O único que é grande o suficiente para parar [Trump] e dizer "chega" aos Estados Unidos é o Brasil.

Por Marcia Carmo